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sexta-feira, outubro 28, 2011

SARAMPO FAZ DAS SUAS EM LUANDA


Diz um adágio Kibala: Mu fuka mwakambe imbanda mundoke ùlya muthu.
> Num país sem kimbanda (médico) até a íngua mata pessoa.

Este adágio autóctone vem a propósito da praga de sarampo que grassa por Luanda. Fui surpreendido, hoje, com a má nova de que morreu a Teté, mulher do Henriques. O Henriques é um jovem que conheci há uns seis anos. Vi quando se juntou à sua mulher que deixa dois rebentos. São jovens com que convivi no Rangel, a Rua sangue-e Fúria, ali, no famigeradio Comité Jinga.
 
Já na semana passada foi a minha ex que me comunicou que estava acometida de sarampo, duas semanas depois do nosso Luciano Delfim Canhanga.

A Teté teve pouca sorte e, mesmo tendo sido levada ao Hospital Josina Machel (Luanda), onde estava a ser socorrida, não resistiu aos males causados ao seu organismo por esta maléfica doença que nos dias de hoje não é dificil ser travada.

Casos como o do Delfim, da Elsa e da Teté (que sucumbiu) contam-se em Luanda às centenas, para não dizr milhares. Há uma praga de sarampo na capital que está a dizimar muita gente, a mutilar outras e a deixar órfãos, como os filhos do meu amigo Henriques Brinco. Apenas o que não se sabe é quando se vai pôr um travão definitivo a isso.

Segundo a Wikipédia (consulta a 28.10.2011), "o sarampo é uma doença víral, uma infecção do sistema respiratório, causada por um paramixovírus do gênero Morbillivirus. É altamente contagiosa e afecta principalmente crianças. É transmitida através de gotículas expelidas pelo nariz, boca ou garganta de pessoas infectadas. Os sintomas iniciais, que geralmente aparecem 8-12 dias após a infecção, incluem febre alta, coriza, olhos vermelhos, e pequenas manchas brancas na parte interna da boca. Vários dias depois, uma erupção se desenvolve, geralmente começando no pescoço e na face e gradualmente se espalhando pelo corpo. Há pessoas que se recuperam mesmo sem tratamento dentro de 2-3 semanas. Contudo, principalmente em crianças desnutridas e pessoas com imunidade reduzida, o sarampo pode causar complicações sérias, incluindo dor de cabeça, cegueira, diarreia grave, infecção do ouvido e pneumonia. O sarampo pode ser prevenido através da vacinação".

Vem aí o período de férias escolares e natalinasd. Os filhos e as mulheres dos "magnatas" que estão a estudar e a viver na "estranja", que ainda não enfrentaram o sarampo com sucesso, também podem ser surpreedidos como o meu Delfim e a finada Teté.
 
Sr. Minsitro da Saúde, diz o ditado tuga, "quem avisa amigo é". É melhor ver bem a situação que, pelo que me parece, já saiu do controlo.

segunda-feira, outubro 24, 2011

UM REPARO AO GP E À POLÍCIA DE LUANDA

Exmos. senhores

> Senhor Governador de Luanda,
> Senhor Director da Elisal
> Senhor director dos Serviços Técnicos e afins
> Senhora Comandante da Polícia
> Senhor "Quem de direito"

Espero que vossas excelências tenham um dia atravessado uma das Avenidas da capital angolana, por uma das passagens superiores (também chamadas de pontes aéreas), e tenham tomado má nota do que viram, estando já a tomar medidas correctivas urgentes.

Caso nunca o tenham feito, espero que prestem atenção:
De propósito andei à pé e atravessei a "ponte aérea" sobre a zona dos Congoleses, entre a padaeria Caxicane e as novas bombas da Sonangalp. Atravessei também a "ponte aérea" da vila de viana, aí junto à estação ferroviária. Atravessei ainda a passagem sobre a linha do caminho de ferro defronte à Filda.

