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sexta-feira, abril 29, 2011

PISCAR À DIREITA E VIRAR À ESQUERDA

Piscar à direita e virar à esquerda é um truque que os gatunos de carros, para não usar termos doutras latitude, usam para ludibriar a polícia.

A frase surge aqui a propósito do que se tem vindo a asisstir nos dias que correm. O executivo apregoa a necessiadde de se pouparem recursos para acções de carácter social e emergencial enquanto enterrea dinehiro em "coisinhas". Quem abre o jornal vê numa de suas páginas diárias uma campamnha publicitária em que se anuncia pelo CNJ e Governo de Angola que '" É (de todo útil) desmascarar os oportunistas, intriguistas e demagogos" (alusão às redes sociais e outros utilizadores de net), como se fossem estes os culpados dos casos desconseguidos da governação.

Inventem outra e poupem o dinheiro para dar de comer os milhares de miseráveis que andam a catar nos contentores de lixo. Embrebnhem-se pala Angola profunda que não fica sequer a dez quilómetros da estrada asfaltada e logo se verá gente despida de tudo. Esses sim, mereciam amplas campanhas de angariação de meios. Poupem a juventude, se fazem favor!

Há mais terra do que este simples quintal... 

sábado, abril 23, 2011

GEORGE BATE UNITA COM CHICOTY E TIRA ANINHAS DO PARLAMENTO

A notícia foi avançada em primeira mão pelo Klub-K que entrevistou a ex-mulher de Jonas Savimbi a partir da África do Sul, onde se encontra em Tratamento. Alda Sachiambo ou simplesmente aninhas escreveu ao parlamento e à UNITa solicitando a suspensão do seu mandato como deputada eleita pela UNITA, cuja bancada liderou desde 2008.
Segundo a entrevista transcrita letra a letra, Aninhas estaria enamorada pelo Ministro das relações Exteriores de Angola, George Rebelo Chicoty, um seu irmão espiritual e com quem mantém uma cumplicidade de a longa data como se pode ler no extracto:

"... Como figura pública, a vossa vida privada é sempre motivo de conversa. É inevitável. O que se tem dito é que a vossa decisão, a de deixar o parlamento teria sido influenciada pela vontade de seguir outro caminho na relação afectiva. A pergunta que coloco, tem alguma relação com o ministro Chicoty?

Risos... Olha, eu fui baptizada pelos pais dele. A minha mãe, baptizou a ele. Nós temos uma relação muito próxima. Não tem nada haver com política. Eh... somos da mesma família... Eh... e claro, nós cultivamos uma certa amizade, uma certa cumplicidade que não data de agora! É por isso que não... não vejo como é que se pode fazer tanta confusão a volta de uma decisão política, com uma questão puramente pessoal, né!? Este linkage que se faz, a mim me deixa bastante interrogada. Como é possível misturar alhos com bugalhos!...

Mana Aninhas não respondeu a minha pergunta! Há alguma relação com o Dr. Chicoty... para além dos laços familiares... Ou pelo menos há um casamento á vista (?) Fala-se disso entre vós?

Risos... Eu não digo nem sim, nem não!

Mas pode acontecer a qualquer altura? O casamento...não é...?

Epa... quem sabe, não é? Eu acho também que sou livre, não é (?) de decidir sobre a minha vida, sobre o meu futuro... Eh ... e também não vejo se, ele, tal, como é que pode ser letal, numa condição destas! Eu acho muito natural!

Não terá sido ele a influenciar determinantemente a decisão da mana Aninhas... Não foi?

Não. Não tem nada haver uma coisa com a outra! Não tem nada haver uma coisa com a outra. Eu, é por isso que eu digo talvez tenha aguçado demasiado o meu ego. Mas eu... eu sei, eu sinto, eu conheço a minha própria convicção política. E preciso de parar, de repousar, preciso de reparar algumas sequelas, algumas mazelas que me persseguem..."




NOTA: Antes de Aderir ao MPLA do qual e membro do comité central, George Chicoty fundou, nos anos 90 do sec. XX, o Fórum Democrático angolano, partido que viria extinguir já nos 2000. A sua juventude foi toda vivida na UNITA onde se fez diplomata às ordens de Jonas Savimbi.





quarta-feira, abril 20, 2011

MOMENTOS DE UNDENGE (MENINICE)

Nasci no Libolo, aldeia de Bango de Kuteka, mas lá vivi muito pouco. Sem recordações de monta. Lá aprendi a caçar animais de pequeno porte em armadilhas e a pescar nos riachos à volta. Os grandes tarrafeiros (pescadores) eram mesmo aqueles kotas que tinham pés de íman que podiam atravessar o rio Longa nos locais de grande correnteza sem ceder. Mesmo na década de noventa, quando para lá regressei em gozo de ferias forçadas, (tinha sido corrido pela UNITA em Calulo onde estudava) não consegui nada mais do que uns katimbas (peixe miúdo) no rio Longa e os pinos na lagoa do Kambiongo.

