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segunda-feira, outubro 17, 2005
Hojé é hoje
quinta-feira, outubro 06, 2005
Crónicas para minha Mana I
Kota. Perguntaste-me na tua mensagem como estávamos.
‘Tamos a viver. Com os nossos mortos que choram todos os dias, menos chuva que lhes molha e menos gatunos que lhes roubam os caixões e até vestimentas.
‘Tamos também a trabalhar com toda danificação possível da alma e do espírito. Parece que me enganei. Não são mesma coisa alma e espírito. Sei que a kota entende.
Aqui em Luanda José Educa já disse ao Soma kurva "fica só calmo põe mais mulher na lista e vou já tirar Libertina Ama kuacha da Nguvulação". José Educa disse também no Soma kurva para não lhe “ameaçar” mais porque vai já remodelar outros kwachas que não lhe estão agradar mais no poder.Então, ou Soma kurva aumenta mulher na lista para José educa tirar Ama kwacha da saúde ou no gurn da UNITA não se toca mais.
Na UPA também o velho Colder ‘tá pedir mais dinheiro. É isso mesmo, mais massa, kumbú.
Quer já pensão vitalícia para não se meter mais no “viva, viva ou abaixa, abaixa”. Parece vai mesmo se retirar. O comité nuclear dele já elegeu também o burro-ó político. E Sanzala é chefe de Educação e quadros. Há outros nomes desconhecidos.
Mana também ainda não te contei que o irmão do mano Samuel Avenida me ameaçou.
Entrujaram-me que ele viria para ler o comunicado da diáspora e quando um Fenula desconhecido estava já a ler com bué de palmas que lhe estavam a bater, fui perguntar ao Velho Paulo quem era. Ele mentiu-me mais que era o Samuel Avenida. Foi aí que irmão dele que ouve a nossa rádio mais do que a directora, ficou já foribundo porque meteram nome do kota dele na confusão. Até escapou mesmo já se meter no ringue com Kizembo. Mas era só no telefone. Quando cheguei contei-lhe toda verdade verdadeira do entrujamento que me meteram no congresso do "bilo" e ele ficou manso, mansinho, calmo que nem cãozinho com frio. Era só truque dele.
E a propósito mana, esses irmãos da Fenula gostam mesmo do "bilo" Era todos dias. Porrada, mais porrada, até mesmo decisão não estavam a tomar bem. Até que Wilma Tontém da intermediação lhes propôs um Nguvulo só de dez meses para o Velho Colder e fazer outra reunião de eleição. Lucas Ngoné ficou Primeiro adjunto e Angola Kabou ficou segundo. No lugar de secretário-geral meteram lá Chico Mentes. Dizem que cargo dele era igual no governo de Lucas Ngoné. Este, continua mesmo bué Ngoné porque quer ganhar, mas parece estava para perder com aqueles velhos todos a seguir no rasto do Colder.
Perdeste, mana, esses bilos todos da Fenula, mas estás ‘mbora a ganhar com as ele-sons da América. Conta-me depois, mana.
Tchau e diz-me agora onde estás, mana, para eu saber também. E depois guarda esta carta para me dizer quê que a mana está a achar da minha brincadeira. Aliás, desculpa-me, mana, porque com kota não se brinca, a menos que a mana diga que posso brincar.
By: Soberano Canhanga
Novembro 2004
O QUE VENDE O JORNAL (Inflexao)
Muitos comerciantes se perguntam como é que suas lojas que possuem prateleiras melhor arrumadas e mais apetrechadas que outras registam menor clientela.
_Não será a forma como os proprietários e ou os funcionários soltam o pregão (1) a razão que as diferencia?
Há no comércio uma máxima que reza: “Vender todos podem, porém vender muito só os mais hábeis”. Tal acontece também com os órgãos da comunicação social.
Muitas rádios, muitos jornais, muitas televisões, mesmos assuntos de reportagem e ás vezes mesmos profissionais no caso das grandes empresas de comunicação (2) porém as vendas e as audiências são diferentes. Porquê?
Talvez disséssemos que os recursos humanos são peça importante. O grau de instrução, nomes ou não sonantes, experiência profissional, etc. _Mas que tal de mesmos profissionais que trabalham para mesma Holding?
_Quantas boas e grandes notícias ficam por ler ou ouvir porque foram mal tituladas? _Quantos jornais voltam à casa, para o museu ou arquivo não por serem mal escritos ou por não possuírem boas notícias, mas porque estas foram mal publicitadas?
A forma como veiculamos a notícia e como os órgãos se relacionam com o seu público constituem-se nos grandes pregões. São como a peixeira que lança o seu pregão e contacta todos os dias os seus clientes sobre eventuais necessidades. O cliente gosta de ser surpreendido com o que quer, mas é preciso saber anunciar o que se tem. -Diz um velho livro de marketing.
Em rádio bons títulos e bem geridos levam o ouvinte, por mais pressa que tenha, até ao fim do noticiário. Tal acontece também em televisão onde as imagens falam mais do que as palavras. Na imprensa um bom título ainda que isolado, oco ou mal suportado no seu interior vende o jornal.(3)
Titular, porém, não se afigura como tarefa fácil. Porque todos podem ser excelentes repórteres e exímios redactores, mas titular é uma especificidade do jornalismo moderno. Aqui são chamados ou deveriam ser chamados os mais hábeis e experimentados, já que “é o pregão mais forte quem mais vende”. Na ausência de especialistas, o ideal seria ouvir as sugestões do conjunto de jornalistas da redacção. _Quantas vezes um bom título é sugerido pelo motorista?