Querem saber o que vi?
1- A primeira está formada em mercado, com muito lixo e areias, reclamando por assépcia.
2- A segunda não foge à regra. Micates, bikinis de fio dental, kissângua, pilhas, roupas e outras bujingangas à venda que se juntam a latas e garrafas vazias e papelões que alguém deve/via retirar.
3- Deixou de servir os objectivos que levaram a construí-la. Foi obstruída por uma lagoa natural que se formou debaixo dela e por incúria de alguns negociantes de material de construção e construtores das torres que emergem na área. As demais passagens sobre a ferrovia também estão emporcalhadas e inseguras já que dão asilo a bandidos que aguardam por gente incauta.

Será que os senhores, juntamente com a polícia e as empresas que prestam o serviço de limpeza aos municipios, podem dar um jeito à situação?

E a media, tem visto o que vi?
Tem retratado e chamado a atenção dos "Quem de direito"?

quarta-feira, outubro 19, 2011

O (meu) estado da Nação

Se eu fosse PR teria dito também, entre as coisas ditas, que:

- Não pude ouvir o discurso do PR porque fiquei sem luz (energia eléctrica). Como eu muitos outros angoalanos terão ficado.
- Estou a 24 horas que não consigo lavar-me em condições. O bairro não tem "água para todos" e os vendedores em cisternas não têm como conseguir o precisoso líquido que retalham a preço de ouro.
- Saio, como muitos outros, sempre à madugada e volto sempre à noite, devido ao transito caótico em Luanda.
- Meus filhos correm o risco de não fazerem os exames finais, porque o colégio decidiu cobrar em antecipação a propina de Dezembro (mês em que não terão aulas) e eu não tenho saláriuos antecipados. A escola pública que seria o remédio para o pobre não é frequentada por nenhum filho de governante o que a torna má opção para quem ter um filho melhor do que ele (eu no caso).
- Teria admitido que nunca na vida da República/Nação houve tanto medo de manifestações como agora e que se torna necessário, não só dialogar, mas também redistribuir "o bolo" que é a causa da instabilidade social.
- Teria olhado também para o tempo de casa que carrego e dizer: Miúdos (que já nem o são aqueles que rodeiam o PR), é chegada a vez de fazerem melhor do que eu, conseguida a paz e lançadas que estão as bases para a realização do grande sonho angolano.

Mas como não sou Presidente e nem conheço o verdadeiro estado da Nação, fico pelos lamentos e suposições.
Bem haja, camarada presidente!

sábado, outubro 15, 2011

BIS DE RASCA PÕE KABUSCORP À RASCA

"Somos campeões".

O Recreativo do Libolo pôs o KABUSCORP à rasca com bis de Rasca. Três bolas contra uma no jogo que decidiu o campeão do Girabola, quando faltam disputar apenas 6 pontos no campeonato angolano de primeira divisão.

O Libolo escreve uma página dourada na história do futebol angolano. Desta vez ninguém mais lhe rouba o "pão da boca".

domingo, outubro 02, 2011

QUEM TRAVA A FOME INSACIÁVEL DOS FISCAIS de LUANDA?

Estou em Luanda (27-09), circulando na rua que liga o Golfe II ao Kimbango. Numa carrinha cinzenta, de marca Land Cruiser, (só não cito a matrícula para não comprometer as pessoas) vejo homens vestidos vestidos de farda verde (já muito gasta pelas lavagens), farda castanha (com a inscrição Fiscalização) e outros de farda azul escura (que parecem pertencer a um dos ramos da polícia nacional).  A única senhora vestida de colete castanho estaá sentada no centro da caixa e os homens cuidava das laterais. Sãotantos que a carrinha, apesar de nova, geme de peso e vê-se inclinada para trás.

Os homens andam fora da estrada, ou seja, no espaço de terra batida, entre a estrada esfaltada e o passeio(?) onde as zungueiras (vendedeiras de rua) fazem o seu habitual wenji (negócio) para sustentar os "tumbonga" (filhos) lá em casa.

De vez em vez, os homens paravam, descia um homem descontraído enquanto outros miravam a presa. O primeiro aprumava posição de ataque (corrida às senhoras vendedeiras) enquanto outros desciam da carrinha e, simplesmente, se apoderavam dos pertences alheios.