Kambiongo: Que saudades!
Na verdade não se trata de uma lagoa. É uma pequena represa natural no riacho que passava tangencialmente junto à antiga adeia de Bango de Kuteca. Alí, os miúdos todos aprendiam a nadar antes de enfrentarem as caudalosas águas do gigante Longa. E como a "lagoa" de Kambiongo era funda, os mais velhos da aldeia tinham colocado uma estaca a assinalar o lugar mais profundo, como chamada de atenção. Ninguém se afogava: todos os miúdos e miúdas  da aldeia sabiam nadar. Iniciavam-se pelas ladeiras e só depois é que enfrentavam a profundidade e largura da "lagoa". E faziam-se os desafios... 

Os estagiários, como eu, tinham antes de mostrar que estavam aptos ao desafio. Jogávamos algo ao meio da lagoa que tinha de ser resgatado por alguém, dentre o grupo, ou fazíamos desafio colectivo: Quem o apanhasse primeiro era o vencedor da partida.

Prémios: Nenhum. Apenas a satisfação de ter ganho a partida.
As mamãs (todas da aldeia) que lavavam a roupas a juzante colocavam-se em atenção permanente a um suposto grito de socorro dos banhistas. Mas como nunca acontecia mostravam-se descansadas. Os meninos mais hábeis no nado tornavam-se nos bombeiros salvadores.

Praiadas e jogadas
Foi em Luanda, na década de oitenta, que se desenrolou a minha undengice. A praia era o nosso hobbie, apenas disputado pelas partidas de futebol de rua. Havia vezes em qeu íamos jogar na escola 530 também conhecida como do MPLA. Havia ainda muitos largos e a estacção dos caminhos-de-ferro dos musseques era um grande quintalão, sem muros, onde íamos catar gafanhotos. Só para brincar. Amarrá-los a uma linha e pô-los a voar. Ganhava quem o seu "gaffa" voasse mais alto… Outras vezes eram os papagaios de papel. Que lindos tempos de undenge! Muitos putos se perdiam, ao seguir ou procurar por papagaios cujos fios se tinham desprendido. Outros ainda seguindo o Mam-Braz, aquele demente que executava a ngoma como ninguém, ou seguido grupos carnavalescos... E bastava às mamãs, solidárias como sempre, tocar latas e gritando: "nañy wa ngi bongela kamona ka dyaleééé"?!

Mas voltando à vaca fria, às praias. Essas eram motivos de muit porrada às mãos de nossas zelosas mamãs. Salva-vidas eram impensáveis naqueles tempos em que toda as atenções dos makulos estavam virados para a situação politico-militar. Para a vida-kwemba. E nós éramos uns campeões do atrevimento. Fingíamos que íamos ao futebol, depois era só apanhar o comboio do Bungo até à praia, aí junto ao navio encalhado. Outras vezes íamos a pé, atravessando o Sambizanga e descendo as barrocas da lixeira, alí onde até há bem pouco tempo ficava o mercado do Roque Santeiro. Outras vezes acompanhavamos a lonjura do caminho-de-ferro até à predilecta Praia do Bungo. De boa nada tinha, confesso. Era um cheirar a peixe podre, lixo que nós mesmos deixávamos na praia e roubos frequentes de roupas. Tínhamos sempre de enterrar a roupa em algum lugar e sinalizar com um pau ou uma lata. Já uma vez fiquei sem os meus calções.

O azar acontecia quando alguém desse conta do “tesouro” guardado ou por descuido retirava a lata ou o pau que sinalizava o lugar. Acabávamos voltando à casa apenas de cuecas ou vestidos de sacos. E a mão carinhosa da mãe, mas sempre pesada na hora do castigo, lá estava à espera do prevaricador.