_Sem nos esquecermos da “relação de pertença ou de cumplicidade”(4) que se estabelece entre os órgãos da comunicação social e os seus receptores, ”Criar interesse e levar à acção”, como aconselha a publicidade, deve ser tarefa do indivíduo que titula. Se assim acontecer HÁ COMUNICAÇÃO.
1-Pregão é aqui entendido como a forma como são geridas as relações com o público e a forma como é feito o marketing.
2-Há conglomerados como a Media Capital ou Impresa em Portugal que por si só juntam rádio, imprensa e televisão, reproduzindo as mesmas matérias nos diferentes órgãos que compões a holding.
3- Há títulos únicos que vendem o jornal por inteiro. Também há títulos que falam mais do que as notícias e aqueles que não dizem o que anunciam.
Sobre estes dois últimos aspectos deve ler: o artigo “Títulos que dizem mais dos que as notícias” desta série.
4- É importante que órgão tenha o feedback e saiba na medida do possível satisfazer a expectativa dos seus ouvintes, leitores, telespectadores que são ao fim ao cabo os seus clientes.
Soberano Canhanga
sexta-feira, setembro 30, 2005
InFlexões VI "Até que enfim...estamos lá!"
Depois da vitória da selecção nacional de futebol no Ruanda por 0-1, resultado que serviu para o apuramento de Angola ao Mundial de Junho na Alemanha é agora a vez da reflexão.
Reflexões em torno do “Day After” marcaram a manhã da LAC de Segunda-feira, 10 de Outubro, com entrevistas a conhecidos dirigentes desportivos como Rogério Silva que já dirigiu por mais de uma década o Comité olímpico Nacional, economistas como José Cerqueira conhecido pelas suas análises e pelo SEF de que foi pai, e empresários da praça Luandense.
Cada um à sua maneira, com as habilidades que tinha, com os conhecimentos possíveis ia analisando e reflectindo apanhando um canto do “globo”. Os jardineiros e lavadores de carros por sua vez, analisavam as fotos do acto de recepção dos campeões chegados a Luanda no Domingo, dia 9 de Outubro, e não era despropositado que tal tivesse acontecido entre os homens da higiene: Na véspera tinha faltado energia eléctrica em muitos bairros da capital e nem todos puderam, ver na televião a chegada dos palancas Negras. Há que servir-se das fotos publicadas no Jornal de Angola.
Aqui, no diário nacional com o título “Bravo!”, apresentava-se o presidente da república e sua esposa de um lado e o capitão dos Palancas Negras Akuá, de outro lado, todos sorridentes.
Na expressão facial a Primeira-Dama parecia dizer "parabéns" a Akuá e o presidente a dizer “Bom Trabalho” elogios a que o capitão correspondia com semelhante sorriso e alegria.
Porém, à medida que vamos baixando reparamos que falta correspondência (pelo menos é o que parece numa primeira impressão) nos “apertos de mão”. O Presidente da República segura com a mão esquerda o braço direito de Akuá, mas mantém o braço direito esticado e a mão a “apertar vento” pois o capitão da selecção de futebol já a tinha soltado (depreende-se) e “a caminho” de apertar a mão de Ana Paula dos Santos.
Foi aí que um dos “lava-carros” chamou-me a perguntar:
_ "Kota Canhanga! Já viste esta foto? Parece que Akuá ‘tá ‘mbora a dar um corte no presidente". Porque? - Ironizou o rapaz.
Ao questionamento do rapaz seguiram-se várias análises de carácter técnico e outras meramente intuitivas. Um debate que não ficou pela LAC onde jornalistas perderam cerca de vinte minutos a olhar para foto e a colocar vários “ses”.
Se o presidente avançava para outra pessoa, se a Primeira-Dama apressou-se a esticar a mão e Akuá foi forçado a largar a mão do presidente, se tal, se…
“Ses” que foram parar ao curso superior de comunicação social do ISPRA e que continuaram a ser “ses”.
Construíram e desconstruiram a mensagem, no caso a foto, tentando enquadrá-la em vários cenários e mesmo assim continuaram os “ses”.
-Se o fotógrafo tivesse tirado exactamente o momento em que “cara-a-cara e Mão-a-Mão” o presidente e Akuá trocavam saudações não teria a foto sido melhor expressiva?
Uma pergunta que continua no ar apesar de mais de uma hora de discussão entre estudantes do terceiro ano de Comunicação Social.
“Olhoatento” já sabe que a foto foi tirada no momento em que o presidente se preparava para saudar o jogador que vinha atrás do Akuá, porém nada melhor do que ver a foto no Jornal de Angola e Jornal dos Desportos, ambos do dia 10 de Outubro de 2005, e criar a sua opinião em relação à mensagem.
By: Soberano Canhanga
OS TERRORISTAS, OS INSURRECTOS E OS RESISTENTES (inflexao)

Destas apenas dez por cento são percebidas com clareza ao passo que um por cento tem retorno, ou seja são reenviadas ou respondidas.
De igual forma, das milhentas mensagens que nos chegam via órgãos da comunicação social, muitas são palavras e outras tantas palavrões, ou seja, termos e epítetos que nada nos dizem ou que não têm qualquer enquadramento na nossa semântica e até mesmo ortografia do português usado em Angola.
"Palavrões" como Terroristas e insurgentes para caracterizar elementos que num determinado país lutam para se livrarem de invasores levam-nos realmente a uma reflexão por mais curta e despercebida que seja.
-Quem são os insurgentes, os terroristas e os resistentes?