Se é verdade que não se deve fazer das ruas, esquinas e pontes de Luanda auténticos mercados e feiras ambulantes, como acontece com as passagens superiores transformadas em "kitandas", também é bem verdade que não se conhece nenhum depósito para essas imbambas (coisas) sorripiadas às transgressoras vendedeiras.

Daí que o meu apelo vai para o reforço da vertente educativa e a indicação de lugares apropriados para as feiras que, aliás, existem por tudo quanto é mundo moderno.

E, já agora, quem me pode dizer para onde vão as coisas (comidas, roupas, bikinis de fio dental, missangas, etc., etc.) que os fiscais e polícias recebem dos zungueiros?

quinta-feira, setembro 29, 2011

OS 4 B´S DO "MANDA-CHUVA"E OS "GEORGE WASHINGTON´S" DO POVO

Sem demérito ao trabalho alheio e a benevolência ou espírito beneficente que possa assistir entre os "papões grandes" da nossa "política activa", gostaria de entender e saber: onde os 4 B´$* do M retiram o dinheiro com que se fazem "passear" a arregimentar aduladores?

É "tanta parra para tão pouca uva", ou seja, é tanta oferta/esbanjamento para tão inexistentes/desconhecidas empresas geradoras de tais dinheiros.

Não andarão por aí alguns Chico-Espertos a buscarem deificações a custa de dinheoro das contribuições sociais dos funcionários e trabalhadores honestos desta terra?

Por favor, gostaria de receber, aqui, apenas contribuições e relatórios gerenciais com os lucros das empresas dos 4 B´$ do Manda-Chuva que pasasam a vida a distribuir George Washington´s em tudo quanto seja acto público/político passivel de conter possiveis eleitores ou desertores do lado oposto.

Alguém mostra a "mutondo wa falanga"* desses camaradas?

*- árvore de dinheiro, em Cokwe.

sábado, setembro 24, 2011

Quem fez, Quem impediu fazer e Quem deixou de fazer?

O que se reproduz nas linhas que se seguem são vozes que ecoam por tudo quanto é submundo. Lá onde a miséria abunda. Nos kandongueiros e no comboio rafeiro, nos autocarros da Tcul, nos komba-ditôkwa, nas casas de kimbombo e kapuka, nas casas de prazer que deixaram de existir apenas no famoso B.Ô., nos corredores ministeriais (à surdina), nas praças do povo (que saudades do Tira Bikini, Ajuda-Marido, Cala-a-Boca, Corridas e mais tarde o falecido Roque Santeiro), nos comícios (onde uns levantam o braço na hora do viva mas baixinho dizem abaixo), nos debates universitários onde a verdade impera sobre o “politicamente correcto”, no enfim, etc.

O resumo dos últimos debates e reportagens trazidos pela media (privada angolana) pode ser sintetizado nas perguntas e respostas que se seguem:

- Quem trouxe a corrupção em Angola, foi Agostinho Neto?
- Nãããooo!

- Foram os seus sucessores?
- Nim! (quando não é silêncio).

- Quem destruiu o país, foi a oposição?
- Nim! (e perguntam-se qual, como, porquê e com quem)

- Quem deixou de governar para as próximas gerações?
- O Governo!

- E para quem Governa a liderança do país?
- Para as próximas eleições!

- Qual é o discurso mais vezeiro?
- Nós fizemos… Na medida do possível, vamos/estamos a fazer… Eles só criticam e nada fazem para além de terem destruído o País…

- De que mais se queixa a oposição?
- Houve roubo de votos… Estão a perpetrar uma nova fraude…

- Que mais os angolanos vêm dia após dia?
- Uns (poucos) cada vez mais ricos e outros (muitos) cada vez mais indigentes.

- Que faz a oposição?
- Finge que não vê e reboca-se às manifestações dos miúdos descontentes.

- Que país tem o Banco Central mais aberto do mundo?
- Angola!

- Que país tem uma Alta Autoridade Contra a Corrupção, Lei da Probidade Administrativa, Tribunal de (faz) de Contas e outros diplomas que nunca foram aplicados?
- Angola!

Porquê?
- Porque o legislador é adulador do ladrão. Serve-se da ladroagem e a aplicação da lei pode significar fim dos dois!

- Qual é o tempo de trabalho para que se atinja a reforma?
- 35anos de efectividade!