A praça das Corridas ou do Tunga-Ngós, como a chamam agora, é mesmo aí na paragem do comboio. Muitas vizinhas que íam às compras viam-nos ou a ir ao Bungo ou a voltar e a notícia chegava mais cedo à casa do que nós esperavamos. E o curioso era que arranjavamos sempre uma maneira de iludir as mamãs. Depois da praiada ou íamos às obras da cidadela apanhar um bom banho de água doce ou finjiamos um trumuno (futebol) para chegarmos sujos à casa… mas elas tinham sempre as conversas em dia. Também não faziam nada mais senão falar sobre as nossas trambiquices e sobre as desgraças dos seus manos e maridos que iam à vida-militar ou que de lá regressavam estropiados. Naqueles tempos poucas eram as senhoras do Ranmgel que trabalhavam na baixa. As senhoras (brancas que em tempos contravam lavadeiras) já se tinham ido embora no Puto e o comunismo nascente ou decadente não motivava essas mordomias. Eram mais os papás que "jardinavam" ou cozinhavam. E, lembro-me agora do senhor chouriço que era cozinheiro do BNA. O nome dele verdadeiro era senhor Maurício. Desconheço com que artimanhas conseguia sempre trazer chouriços para vender em rodelas "pequeninas" à porta de casa. Era o único que fazia tal negócio. E os seis filhos eram “os putos do senhor chouriço”.

Para confirmarem o que já era quase certeza as mamãs passavam-nos todos a uma revista apertada. Qualquer uma das vizinhas podia fazê-lo, independentemente de ser a mãe biológica ou não, família ou não. A educação era comunitária e todas eram responsáveis por todos nós que apenas víamos vantagens naquilo nas boas coisas e nunca na hora da porrada. Com a ponta da língua, procuravam por indícios de sal nos mais impensáveis recantos do corpo. E como os nossos banhos eram sempre apressados ou de faz-de conta, as mamãs encontravam sempre alguém que acabava por descobrir com quem foi. Aló começava a “festa” geral. Mas uma porrada, ainda que bem dada, era apenas só mais uma. No dia seguinte estávemos todos novamente prontos a alinhar. Mais tarde, descobrimos que o Bungo era damasiadamente perigoso devido aos bandidos e a facilidade com que as mamãs descobriam as nossas traquinices. Passamos a ir à Chicala. Alí junto à pionte que liga à Ilha de Luanda. O autocarro 33 que partia do Nzamba 1 (ao Cazenga) ao (largo do) Baleizão facilitava. Pena eram as grandes bichas (filas) que deixavam-nos sempre moídos, dada a força dos dikotas. Mas lá estávamos nós a enfrentar aquele empurra-empurra. Éramos também vacinados em engolir e ripostar às ameaças dos kotas bandiús. Xé kota xtás e ver aquele mano das fapla? É mô’rmão, vou te queixar, seu refractário!!!! Eram palavões que também ouvíamos nos discursos dos mais velhos.

A Praia da Chicala tinha a vantagem de ter o autocarro 33 ou o 34 que se apanhava na Mutamba e os gelados (sorvetes) no Baleizão. Até o cone feito de baumilha era também tragado goela adentro. Mas não era tudo. Dava-nos a possibilidade de tirar um trumuno na escola 14 da(s) Cáritas ou descer na paragem da Cidadela (Estádio da Cidadela que estava em construção), apanhar umas tábuias para o fabrico de trotes (trotinetas) e ainda desfazermo-nos do sal com um banho de chuveiro. Aqui conseguíamos escapar algumas vezes, mas as “velhotas” foram também aperfeiçoando as técnicas de detecção e depois começámos a “mamar” novamente.

Veio, infelizmente, a adolescência. As praias rareavam ou eram planificadas, com ou sem acompanhamento. O medo das mamãs tinha diminuído e nós estávamos cacimbados (baptizados) naquilo. Incrementámos a frequência aos cinemas, começaram os namoricos. “Epá! Ouvi dizer, que o fulano, namora, com a cicrana”!

A degradação dos cines (Ngola, São Domingo, São Paulo, Atlântico, etc.) trouxe as casas de vídeo que exibiam os filmes de "estica cabo" aos menores e adultos de forma indiscriminada. A moral ganhou um lugar de destaque: o lixo!

Depois surgiu a venda de fino (cerveja em copos) que era servido de forma também indiscriminada. Crianças ou adultos o que mais valia era o dinheiro. Moral, Ética, Valores… – Quem os via e quem para eles acenava?- Ninguém!
Aos sábados os jogos de futebol eram quase obrigatórios. E sempre que chovesse o desafio era correr debaixo da chuva do Rangel ao Largo do Baleizão ou ao Nzamba 1, ao Cazenga. Era o teste de resistência que muito agradava as meninas verem-nos partir em grupo compacto e a chegar um por um.