Nos dias que correm marcados pela publicitação do americanismo, seus feitos e defeitos, na imprensa internacional através das grandes agências e jornais de grande tiragem internacional, é difícil passar-se um dia, uma hora, ou senão mesmo um minuto sem uma informação que fale sobre a guerra no Iraque. E é no que toca à designação ou denominação dos iraquianos que lutam com todos os meios contra a presença anglo-americana que começa a bronca.
Não sei, confesso, se os iraquianos são terroristas como os chamam os americanos e seus pares que ocupam o país alheio sem motivo plausível, insurgentes como os tratam os brasileiros ou resistentes, termo usado por alguns jornalistas que procuram não alinhar com os dois primeiros adjectivos.
Folheando o dicionário reparamos que: Terrorista: É todo aquele que comete o terrorismo definido como: Conjunto de acções violentas contra o poder estabelecido cometidas por grupos revolucionários, envolvendo em regra atentados contra pessoas e propriedades.
Insurgente: é um termo brasileiro que deriva de insurgir ou seja rebelar-se ou revoltar-se contra...
Por sua vez Resistente é definido como: defesa própria de quem luta contra movimentos externos, que opõe resistência, membro ou combatente da resistência aos invasores.
Ponderados os porquês, e não sendo os jornalistas partes de conflitos geo-políticos nem estratégicos de países ou Estados, mas apenas transmissores de realidades concretas, sou de opinião de que é a terceira designação mais adequada ao nosso "linguajar" ao mesmo tempo em que incentivo meus colegas de profissão a enveredarem por termos que não estejam colados aos equilíbrios e desequilíbrios da política externa, pautando por uma terminologia que se adeqúe a todas as circunstâncias políticas e geográficas.
Já que nós fazemos a História, quero com isto dizer que o "terrorista" iraquiano que luta hoje pela sua pátria pode ser o herói de amanhã tal como o foram os vietnamitas. Como também os mesmos "terroristas" com quem nosso país não tem hoje relações nem políticas nem económicas podem tornar-se amanhã os nossos melhores amigos.
- Seremos nós amigos de terroristas?
Lembremo-nos de que já amaldiçoamos os Imperialistas do Ocidente que são hoje os nossos "amigos de copo".
Tratar os iraquianos por Resistentes não fica nada mal. O resto que fique para os políticos e os militares!
Soberano Canhanga
terça-feira, setembro 27, 2005
No aniversário só vaias
Soberano,LC.
sexta-feira, setembro 23, 2005
O QUE FAZ UM FACTO TORNAR-SE NOTICIA ( Inflexao)
Muitas vezes perguntei para mim mesmo e aos colegas da redacção o que transforma um simples facto em notícia. Se a carga publicitária sobre o mesmo ou o interesse que suscita no público a que se destina. A resposta nem sempre foi a mais consensual.
Ordenar matérias jornalísticas é "uma faca de dois gumes". Uma operação que pode atingir os efeitos desejados ou provocar efeitos inesperados, diz o livro de estilo do "Público".
A elaboração da pirâmide de importância noticiosa é por si só objectiva quanto subjectiva.
Objectiva no sentido em que o jornalista é por si só um elemento social, conhecedor da realidade circundante e das necessidades informativas dos seres com quem partilha ideias e sentimentos, ou seja, a sociedade no seu todo.
Subjectiva porque é o jornalista de forma isolada ou o conjunto de jornalistas de uma redacção que hierarquiza as notícias conferindo-lhes uma suposta importância a partir de critérios internos sem que os destinatários fossem consultados na feitura das manchetes.
Entretanto, quer queiramos quer não, "o tempo que não perdoa" obriga-nos a tomar decisão. _Há que hierarquizar as notícias a difundir e é isso que nos leva ao debate.
Uma pré-conclusão:
É o interesse do público em relação a um determinado assunto que transforma esse facto em notícia. Ao jornalista cabe ordenar os factos em função da avaliação que faz do possível interesse público, criando uma "pirâmide de interesse". Porém, este ordenamento não deve ser imposto na medida em que se o jornalista pretender transformar em notícia um facto que não suscita interesse, jamais o conseguirá, já que :
- Se o ouvirem (facto) ninguém o perceberá visto que a ninguém interessa senão ao seu autor.
-Se o perceberem ninguém reagirá.
Note-se que a comunicação pressupõe a chegada da mensagem e a reacção do receptor em função do recebido. Só assim se poderá dizer que a comunicação foi efectuada sem ruídos.
Tenhamos como exemplo o músico Wiza*. _Quem o faz ser notícia na rádio, televisão e imprensa?
_A máquina promocional da Maianga produções, os fanáticos jornalistas ou o interesse que o público tem pela originalidade e diferença de sua música?
Se for o interesse que a originalidade e a qualidade da música do Wiza despertam no público, então é o próprio público que o valoriza. Os jornalistas neste caso apenas seleccionam e oferecem ao público aquilo que este quer ouvir ou gostaria de Ouvir. Isto é COMUNICAÇÃO.
* Wiza: é um músico da nova vaga surgido do nada. Era empregado de limpeza numa editora que reconheceu nele dotes para a música tendo investido no rapaz.
Soberano Canhanga, 10 de Fevereiro de 2005.
sexta-feira, setembro 16, 2005
A FOTO E O SOM NO JORNALISMO (Inflexao)
A apresentação de testemunhas sempre acompanhou os grandes discursos desde os oradores homéricos da idade clássica aos dias hodiernos. Juntar uma foto num texto jornalístico é para além de complementar a informação nele prestada, também uma forma de testemunhar. De dizer estive lá. É o mesmo que se passa na Rádio quando se entrevistam intervenientes de um facto.A nível da imprensa, jornalistas e editores de fotografia questionam-se sobre o papel da Foto como complemento do texto ou até como substituto da palavra escrita.