- E porquê que os primeiros dirigentes do Pais, que já tem 36 anos de independência, ainda estão no Governo?
- Porque estar no Governo é estar de bem com a vida!

- E o que é estar de bem com a vida?
- É estar sempre a somar para o bolso, subtraindo do povo!

- O que dizia Agostinho Neto a propósito do povo e do Partido?
- O MPLA é o povo e o Povo é o MPLA!

terça-feira, setembro 20, 2011

DIREITO À MANIFESTAÇÃO TRANSFERIDO PARA A "CASCA DA ROLHA"

As manifestações em Luanda, doravante, só em Cacuaco, Chicala, Ilha do Cabo, Cazenga, Zango, Benfica e etc. A decisão do Governo da Província foi ontem difundida pela media. 

O 1º de Maio fica reservado a "sei lá quem é".

Aguardemos pelo 24 de Setembro, data da grande manifestação prometida pelo Comité Provincial do MPLA de Luanda e lá se saberá se quem tem, doravante, direito a manifestar-se no 1º de Maio e noutros locais da cidade capital.

sexta-feira, setembro 16, 2011

COMO DAR A VOLTA AO LÁPIS AZUL

Na constância de um forte “lápis azul” a inteligência e astúcia jornalística acabam sempre por encontrar uma brecha. É que nem o temível António de Oliveira Salazar e a sua temível PIDE/DGS foram capazes de travar o vento com as mãos, impondo uma forte censura nas artes e no pensamento.

Cá, entre nós, há bons exemplos como o que se segue:

ANGOP, 04-09-2011 14:58, Luanda.
“TPA repudia tentativa de agressão de seus profissionais por manifestantes
Luanda - O conselho de administração da Televisão Pública de Angola (TPA) condenou hoje, em Luanda, a tentativa de agressão a que foram alvos, sábado, os seus profissionais por parte de jovens manifestantes no largo da independência.

Numa nota de repúdio, a TPA refere que esta atitude fere o princípio do livre exercício da actividade jornalística. "A TPA repudia a acção e lembra que ela fere o direito dos telespectadores de serem informados", sublinha o documento.

A direcção da TPA solidariza-se também com os profissionais da RTP que de igual modo foram vítimas desta acção.

A manifestação é da iniciativa de uma organização de cariz político, designada Movimento dos Jovens Estudantes Revolucionários”.

Afinal, embora se tenha explorado um dos piores ângulos, sempre se falou de uma manifestação ocorrida em Luanda, o que não deixa de pontuar na tabela daqueles que queriam tornar a marcha conhecida pelo mundo fora.

segunda-feira, setembro 12, 2011

UM MABOQUE AGRIDOCE

Não sou muito apreciador de Maboques, muito menos os que o grupo Cesar & Filhos atribui anualmente aos jornalitas.

As minhas razões para tal são simples e resumem-se no seguinte:
1- Por o prémio principal ser dedocrático e beneficiar, grande parte das vezes, pessoas que "servem/serviram a sala" como razão principal da escolha (salvaguardado o mérito de alguns).
2- Por se ignorarem sempre os homens e mulheres da Angop que "muito fazem e nada saboreiam"
3- Por se ignorar, de forma reiteirada, o jornalismo digital que já dá cartas e provas suficientes,
4- Por os demais maboquinhos (categorias) serem atribuídos com o simples sentimento de "distribuir o bem pelas aldeias", como que buscando um equilíbrio político.

Esta edição, de 9 de Setembro, teve, porém, um sabor diferente. Uma jovem a quem tive o privilégio de ensinar o Lead acabou agraciada com um maboquinho de 4 rodas (viatura), o que me agrada e incentiva a ensinar outros Leads.

Parabéns, Zenilda Volola, pelo maboquinho, embora agridoce pelos motivos acima enumerados.

sexta-feira, setembro 09, 2011

Os 2 Biliões de USD e a Locomotiva de 1972 do CFB

Quase morri de susto quando tomei conhecimento da "boa nova", que nos foi passada pelo meu confrade Alexandre Cose, via facebook, segundo a qual "a locomotiva que puxa as carruagens do CFB do Lobito ao Huambo é já  velhinha, comprada pelo governo colonial português à General Motors, em 1972".