No fim, quase perto do fim… uns metidos na kangonha, outros na bebedice, outros juntando as duas coisas, outros ainda (poucos) aplicados nos estudos. Havia ainda os que tinham mudado de bairro mas que faziam, dada a idade, as mesmas coisas daquele tempo...
E, lá se foram os tempos de undenge...

sábado, abril 16, 2011

O "ÚLTIMO" DISCURSO DO CHEFE

Extractos do Discurso do Presidente do MPLA, José Eduardo dos Santos

Quando éramos jovens, no tempo do colonialismo, sabíamos que a luta de emancipação dos povos era conduzida através de movimentos sindicais, de partidos políticos ou de movimentos de libertação nacional, que tinham como principais animadores líderes e pessoas de grande prestígio e capacidade, muito conhecidas na sociedade. Esses líderes tinham ideais, programas e estratégias de luta, que divulgavam para conhecimento de todos, os quais definiam claramente o inimigo e determinavam quais eram as forças aliadas… Hoje há uma certa confusão em África e alguns querem trazer essa confusão para Angola. Devemos estar atentos e desmascarar os oportunistas, os intriguistas e os demagogos que querem enganar aqueles que não têm o conhecimento da verdade. Temos que ser mais activos do que eles para vencermos a batalha da comunicação da verdade.

Nas chamadas redes sociais, que são organizadas via Internet, e nalguns outros meios de comunicação social fala-se de revolução, mas não se fala de alternância democrática. Para essa gente, revolução quer dizer juntar pessoas e fazer manifestações, mesmo as não autorizadas, para insultar, denegrir, provocar distúrbios e confusão, com o propósito de obrigar a polícia a agir e poderem dizer que não há liberdade de expressão e não há respeito pelos direitos. É esta via de provocação que estão a escolher para tentar derrubar governos eleitos que estão no cumprimento do seu mandato… O que eles pretendem fazer não é a revolução... Chama-se confusão, subversão da democracia ou da ordem democrática estabelecida na Constituição da República.

Quais são os argumentos que usam? Dizem, por exemplo, que há pobreza no país. Nunca ninguém disse que não há e esta situação não é recente. Quando eu nasci e mesmo quando os meus falecidos pais nasceram já havia muita pobreza na periferia das cidades, nos musseques, no campo, e nas áreas rurais.

Agostinho Neto falou nos seus versos da miséria extrema dos musseques, das casas de lata sem água nem luz eléctrica. António Jacinto, outro poeta proeminente, falou do contratado, cujo pagamento era fuba e peixe seco e ‘porrada’ quando se refilava. Foi no musseque e no campo, nesse mundo de pobreza, que a maior parte de nós nasceu, cresceu e forjou a sua personalidade.

Conhecemos a origem da pobreza em Angola. Não foi o MPLA nem o seu Governo que a criou. Esta é uma pesada herança do colonialismo e uma das causas que levou o MPLA a conduzir a nossa luta pela liberdade e para criar o ambiente político necessário para resolver esse grave problema...

Dizem, por outro lado, que não há liberdades, mas no país surgem cada vez mais partidos políticos, associações cívicas e profissionais, organizações não governamentais (ong’s), jornais privados, rádios comunitárias, etc. Há dezenas de anos que membros de ong’s e jornalistas dizem e escrevem o que bem entendem, chegando alguns a ofender dirigentes e o Presidente da República e membros da sua família e, que eu saiba, nenhum deles está preso!

Diz-se também que no país há corrupção, mas não há país nenhum no mundo em que não há corrupção…

Na Internet, alguém pôs a circular a notícia de que o Presidente de Angola tem uma fortuna de vinte biliões de dólares no estrangeiro. Se essa pessoa fosse honesta e séria, devia indicar imediatamente ao Departamento de Inteligência Financeira do Banco Nacional de Angola (BNA) os nomes dos bancos e os números das contas em que esse dinheiro está depositado, para que o Tesouro Nacional possa transferir esse montante para as suas contas…

Luanda, 15 de Abril de 2011
Fonte: ANGOP:


quinta-feira, abril 14, 2011

IMPORTÂNCIA DA ESTRADA PARA O DESENVOLVIMENTO

"Para acabares com a pobreza construa uma estrada". Assim reza um ditado chinês.
"Para acabares com a pobreza construa ao pé da estrada". Adaptação minha com base no que tem sido a realidade de muitas pessoas que melhoram os seus níveis de vida com a afixação junto à estrada.