"Há Fotos que 'matam'. Imagens que revelam aquilo que a palavra nunca seria capaz de descrever"1. Porém, há aquelas que contradizem a narração e é esta contrariedade que cria o debate.
Na imprensa ainda é válido o provérbio chinês que reza que " Uma boa imagem diz mais do que mil palavras", que dizer, porém, do papel e da força da palavra falada (registo Magnético) na Rádio. _Chegará esta um dia a substituir o clássico texto herdado da imprensa?
A resposta é obviamente Não. Na Rádio o texto sem palavra* é oco, tal acontece com o som sem texto. Daí que o debate actual ao nível das redacções de Rádio centra-se no papel do RM (Registo Magnético) numa peça jornalística.
_Que tal situá-los entre os trinta segundos e um minuto, a contar com a importância do assunto ou de quem fala? O mesmo que se passa na imprensa onde se recomenda a evitar a Foto como "tapa-buracos" na Rádio o som não deve servir para "encher". É um elemento imprescindível à "feitura de Rádio" cuja missão é testificar, credibilizar os textos e confirmar.
Se assim for, HÁ COMUNICAÇÃO.
Luciano Canhanga
1-Wemans- in "O público em Público, pag. 37
* Palavra no sentido de Registo Magnético.
quarta-feira, setembro 14, 2005
TITULOS QUE DIZEM MAIS DOS QUE AS NOTICIAS (Inflexao)
Para os escritores começar pelo título em vez do texto é um exercício pacífico. Esta operação é porém complicada para jornalistas que têm de titular depois de escrita a notícia, correndo os riscos de se atrasarem na sua divulgação, já que para além da preocupação com o conteúdo da matéria têm de encontrar a melhor forma de vendê-la.
-Quantas vezes se escreve uma notícia e não se sabe qual o título a atribuir?. Esta é uma das minhas constantes preocupações.
Titular é realmente coisa difícil e só os verdadeiros artistas o conseguem num abrir e fechar de olhos porque há titulos que dizem mais do que o texto e títulos que não dizem absolutamente nada.
Há poucos dias cheguei á Faculdade em que estudo comunicação social e deparei-me com um caso que tinha passado escapado `a nossa mania de comentar "as fortes do dia".
Tinha acontecido de véspera o fim da primeira ronda do Girabola ( campeonato angolano de futebol, primeira divisão9 e o título do principal jornal desportivo era exactamente este:
-"Proletários vencem com ajuda do árbitro".
Bom pregão para vender o carapau. Porém, aberto o jornal em nenhuma de suas páginas se fazia referência ao nome do suposto árbitro que terá ajudado a equipa do Primeiro de Maio de Benguela a vencer o jogo, nem as circunstancias que levaram "o artista" a escrever tão chamativo título. Pior ainda porque nem a equipa adversária se queixou da suposta má arbitragem.
O pregão pegou porque foi forte e o jornal estava em quase todas as carteiras dos apreciadores do desporto-rei ( futebol em Angola). Só que o peixe comprado nem era peixe. Um sardão, talvez, dada a desilusão criada naqueles que o adquiriram para conhecer o árbitro " batoteiro".
Quantas vezes nos deparamos com exemplos como este ou desiludimos os ouvintes, leitores e outros com títulos que dizem o que não se escreve nas notícia, ou que dizem mais do que estas?
Jorge Wemanas, antigo Oubundsman do Público, aconselha a propósito que entre " um título descritivo e sóbrio, mas vigoroso, e outro que se reduz a um mero jogo de palavras, o primeiro será a opção correcta".
Vamos pois titular com sobriedade, procurando não esconder conteúdos nem dizer mais do que aquilo vem expresso no nosso texto jornalístico!
Soberano Canhanga
sexta-feira, agosto 19, 2005
Nos anos da Mana só uma cor...a amizade

Valeram os anos da Mana, uma tchoko-indo-luso-angolana ( que origem!) que juntou libolenses, luandenses, lisboetas, santomenses e gente doutras "enses" em grito único e cordial.
Nos anos da Mana, não se fez refrão doutra estrofe que não fosse a amizade. Até Cuecas e Boxers cantaram.
E foi em nome dessa amizade que políticos inabraçáveis num passado de memória fresca ajudaram a Mana a apagar as velas em amena cavaqueira. Sorrisos e abraços só...
Todos sem óculos disfarçantes dançaram em pista multi-estilos, representando outros amigos tocados pelo critério da representatividade. Juntando areias em montes ou moendo farinha, espalhando mobília ou tocados pelo frio de nunca terem aprendido sequer um toquinho todos cada um do seu jeito dançaram pelo menos com a alegrioa de lá ter estado.
Até fugitivos dançaram ao ritmo da amizade nos anos da Mana que irradiou exemplos de ser e de estar numa sociedade onde não se conhece o puro ou o natural.
_Que venham os oitenta e Sempre sem Raça!
*Uma homenagem a Paula Simons a propósito do seu último aniversário.
Soberano Canhanga
segunda-feira, maio 30, 2005
" Olho Atento" Edição nº 19 de 30 de Maio 2005
Reprodução do que pensam os sócios
Caro Director do "O olho"
Desatento e cheio de caricias foi abrindo cada porta na vida de um
sonho...O de olhar para além do que o "o olho" olha..."O ollho"
ganhou e vai ganhando espaços nos nossos corações...Estou a lê-lo
hoje uma semana depois das nossas separações e lembro-me das fugas
das 10 horas do Canhanga para a sala de internet...Vizinho muito
obrigado por este espaço que vou tentar aproveitar ao maximo...