A linha ferroviária entre o Lobito e Huambo foi inaugurada no dia 31.08.2011, pelo Presidente angolano (JES), depois de reabilitada, tendo as carruagens sido adquiridas na África do Sul.

Tão linda como parecia na foto, fruto de uma pinturazita, e tão velhos que eram os seus componentes, só me deu mesmo vontade de pensar em Kristo (músico angolano) e na sua querida Ngaxy (cuja chaparia por fora está bala, mas o motor está a babar óleo).

Retruquei: "Cose, não pode ser. Como é que inauguram uma linha ferroviária novinha em folha, compram novas carruagens à África do Sul e usam uma locomotiva de 1972"?

Muitos vieram dizer (comentaram no facebook) que "o mais importante é a linha férrea e a sua inauguração". Discordei e continuo a discordar. Não pode ser.

E, no calor do debate, um outro confrade, o Teixeira Cândido, colocou uma pergunta subreptícia a que ninguém repsondeu. Dizia ele: "que tal se lhe chegsse à mão um jornal escrito em 1972, diríamos que tem notícias"?

Mas, mais do que o comboio velho que, com certeza, terá de parar muitas vezes pelo caminho, o que me chamou a atenção foi a afirmação do Ministro Augusto Tomás, quanto aos gastos da empreitada de reabilitação e apetrechamento. Disse ele que foram 2 biliões de dólares gastos. E me pergunto, nestes dois bis também inclui o custo do comboio que os tugas deixaram ou o dinheiro das locomotivas que teriam de ser novas foi parar em uma quinta?

segunda-feira, setembro 05, 2011

"NOVAS MENTIRAS"

"O PAÍS ESTÁ CANSADO DE MENTIRAS"
  "PRECISAMOS DE MENTIRAS NOVAS"

São slogans Tugas que muito bem se podem aplicar à ex-colónia da África Austral (atlântica) que precisa de um Governo ao serviço das Próximas Gerações em vez das próximas eleições!

sexta-feira, setembro 02, 2011

O PATRIOTISMO E A PRESTAÇÃO ANGOLANA NO AFROBASKET

São inúmeras as vozes que se levantam e se dizem desagradadas com a prestação do nosso cinco nacional na camapanha basquetebolística "Madagáscar 2011". Tais vozes, algumas até dotadas de capacidade racional, vêm apregoando que "houve um fraco empenho dos rapazes em campo", quando não atribuem culpas à equipa técnica e federativa.

Daqui, da minha esquina, onde com olhos "jukulados" vejo o possível, enchergo que é preciso dividir as culpas. Ou melhor, desculpabilizar os jogadores que tudo fizeram para trazer a taça e até mesmo a federação. E argumento:

1- Chegar à segunda posição do afrobasquet, embora engatinhando, é obra.

2- Se Angola, enquanto detentor do ceptro, treinava 30 minutos por dia, para manter a forma e revalidar o título, convenhamos saber que os candidatos dobraram o tempo para aparecer em melhor forma do que os "ADVERSÁRIOS A ABATER".

3- Se os dirigentes/governantes angolanos se davam ao luxo de contrair uns "kilapis" aos jogadores, mesmo sabendo que isso podia criar algum descontentamento ou no mínimo esmorecimento, os candidatos ao trofeu fizeram o inverso: Pagaram e motivaram mais do que nós.

4- Se os nossos políticos interferiram nos assuntos técnicos para que os "refilões" ficassem de fora da convocatória, para não criarem um mau clima, os outros deixaram a política com os políticos e o basquete com os basketebolístas.

E há muito mais que se pode dizer. O que é mau, e sabe-se, é que na hora de interferir os políticos mandam recados sob a capa de "orientações superiores", puxam para si as vitórias quando acontecem e descartam-se das responsabilidades pelos recados emitidos quando a coisa vai para o torto. Seria bom que os homens dos recados aparecessem e mostrasem a cara assumindo também a co-responsabilidade no "descalabro".