Nas décadas de 50, 60, 70 e até mesmo de 80 e 90 do sec. XX muitas eram as comunidades rurais que tinham as suas aldeias distanciadas das principais estradas (asfaltadas ou não). A razões eram váriadíssimas: A construção das estradas pela autoridade colonial deixou-os longe da nova civilização; as opções de vida adoptadas (agricultura e pecuária de subssistência) eram indiferentes em estar perto ou longe das estradas; os cantineiros e fazendeiros coloniais colocavam os produtos no interior, mesmo distante das estradas pois pretendiam prender a mão-de-obra longe da civilização para que melhor servisse os seus intentos exploradores; muitos líderes comunitários preferiam estar longe das estradas para concomitantemente estarem longe dos abusos das autoridades coloniais...

O mercantilismo, porém, veio mostrar que enquanto mais longe dos principais acessos, mais se sofre com a fome e a miséria, mais caro se tornam os produtos industriais, mais longe ficam os mercados, mais longe fica a saúde e a educação, mais longe fica a vida moderna!

Cônscios das desvantagens atrás descritas, muitas das aldeias que se situavam distantes das principais vias de comunicação (estradas, caminhos-de-ferro, portos e aeroportos) começaram a progredir em direcção a estes. São hoje pouquíssimas as aldeias ainda apegadas à terra secular por questões meramente tradicionalistas. A vida faz-se junto à estrada!

As coutadas, as águas ricas em peixes, nalguns casos as terras férteis..., todo este legado histórico acabada sendo deixado para trás e os homens vão encontrando outras formas de fazer face às necessidades prementes: vão aplicando fertilizantes na agricultura, vão incrementando a pecuária para compensar a ausência da caça, vão apostando na piscicultura para substituir a pesca nos rios, lagos e lagoas, vão criando aves, vão apostando na criação de gado de médio e grande porte, vão comercializando e trocando excedentes. Vão comprando cada vez mais e vendendo também cada vez mais... e a vida vai, aos poucos melhorando graças à estrada.

Quem viaja por Angola vê!

domingo, abril 10, 2011

MANIFESTAÇÕES,CONTRA-MANIFESTAÇÕES E BOMBEIROS

Exaltar os ganhos da paz, tema da manifestação dos camaradas do mpla sábado 02.04 em Viana, ou marchar para apelar à preservação da paz, tema da manifestação do mpla de 5 de Março em todo o país, são exercícios salutares que deveriam acontecer sempre e sempre, mas precedidos de uma agenda.

A máquina do meu Partido e a responsabilidade que o seu governo tem para a manutenção da paz, da concórdia e etc. são elementos mais do que suficientes para andarmos em manifestações, pelo menos uma vez por semana. Mas tudo agendado e não em cima do joelho e de forma reactiva. Temos que ser proactivos. Definir: uma manifestação por mês a favor disso, outra a favor daquilo e daquil'outro.

O que vi até agora não foi assim. A de 5 de Março saiu-se em reacção à convocação manifestativa do anónimo Agostinho Jonas Roberto dos Santos para o dia 7 diante do imortal Agostinho Neto, no largo do primeiro de Maio. E, os militantes tiveram de “apagar um incêndio”. Foram convocados de emergência para fazer a contra-manifestação. Aderiram em massa em todo o país mas, a meu ver, este não seria o procedimento mais correcto. Até porque precisamos de ouvir o que os outros pensam e pretendem dizer para que aperfeiçoemos as nossas formas manifestativas e governativa.

A segunda manifestação dos “do abaixo” foi solicitada e aprovada pelo governaador de Luanda para 2 de Abril. Antes deste acontecimento nada nos tinha sido transmitido para que realizássemos uma mega manifestação para exaltar "os ganhos da paz". Exactamente no mesmo dia marcado pelos “do contra, tão logo se soube que o governaador tinha autorizado os “do abaixo” manifestarem-se às treze horas no largo primeiro de Maio, logo logo surgiu a convocação para uma Réplica em Viana. Aliás, antecipar a contra-manifestação, pois começou às 9h00 da manhã. Isso é que não me parece correcto. Estar-se a andar atrás das realizações dos outros.

A mesma postura foi ainda tomada por várias associações criadas de forma "espontânea" que decidiram excursionar com vários jornalistas. Tudo só para desviar as atenções com assuntos periféricos. Com esses actos "bombeirísticos" conseguiu-se fazer com que centenas de  “manifestantes do abaixo” ficassem sem uma cobertura jornalística digna. Só que o povo acabou por tomar conhecimento através do palavra-passa-palavra o que é perigoso, pois contam os papás que andaram na clandestinidade que era assim que as informações circulavam. Palavra-passa-palavra. Não havia net nem leis contra a net, mas os que estavam nos Dembos ou Quibaxe apercebiam-se dos mambos combinados em Luanda e kwambilavam os outros para se organizarem à escondida até que no dia D começaram as fungutas de sessenta e um. Não é isso que nós os militantes queremos. Então, vamos deixá-los falarem e manifestarem-se de forma aberta para que não andem a combinar por aí mambos malaicos.