Abraços e carinhos...
Helmer Araújo
quarta-feira, maio 18, 2005
"Olho Atento" Edição nº 14 de 18 de Maio
A reclamação do Bochecha
Bochecha é um jovem escritor da África Negra Portuguesa.
O jovem é participante a um curso em Portugal oferecido de borla a homens de sua carreira vivendo de 41 Euros/dia, com alojamento e lavandaria pagos.
Bochecha tem almoços ao custo máximo de 4,5 E. e possibilidade de jantares que lhe custem 10 E.
Atendendo que ao longo da sua estadia fora de casa tem necessidades de comunicar com a família num gasto médio diário de 5E., Bochecha pode gastar até 20 Euros/dia o que pressupõe uma poupança diária de 21 Euros que chegariam para dois ou um bom livro.
Contrariamente ao que se espera, ver e ouvir o Bochecha a pedir dinheiro para poder carregar os livros para casa, o nosso "coleccionador de divisas", mais não fez senão pedir dinheiro para livros!
Se atendermos que Todos os colegas de Bochecha têm salários intactos nos órgãos de procedência e que a bolsa recebida é somente para sustentar a formação que inclui, acesso à Internet fora da Universidade, frequentar bibliotecas e outros locais de investigação, somos a apelidar o nosso Bochecha de coleccionador de divisas.
O fim do Curso*
Frase do dia
" Sei que muitos dos meus colegas não vão gostar mas tenho que dizer..."
Salvador Gomes
Frase da Semana
" Confesso que não fui às visitas, mas gostei do curso...."
Helmer Araújo (G_Bissau)
*Por:Ouri Pota
NA HORA DO ADEUS**
"....Sei que muitos não vão gostar mas tenho que dizer..." Esta é uma frase que faço plágio a um colega do curso" Salvador Gomes (G_Bissau).
Na Hora do ADEUS, as verdades e as saudades são o prato forte, sendo assim confesso que durante muito tempo o Blog "OLHO ATENTO" não pautou pela imparcialidade pois descobri que o accionista maioritário é o senhor FERNANDO BORGES, também proprietário da empresa FUBU, razão pela qual nunca foi citado no Blog.
Um outro homem que nunca será citado pelos seus feitos, é o General Alves, este que na primeira edição do Olho em formato A4 ameaçou virar o OLHO para zarrolho em um só minuto...confesso que nada é fácil, como se pode ousar falar contra um pai, ou melhor contra um doador.
É o sinal de que ainda estamos sobre uma dominação, neste caso O" OLHO" é um olho Zarolho quando se trata de assuntos relacionados com os accionistas ( "Madre Tereza" Nancy, ALves, Fernando Borges)
**Pota
terça-feira, maio 17, 2005
"Olho Atento", Edição nº 13 de 17 de Maio
A Crónica do “olho”
O subir da crista do galo.
Viviam com o seu criador uma gata e um galo. Todos em idade jovem.
Despreocupado com assuntos caseiros, o dono, fazia de sua vida o mais belo possível. Praias, cinema, convívios festivos, namoradas, enfim.
Uma dose de hobbies preenchiam os espaços em branco da sua carregadíssima agenda.
Não eram porém descuidados os “pets”. Comiam, era limpos e assistidos sanitáriamente. Até educação sobre como se comportar em caso de recepção de visitas em casa isso tinham.
Sempre que se encontravam a sós, e como eram dois animais em idade púbere, a ausência de um parceiro de mesma espécie levava-os a partilhar momentos “íntimos”, talvez.
Aí surge a violência da gata. Sempre na sua arrogância felina eriçava os pelos, puxava unhas e em gestos simples atirava-se contra o galito.
-“pernas e asas para que te tenho”, pensava e desaparecia fazendo morada a figueira do quintal. Seus semelhantes, os beija-flores e Maria celestes faziam-lhe companhia.
Ao aturar intenso de situações constrangedoras, embora à cegueira do criador, o galo puxou coragem e decidiu não mais brincar, o que constituiu outra tristeza para a gata que aliou a violência física à verbal. –Puro engano.
Lembrou-se o galo de que tinha uma crista que quando agitada era capaz de amedrontar o mais violento dos felinos e um esporão.
Ao primeira retorno à moda antiga, o galo não mais fez e,...
Violência gerou violência. Desta vez a vítima foi a gata.
Qualquer semelhança com um caso real é pura coincidência.
NR: enviada por: Preto Gentio ao email verdades1@hotmail.com
As piadas do “Olho”
Num WC.
A Pubicidade de uma companhia telefónica rezava:
- Envie uma mensagem com a mão livre.
Que estará a fazer a mão ocupada no caso masculino?
E se for uma mulher?
_Quem foi a Vodafone viu e ouviu.
O médico e o diabético
Francisco vai ao médico e lhe é diagnosticado o excesso de açúcar no sangue. Qual a reacção do homem?.
_Dr. Já sei. Por isso é que a Maria, lá em casa, está sempre a dizer. Ai Francisco está doce!
Quem o diz é a bola
- Pai pobre é destino. Sogro pobre é burrice.
- Sabedoria quando demasiada vira bicho e atira-se contra o dono.
- Amigos nós os fazemos. Família o diabo dá.
Linguas
Sogra é:
Em Russo = Sostrova
Em Japonês= Atura-tú
em Kimbundu=Ngal’ótunda kiá
Em árabe= Al-vibora
O sexo do padre
Canhanga convida os directores para uma foto e aparece o Pota que é afastado.