Por fim, é preciso tambem notar que a perda de uma final não é o fim do poderio do nosso basquetebol. Para mim foi apenas uma batalha perdida. Não fica bem, nem é elegante, afirmarmos que o segundo lugar conseguido em Antananarivo significa o fm da nossa hegemonia continental. Ainda temos forças que chegam para outros voos bem.

Busquemos uma analogia com o rei-futebol: O Brasil, selecção mundial mais tutulada,  não ganha todos os mundiais, mas em todos os campeonatos o Brasil é sempre Brasil e penso que no basquetebol africano Angola será sempre Angola.

Que assim seja!

domingo, agosto 28, 2011

VIV´ANGOLA: QUE VENHA A TUNÍSIA!

Desta vez sim: VIV´ANGOLA!
Os ninís (nigerianos) foram, ontem, bem despachados. O cinco nacional convenceu em Madagáscar onde defende o cetro continetal. Hoje estaremos todos, sem incredulidades, a torcer para o 11º título africano de basquetebol sénior masculino.

Agora sim: VIV´ANGOLA, VIV´A Selecção e Que Venha a tunísia!

sexta-feira, agosto 26, 2011

O ÓPIO DESPORTIVO E A (10)CRENÇA NOS RESULTADOS

Portanto, (entrada atípica no jornalismo) a nossa selecção de basquetebol, que defende o título continental em Madagáscar, teve ontem uma final atípica. Passou à fase seguinte (meias-finais) depois de estar a perder por cinco pontos quando faltavam apenas dez segundos. Conseguiu o empate, frente aos camaronoses, que lhe proporcionou um prolongamento vencido por um ponto de diferença.

Disseram os comentaristas e comentadores que foi, de facto, "uma final imprópria para cardíacos". E fez-se festa!

Como sempre, embriagados pelo "ópío" do desporto, estamos hoje a falar somente do basquetebol, das lágrimas do Armando Costa nos derradeiros lances da vitória e do facto inédito duma qualificação conseguida à "ferro e fogo", inteligência e paciência, deixando ao esquecimento todas as demais "malambas da vida". Hoje, todos nós, negros e brancos, vermelhinhos e verdinhos (principais cores partidárias), somos todos angolanos e apoiantes do Jaime Covilhã e seus "muchachos".

Mas é preciso ter em conta que traga ou não a nossa selecção o 11º título continental, as nossas diferenças, as nossas alegrias, as nossas tristezas, os nossos sofrimentos, os nossos amores e desamores, continuam à espera do esfumar da embriaguês.

Bem haja basquetebol.

domingo, agosto 21, 2011

"ISTO ALEGRA-NOS E INSPIRA-NOS"

Marketing político ou não, foram as palavras expressas pelo Presidente moçambicano após visita à cidade do Kilamba.

Armando Guebuza, que cumpre o seu segundo mandato constitucional, depois de ter substituído a Joaquim Chissano, participou, em Luanda, na Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da SADC que o nosso país acolheu a semana finda.

"Isto alegra--nos e inspira-nos", disse, argumentando que "só a paz permite tão elevadas realizações".

Se a cidade do Kilamba inspira Moçambique, seria bom que os nossos governantes buscassem também inspiração nalguns êxitos conseguidos e já consagrados pelos "irmãos do Índico"  que em termos de rotatividade já têm os "motores em alta rotação".

quarta-feira, agosto 17, 2011

KANDONGUEIROS INSPIRAM ARTISTAS

Autocarros públicos, óbitos, kandongueiros, igrejas e outros locais de grande concentração, onde o povo se mistura e fala de "boca aberta", inspiram artistas de Banda Desenhada.

A afirmação é dos autores das séries "Ti Chico" (Pululu) e "Kabetula" (Olímpio), em conversa na ZTV desta terça-feira.
Já há alguns anos, o autor desta página tinha contado a sua experiência em kandongueiros e autocarros públicos que serviam de fonte de inspiração e barómetro da sociedade (o quanto vai a nossa coisa comum), trazendo para os leitores o muito que se pensa e se diz naqueles lugares/transportes.