Outro pecado capital tem sido associar qualquer ideia de manifestação à arruaça e à guerra, um falso pretexto que serve mais para intimidar do que apaziguar. Julgo também que não era necessário desviar os jornalistas para assuntos periféricos. Bastava convocar os directores dos órgão de comunicação e perguntar-lhes:
- Mas ó meus senhores, quem foi que construiu as estradas?
- Foi o governo, camarada chefe!
- Governo de quem?
- O governo mesmo que está a governar o povo que é do mpla e o mpla é o povo!
- Então, saibam que os vossos irresponsáveis jornalistas que gostam de mandar directos sem cortar as más línguas desses gajos do contra não vão poder circular hoje! E se circularem não queremos directos. Se directarem vocês vão se ver connosco, ouviram bem?
- Sim chefe!

Bastava.
E essa de se procurar agora (re) estratificar a nossa sociedade em: 1- cidadãos do viva (esses com todos os direitos manifestativos e sem obrigação de escreverem ao governador); 2- cidadãos do abaixo (estes sem direitos manifestativos e quando excepcionalmente autorizados sempre replicados com uma contra-manifetação e outros acontecimentos periféricos para desviar as atenções); 3- agnósticos (aqueles que não alinham ou ficam sempre em cima do muro, esperando para que lado pende o fiel da balança), isso é perigoso. O país, Angola, é muito mais do que o mero exercício de louva-a-deus, lambebotismo ou o exarcerbado abaixismo de alguns camaradas. Angola é muito mais que isso. Há muito mais terreno do que essa simples quinta.

Espero que ninguém me leve a mal, por causa deste aviso, mas tive mesmo de desabafar aqui nos meus cantos dos mesumajikuka (olhosabertos).

quarta-feira, abril 06, 2011

TUGAS AOS TUNGOS


Sede do parlame
nto Tuga

Ponto Prévio: Quando os tugas, alguns como aquele com quem tive uma rija rixa na Universidade Católica de Lisboa em 2005, falam de Angola referem-se aos "corruptos" dos detentores de cargos políticos, à miséria sem limite e a outros males que a Tuga até os vive e em demasia, nalguns casos. A debruçar-me sobre a Tuga, falarei do geral. Daquilo que a própri a Tuga me tras à casa via TV e jornais online.

Tungos. Isso mesmo. Porrada! É o que assisto nos discursos, ora mansos ora inflamados, dos polítcos tugas. Os mwadyés estão fodidos de massa. Sim, pensei mesmo massa, kumbú, mola (como se diz em Moza).

Estando sem bufunfa (dinheiro), os tugas entraram naquilo que deixaram por cá: casa sem pão todos se arreliam e nunguém tem razão. E vejo agora um Pedro a Passos de Coelho e um Zé (que vê) Só Crate(ra)s por onde passa. E, os niggas passam a vida e se bifarem sobre quem é melhor e quem é pior nas ideias e nas promessas "vazias". Os tugueses entraram em banca rota. Estão piores que um nosso vizinho que quando vem cá visitar o Ti-Zé, dizem que manda esvaziar o Banco Central e traz consigo a massa toda no avião, para que em caso de destituição pelas costas, o novo inquilino fique sem dinheiro para (des)governar. E já se ouve na Tuga que "queremos mentiras novas"

Mas é sobre os nossos kambas figadais que me refiro. Agora é o Zé-Dú de lá também já se biffa com o boss das finanças sobre quem vai fazer o kilapi. O mwadyé das finanças jé disse: "por abuso de nos chumbarem o PEC não vamos mais governar e estando apenas à espera de quem se vai sentar nas cadeiras que vamos deixar  também não vamos nos kilapar, porque o kilapi ainda pode servir de bode espiatório".

Mas na verdade os tugas precisam é dum bom bode respiatório.Um bom bode com bué de tomates que leve para lá alguma respiração monetária, senão ficam todos "fodidos"!

sábado, abril 02, 2011

VICENTE OU FEIJÓ: QUALQUER DELES É BEM-VINDO À PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA

Escreveu o Novo Jornal, na sua edição de 01 de Abril, que Manuel Vicente, o ainda PCA da Sonangol, seria o candidato do MPLA à eleição presidencial de 2012. Embora a matéria tenha saído a público no conhecido dia das mentiras, é uma peça a ter em conta.