Depois é a vez da Josina pedir uma foto só de mulheres. Quem tinha ela abraçado para a foto?
_O padre Bemvindo!
Nota dez
Na avaliação final sobre o III Cursos de jornalismo destinado aos PALOP em Portugal, promovido pela fundação Gulbenkinan, um dos pontos pedia a indicação de três aspectos positivos do curso e três negativos.
Resposta de uma das folhas
1-Possitivos:
1.1.-Comida barata e muita "massa"
1.2. –Não intromissão em sexualidade alheia
1.3.- os livros de borla
2. Negativos
2.1-O sono de um dos santomenses
2.2.-As desaparições de um dos angolanos
2.3.-A pronúncia de um dos cabo-verdianos e o golpe do Kumba.
Inacreditável
João nunca usa o bacio. Terça-feira vai ao médico e lhe é pedida urina para exames médicos. Ao amanhecer faz urina no bacio que inadvertidamente a mulher entorna na sanita. À hora de partida e com o frasco na mão, João pergunta à mulher onde estava a urina que era para o exame.
Esta, aflita vai à casa de banho, substitui-a pela sua e dá ao marido.
Qual o resultado da análise?
- Gravidez!
sexta-feira, maio 13, 2005
"Olho Atento", edição nº 11 de 13 de Maio
Visões Breves do "Olho"
A chegada triunfal
"Fim di Curso" 2
quarta-feira, maio 11, 2005
"Olho Atento", Edição nº 9 de 11de Maio
Hoje.
Concretamente passam 30 dias do início do III curso de jornalismo destinado aos palop, uma promoção da Fundação Gulbenkian e da Universidade Católica Poirtuguesa.
Também hoje "O Olho"assinala 11 dias. A contagem do tempo é já regressiva, a saudade dos que ficaram começa a ser substituida pela saudade dos homens e mulheres com os quais convivemos e conviveremos ainda até 19 de Maio.
E é a pensar nos laços cimentados e nos desencontros a acontecr que a saudade se fundamenta. Para tal, " O Olho" assume-se como elo de ligação.
Todos estão convidaddos a deixar aqui suas "marcas", suas lembraças, seus sentimentos e afectividades.
Continuar a ligação à distancia e fazermos dos sentimentos que nos unem uma eternidade.
Que falhem os telefones, que haja desencontros, mas a net e o http://olhoatento.blogspot.com , o nosso blog, estará sempre activo para matar saudade e trocar ideias.
Nesta hora em que a contagem é realemnte regressiva, vale também dizer, olá Dra. Nancy, Valeu.
By:LC.
Apeguemos-nos à nossa afectividade com os "camaradas em falta" sem que nos convirtamos em detractores.
Bem haja!
BREVES( do Pota)
SEGUNDA FRACÇÃO, da Madre tereza de Calcuta "Nancy"
Já se esperava a hora do anuncio da segunda fracção. A Madre Teresa começou por anunciar os moldes como deveriam ser feitos os trabalhos da mesa redonda. Nenhum sorriso aparecia, dado por triminado, um sorriso práctico e conhecedor das crises financeiras para os paises africanos, Madre Teresa optou por um" tchaa, tcha, tchaaaaaaaa...." e informou a segunda fracção esta aqui....de seguida a face de cada um dos cursantes mostrava um sorriso de como haviam ganho o EURO MILHOES ou ainda teriam recebido ordens da Madre para dizer palavras como"WHISKY", ALFACE", SALADA", "PHALAFENI", GULBENKIAN para que a máquina fotografiaca regista se alegria....Valeu a pena.
2ª FRACÇÃO nÃO À ÚLTIMA FRACÇÃO
Não trouxe sorriso para os cursante, mas também reativou a Rádio Boca que dentro de dias poderá transmitir via Internet em banda larga, mas contudo noticias da Fundação indicam que existe um mal entendido pelos cursantes, uma vez que depois de receberem a segunda fracção optaram por abandonar as aulas pensado que tudo acabou... sendo assim uma equipe da Fundação esta à controlar os cursantes atraves de uma camare que posteriormente será entregue a coordenação do curso para atribuição de futuras bolsas de estudo....atenção as faltas.
DEPOIS DA TRISTEZA VEM A BONANÇA
5 de Maio - entrega da segunda Fracção - 12: oo Horas
6 de Maio - 13:00 H - Dia de Africa na UCP - almoça da comunidade africana a custo Zero, menos 5 Euros na Cantina.
6 de Maio - Zé dos Santos convida me meia centena de copos e papo a maneira.
6 de Maio - 22 H - Festa na UCP, Discoteca , 5 Euros entrada, cerveja a 50 centimos (ate quando esta iniciativa, quero cá estar)
7 de Maio - 16 H - Deslocação Lisboa à Coimbra paga por um Moçambicano que a mais de 30 anos não vai a Moçambique
7 de Maio - TMN oferece chamadas gratuitas para os aderentes desta Rede durante 24 horas.
8 de Maio - Noite das Queimas em Coimbra, cerveja, caipirinha a um custo reduzido.
Resta nos apenas o dia 19 de Maio, um convivio a custa da Fundação.