Para quem não sabia e àqueles que colocaram em dúvida o que leram em "Cantos anónimos" aqui fica a apreciação de quem vive e retransmite o que se vive. "É nos kandongueiros, nos óbitos, nos autcarros, nas igrejas e nos comboios rafeiros que se fala sem temor e se contam as melhores piadas".

sábado, agosto 13, 2011

VIR DE LONGE E VER A MUDAR: A DOCE SENSAÇÃO

É indiscritível a doce sensação de voltar à casa e ver tudo mudado:
- A árvore que cresceu, o cachorro que já ladra, o "mubingano" (filho) que já pronuncia palavras que a uma semana não balbuciava, o maracujaeiro que floriu, a casa que ganhou fissuras, a filha que já menstrua, etc., diferenças que só quem vem de fora nota, já que, para os de casa, tudo contiua igual, ou pelo menos as coisas se passam de forma despercebida.

Essa elegria permite até descontar, com maior naturalidade, a traquinice do "caçula"  que quebrou a tela de 50 polegadas.

terça-feira, agosto 09, 2011

ATRASO NA ALOCAÇÃO DE VERBAS PODE COMPROMETER ELEIÇÕES

O recado foi transmitido ao EXECUTIVO Central pela presidente da CNE, em entrevista a TPA, do dia 07 de Agosto. Suzana Inglês, que se apresentou bastante comedida nas afirmações, fez um apelo viemente ao Executivo para que não se vivam os constrangimentos de 2008. E, no seu entender, tudo passa pelo desbloqueio antecipado de verbas para a preparação de questões pré-eleitorais.

Disse que, na sua óptica, o pacote legislativo, em discussão no parlamento, não trará grandes mudanças do ponto de vista estrutural; assegura que a CNE é um órgão independente neste momento, desmentindo as alegações de partidos da oposição e argumenta que a suspeição, em relação a CNE, tem a ver com a fraca formação e informação dos políticos e populares.

“Os políticos também precisam de estar formados a respeitar e a não destratar as instituições. É preciso identificar fraquezas, mas fazer propostas utilitárias que propiciem a resolução de problemas e conferirem fortaleza às instituições do Estado. É preciso ver que as instituições sociais, como a família, tb precisam de ser reconstruídas, pois a guerra destruiu todos os valores.

Quanto à imagem da CNE, Suzana Inglês foi peremptória: “Desde que entrei para a instituição tem sido minha preocupação permanente conferir imagem mais credível à CNE. Não por causa das críticas que se colocam em relação à instituição, mas porque temos a noção do serviço e da confiança que nos foi depositada”, arguiu.

Sobre o desconhecimento da CNE por parte dos angolanos, a líder máxima da CNE diz: “Os angolanos conhecem mal a CNE por culpa de todos nós. Por culpa também da imprensa que, às vezes, não estuda bem as matérias e confunde as instituições, o que leva também a levar os angolanos a confundirem as instituições e por culpa de todos nós que, se calhar, temos de nos dar mais a conhecer”. Suzana Inglês foi mais adiante ao afirmar que “Há pessoas que confundem a CNE pelo MAT… não estamos a nos desculpar invocando os erros dos outros mas devo dizer que a questão da educação cívica é muito séria e precisamos de fazer uma educação cívica eleitoral muito forte”.

O modelo de organização de eleições também passou em revista e, sobre a questão, Suzana Inglês explicou que “Não há melhor nem pior modelo de organização eleitoral. Tudo depende do contexto e do país. Para nós, é este modelo híbrido em que concorre o governo no registo eleitoral e mapeamento que é aprovado pelo CNE. Todo o resto é da competência da CNE. O angolano modelo não subalterniza a CNE. Esse é um modelo como há”, afiançou.

À pergunta sobre se haá factores que possam pôr em causa a organização das próximas eleições a Jurista respondeu: “O apelo que faço ao Executivo é no sentido de colocarem ao nosso dispor os meios necessários como os orçamentos. Há meios que já estão obsoletos, como viaturas, temos que ver a questão da manutenção/restauro dos gabinetes municipais e melhorar o sistema de comunicação a nível nacional, etc., é por isso que apelamos que seja desbloqueado já o orçamento adicional para que possamos realizar actos pré-eleitorais para a garantia do sucesso do processo”, disse em entrevista conduzida por Manuel da Silva.