É sabido as fontes oficiais em Angola nunca são abertas e fiáveis obrigando os jornalistas a um exercício de “alfaiataria”, ou seja, juntar retalhos e constituir aquilo que se pode considerar a “manta da notícia”. E, a contar pelos últimos desenvolvimentos da nossa home politics tudo para lá nos leva. Vejamos: da boca do próprio Manuel Vicente se soube que 2011 seria o seu último ano à frente da tout puissant Sonangol. Não porque estivesse cansado de tanto “petroliferar”, mas porque “alguém” (no caso o chefe) o tinha indicado para novas funções (políticas) que dise não poder negar. Para começar, Manuel Vicente que sempre esteve à margem da alta política foi introduzido no Comité Central e Bureau Político do partido governante, o que indicia alguma coisa de grande monta por acontecer.

Na mesma corrida, à presidência da República, através do encabeceamento da lista do MPLA, os analistas colocam também Carlos Feijó, chefe da casa civil do Presidente da República que viu igualmente aberta a porta do BP do CC do M.
Sobre Feijo recai o mérito pela grande tecnicidade demonstrada ao longo dos anos e conhecimentos vastos  das leis angolanas e internacionais, sendo também um inquilino do Futungo e Cidade Alta desde ainda “jovem imberbe” (entre 26 e 28 anos).

Sobre M. Vicente recai o mérito de ser homem de visão e grande tecnocrata que fez da Sonangol uma companhia extra-nacional e com negócios em vários “cores” como a banca, imobiliária, etc. Vicente tem também a seu favor o facto de ter uma ficha quase imaculada, os olhos da grande maioria dos angolanos, por ter agido quase sempre na sombra ou na penumbra das grandes decisões e escândalos políticos. Não se lhe conhecem escândalos de riqueza por rapina (excepto a questão do 1% do capital da Sonangol Holding, que diz não usufruir, e agora as notícias que o indiciam num negócio milionário de arrendamento de um condomínio habitacional a uma empresa petrolífera que opera em Angola, matérias entretanto do desconhecimento da grande maioria dos angolanos).

Ao ser verdade, aquilo que as movimentações nos dão a ver, MV pode ter mais vivas do que teria um outro candidato do MPLA de maior visibilidade. E os angolanos podem ganhar do facto de MV ser alguém que já tem o seu pé-de-meia feita e que vai encontrar um país com leis viradas para o “anti-corrupção”, com destaque para a Lei da probidade administrativa e a obrigatoriedade de os titulares de cargos públicos passarem a declarar os seus pertences à entrada no “circuito”. A meu ver, é esta a visão mais correcta para quem nos deve governar nos anos que se seguem e calculo ser também esta a visão de José Eduardo dos Santos que pretende ficar na história d país como o precursor da paz e da boa governação, pós-consulado.

Outro aspecto a ter em conta na escolha de JES é o facto de o pacote legislativo aprovado depois das eleições de 2008 poder ser exequível apenas com homens doutra doutrina moral, aqueles que estiveram fora dos holofotes e, sobretudo, aqueles que embora tivessem enriquecido o fizeram sem grandes espoliações, encontrando-se em condições morais de impedir que mais governantes tenham o bolso como meta da acção ao invés da satisfação dos “mais elevados ideais do povo”. Com este cenário, JES que não estará desatento aos "ventos do norte" poderia manter num posto de destaque na vida política angolana, como consultor e/ou conselheiro do novo Presidente por ele "formado" e indicado para substituto, mantendo ingualmente intactos os seus bens e dos seus familiares.

À luz da Constituição de Angola, é eleito Presidente da República o cabeça de lista do partido mais votado nas eleições legislativas, também humoristicamente designado por “sistema paga um e lava dois” que dará a Vicente, Feijó ou outro indicado de Eduardo dos Santos a garantia para a ascensão à mais alta magistratura do país, a contar pelo capital político do MPLA que dificilmente perderá as eleições de 2012.

quinta-feira, março 31, 2011

MUSSEK'ANDO

- Oh Mano, dizem que desque de vieste a capital cresceu muito. É verdade?
- Hum! quem foi que te mentiu assim? O musseque nem um passo deu em direcção ao asfalto e a luz eléctrica desapareceu. Em Maio de 1984, quando do meu primeiro cara-a-cara com Luanda, a cidade começava na Sat’ana. Era ali que começavam duas ruas larga com os carros orientados em apenas um sentido. Havia iluminárias altas que diferenciavam Luanda de outras cidades do interior, onde também havia carros ruidosos e luz eléctrica. Hoje, 27 anos depois, o cenário éo mesmo, apesar de alguns trabalhos que uns desatentos dizem tratar-se de crescimento.