Confesso que não era apenas a falta de dinheiro, mas estava apenas a espera da segunda fracção...logo depois de à receber, nada mais que escolher os locais de visita. Várias publicidades sobre viagens me cativaram, Jamaica cerac de 600 Euros, Etiopia cerca de 300 Euros, Londres 25 Euros, era chegada a hora de dizer fim da conteção...mas a melhor publicidade foi, Festa do dia de africa na UCP comida, gasosa a custo Zero. Ao cair da noite uma boa cerveja a 50 Centimos, belezas ao redor dos donos, TMN aajudando a ligar a custo zero para a mesma rede levou a receber uma chada de Coimbra onde passei a NOITE DAS QUEIMAS, vendo assim MILTON de Nascimento a um preço de 7,5 Euros...sendo assim sugeria que o proximo curos fosse nas proximidades das noites das queimas, para ser uma melhor forma de despedida, pois o que vi , só é visto uma vez por anoAs publicidades indicavam
NR: A reprodução é na íntegra. Lavamos as mãos quanto a eventuais deslizes gramaticais ou gralhas.
segunda-feira, maio 09, 2005
A POBREZA QUE O "TUGA" NÃO VÊ (Inflexão)
Nos meses de Março, Abril e Maio Portugal e concretamento Lisboa é uma cidade muito iluminada.Não porque noutras estações do ano falte luz ou energia eléctrica como aqui. Não.
É o sol que se prolonga, para além do raiar que é madrugador.
E quando o sol não se põe ao Atlântico, o angolano ou africano recém-chegado às teras de Vaz de Camões tem dificuldades em buscar a quentura dos colchões e lençõis que o aguardam no hotel ou noutra albergaria.
No centro da cidade, o El corte Inglês, Praça de Espanha, Fundação Gulbenkian e outras paragens que incluem restaurantes, bares e tascas para frascos e cafés são referências quase que obrigatórias para visitas periódicas e diárias.
Há porém quem pretenda viver um feriado visitando os eneormes centros de compras ou mesmo vestido à paisana enfrentar a enchente na Praça do Relógio (Um ROque Santeiro Organizado). Só que não tarda, a repetição mata o espanto e a preferência começa a ser a cidade sub-terrânea.
O metropolitano de Lisboa com a sua grandiosiodade crescente que nos remete há alguns séculos de atraso se não corrermos a bom passo. Aqui surge então a importância do mapa de Lisboa, ou seja dos transpostes públicos da cidade.
O Metro com as suas quatro linhas a vermelha-Alameda/Oriente; a verde -Cais do Sodré/Telçheiras; a azul -Baixa-Chiado/Amadora Este e a linha Amarela que vai do Rato a Odivelas, é o mais procurado quer por nacionais ou turistas, levando-os aos mais recôndidos sítios da capital lusa, às vezes com o spréstimos do comboio de superfície, das carreiras, do táxi e até de amigos.
É para tal que existem quanto mais não seja para por a "fofoca" em dia.-Comué na banda, tá-se?-Yá! vive-se. Há crescimento. E o teu regresso?_Daqui há nada. É só tempo de reunir uns farrapos e completar a mobília.
Esta é a conversa dos cafés e doutras andanças entre os que vão à Portugal em missão turística, estudos ou de trabalho e os que lá estão nas bumbas. Na pedreira ou nos bares.
Os que erguem terras alheias a troco de migalhas, que dizem ser bem maiores do que aquilo que nos vai ao prato aqui no país.
Mas é no metropolitano de Lisboa que a africa se casa com a europa civilizada. Em cada paragem o modo poético de estar europeu é sempre cortado ou pela brutalidade de um homem do leste que ignora a leitura jornal preferindo a fala ou pelaarmónica de um pedinte qualquer.
Homens de todas as idades e sexos.
Na linha azul é presença obrigatória a de um cão kabiri nas suas dez semanas viajando em ombro forte dum rapaz também nos seus dez anitos. O silêncio corta até o múrmúrios dos africanos sem,pre dispostos a debates.
O rapaz faz chorar a armónioca com o farfalho de seus dedos. Não tárda chovem moedas no copo descartável amarrado ao instrumento musical.
A cena se tranfere para a carruagem seguinte a a pobreza ruma até a morte. Os africanos mudam de linha e a estória continua. Agora são dois adultos de grandes músculos e sentidos compeltos. Um leva no colo uma guitarra e outro uma armónica.
Soa um fado e os portugueses são os primeiros a alienar com moedas.De repente irrompe uma voz incómoda entre os africanos.
-Não há por cá subsídio de desemprego?à pergunta se segue o silêncio e só as moedas falam no copo.
A moda antiga de dar pão ao pobre ou uma sopa morreu. Era uma vez. Passou à história.
Ao menino que se devia dar uma escola, pois o pepino ainda pode ser torcido dão-se moedas e todos aderem até Padres.
A formação profissional é negada aos jovens desempregados a troco de um fado barato e ainda dizem que problemas como estes só estão em África.
Todos vêm , mas fingem não estar atentos ao que lhes queima a barba, porque só Marburg em Angola é preocupação, Só Dengue em Timor ou Colera em São Tomé mata.Ninguém quer ver e lá se vai o Metrropolitano com uma estória que já e história.
Todos os dias em todas as paragens, o mesmo cão no ombro do mesmo rapaz, o mesmno fado na mesma carruagem e o mesmo dinheiro.
NB. Na foto José Anibal Cavaco Silva Presidente eleito de Portugal
Soberano Canhanga
Lisboa, 4 de Maio 2005
"Olho Atento", Edição nº 3 de 3 de Maio
Director: Soberano, LC.
Edição nº: 3
Preço: E.1
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O sapato ideal para o jornalista
Canhanga e Alex são exemplos.
Conta-se que a pastagem em terrenos espinhosos e acidentados e ainda caminhadas sob o sol ardente, quando ainda não existiam estradas asfaltadas nem passagens subterrâneas, terão levado o homem a “vestir” o pé.
De tempos imemoriais aos nossos dias são também imemoriais os progressos que a sapataria obteve e os tipos de sapatos à disposição do homem para o tipo de exercício que desenvolve, área de residência ou habitação, entre outras finalidades e especificidades.
Entre nós jornalistas, há também inúmeros tipos de sapatos. Uns conseguidos na feira, outros em lojas de calçados como “o Guimarães” e outros ainda directamente de um sapateiro de esquina, ou mesmo um aventureira de couro na mão.
O tipo de calçados a expor numa possível amostra iriam do "suja-alcatifa" do Canhanga, à sola seca do Borges. Do desportivo do Helmer, às sandálias da Hulda, aos canos do Alex.
Um caso para se dizer que “há na turma bué de sapatos”. Mas é sobre este último tipo que quero falar.
Também se conta que o clima gélido do norte terá levado à fabricação de botas. No Brasil e América dizem que foi motivada pela pecuária. Ou seja a prática de “Cow boyísmo”.
Será o nossso Alex um Cowboy? -Se for, então, "O olho" pede a contribuição de todos quando chegar a segunda tranche que contribuam Cinquenta Euros cada um para que o colega possa ir cavalo a Cabo Verde
Dormir
Talhados para mesmo destino
Carol e Teutónio parecem terem sido talhados para um mesmo destino. Dormir à vontade durante as aulas.
Não é que não se durma. Mas de forma tão velada só o Dênde e o “director da boca” que já têm no diploma de participação uma observação: “Especialistas em dormir ao longo das aulas”.
Carol e Teutónio fizeram-se quarta-dfeira de substitutos legais do “lavra de algodão” quando este fuga às aulas.
“O olho” elogia o exemplo e apela que passem a dormir em vez de 45% das aulas o equivalente a 50% das mesmas.
Nota dez!
PSP no D.Manuel I
Angolano pode ser indiciado por perturbação de sono
Um dos sete angolanos residentes no Hotel Dom Manuel I pode ser indiciado por crime de desordem pública, ou seja por perturbação de sono. O também radialista de uma privada luandese optou por instalar uma "discoteca e sala de vídeo" no quarto do hotel, ignorando os apelos de vizinhos que são "obrigados a não pregar o olho".
PUBLICIDADE: Não passe fome: Há usura com baixa taxa. Ligue já 964819696
sexta-feira, abril 29, 2005
"Olho Atento", Edição nº 1 de 29 de Abril
Director: Soberano, LC.
Edição nº:1
Preço: E.1
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Editorial
Prezados leitores.
”O olho” é um projecto que surge para criar um ambiente sarcástico, alegre e de interacção entre os participantes ao terceiro curso de jornalismo destinado aos PALOP.
A ideia mestra é fazer com que todos leiam e escrevam sobre si mesmos e sobre colegas, sem tocar a máxima intimidade. É também um barómetro sobre o impacto do sensacionalismo aos olhos dos jornalistas dos mais diversificados órgãos, como é a composição deste grupo.
_Qual a nossa reacção quando os visados somos nós?
Não sendo apanágio da folha a exposição gratuita de quem quer que seja, é garantido o direito de correcção e de resposta.
Tudo o que “o Olho” vê é notícia, a confirmação vem depois.
Mãos à obra!
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O cacho deDendém e o Kilate do Diamante
Já era conhecido o peso do Dendém e os seus eternos pesadelos durante ás aulas. Que o Diamante índico também era tão sonolento, era ainda novidade.
"O Olho" que não dorme viu Dendém e Diamante em sono profundo na AACS, dormindo que nem "crianças em festa rija".
A dormirem como dormem "O Olho" só se interroga sobre o que terão a transmitir nos órgãos de procedência.
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Há matanças no D.Manuel I
Paraquedistas, políticos e até governantes estão entre os mortos.
Todos os dias chegam relatos de todos andares sobre suicídio de menores com segundos de vida terrestre.
"O Olho" tem equipa de repórteres espalhados pelo Hotel.
Dados actualizados apontam o quinto piso como o que regista maiores índices de infanticídio. A PSP já foi contactada, mas a colecta de provas está dificultada, já que as mortes acontecem em jejum, ou seja nos WC.
Uma lista detalhada pode ser publicada nas próximas edições, contando para o efeito com os préstimos da “Rádio Boca” de Ouri Pota.
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Ratzinger “o Biscateiro”
Tirou o véu e mostrou que é homem com H de Hospital. Ou seja homem de carne e ossos. Juntando o útil ao agradável, Ratzinger que visita Lisboa aproveita conviver com os peregrinos que tiram pecados em Fátima, onde se diz recebe alguns troquititos pelas penitências que “receita”.
“ O Olho” sabe que em horas esquivas, Ratzinger já apontado pela media portuguesa como bom apreciador de vinho do porto não perde ocasião para apreciar umas boas birritas.
O também comunista difere em muito do “Bispo Tonho” resguardado à santidade cristã decadente.Não larga a túnica mas cadé a bíblia?
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A Capital: Faz 4 anos amanhã. Editor-Chefe promete frascos
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LAC_Luanda Antena Comercial. 95.5 para Luanda e arredores.
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Não castigue o estômago. Usura não é obra do passado. Receba 10 e pague 12. FB-Negócios. No 705-H-DM I.Lisboa
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Angolano, 30 anos.Vende-se.
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Na próxima edição: Saiba quem foi ter com a Nancy para um adiantamento da segunda tranche. Caracterização do angolano e As paqueras do Queiró. Não perca!
http://olhoatento.blogspot.com