- Como assim se antes tudo isso aqui era capim?
- Quem sai de Viana a Luanda, rapidamente se apercebe que a capital tem algumas ruas iluminadas apenas ao chegar ao cemitério da Santa’ana. O mesmo trecho que vi em 1984 e que vai até ao Jumbo. Todo o resto a montante é “paisagem” escura e propiciadora de muitos acidentes de viação, à noite, dado o encandeamento de uns sobre os outros que circulam em vias opostas. Os desníveis no asfalto, entre um trecho reparado e outro a aguardar pelo novo tapete, tem sido outra causa de despistes, rebentamentos de pneus e a destruição de jantes, sobretudo os de liga leve.

- E quem se responsabiliza pelos danos? Há?
- Ninguém! Voicê pensa que aqui te ligam? No cú do perú!

- Mas então a cidade cresceu ou não?
- Aumentaram apenas as casas. A vila da Mata, o Golfe, o Palanca, o Tunga Ngó, o Curtume, o Kikolo e arredores, o Mulenvos, Viana Sanzala, Vila Nova, Kambamba, Benfica e outros bairros que na altura eram lavras são agora autênticos guetos… O Musseque Braga Junta-se ao Musseque Baia. Nada mais do que isso! Quanto à evolução da cidade é tudo pioria!

- Pioria como?
- Sim pioria. Male-male. Pior ainda é a nova banga na recolha nocturna do lixo e sua pesagem para pagamento. A quantidade (peso) define o valor pago à operadora. E nesta correria pelo dinheiro que é público muitas operadoras preferem mesmo escavar e levar terra em vez de lixo. Consequências, deixam os bairros esburacados e cada vez mais sujos! Outros na ânsia de chegar primeiro, os motoristas, vão espalhando rastos de lixo por onde passam, chegando mesmo a provocar acidentes de veículos que volta e meia dão de cara com um estranho monte de lixo na estrada caído dum camião ou tractor sem cobertura. Acha que alguém da parte do “quem de direito” vê isso? – Ninguém vê. Na hora todos tornam-se cegos, excepto aqueles que vivem os problemas, sem onde se queixar.

Passa pela estrada dos Mulenvos que dá à lixeira provincial. É um exemplo de todos os dias. Os condutores de ligeiros estão sob risco permanente de serem abalroados por um camião de lixo descontrolado ou embater contra uma montanha de lixo “descarregado” na via.

- E os hospitais como estão? É que estou a pensar operar a minha dituba...
- Ah! Esses só a descer. Um paciente que acompanhei por duas vezes consecutivas foi internado numa cadeira do Banco de Urgência dum hospital de referência. E note-se que não é dos que ficam na periferia. É mesmo entre o largo Primeiro de Maio e o largo da Sagrada Família. Depois de ter passado a receber soro numa cadeira foi-lhe dada alta médica, alegadamente por falta de espaço. E não é que teve de voltar à noite ao Hospital pois a saúde degradou? Solução: outra noite, no mesmo hospital, outro soro na cadeira e outra alta na manhã seguinte…Nesse jogo de rato e gato tivemos de optar pelo Hospital do Prenda onde, mesmo sem camas e espaço no B.U., os médicos e enfermeiros se mostraram autênticos profissionais, distribuindo os pacientes em macas: um mal menor para quem passou duas noites seguidas internado numa cadeira.

- E a água já jorra nas torneiras como no tempo do caputo?
- No hospital do Prenda sim. Até deu para lavar o doente. Mas na torneira de casa são as baratas e as minhocas que moram no PVC.

- E a educação, mano, como vai? Disseram-me que o aeiou já não se ensina na pré…
- Antigamente cantávamos a ma me mi mo um ou depois de aprender o abcd. Agora tudo mudou. É só passar de ano e professor único para todas as classes da kabunga à sexta. Já se viu? E nem tudo isso é ainda o cúmulo…

- Ah! Não é?
- Sim. Imagina no vizinho que de lua em lua põe música alta e a polícia que tem esquadra bem ao lado ainda aproveita ir pedir cerveja sem mandar fechar a aparelhagem.

- Mas como assim se não há luz todos os dias?
- Oh mano, você está a ficar burro ou quê? São  os fofando! Você num sabe que já substituíram a luz da EDELI? Arra xiça pá! Vamos só descansar antes que não pensem que somos do contra!

sexta-feira, março 25, 2011

FINALMENTE A LAGE

Aconteceu a 17 de Março.
Doeu-me ao bolso mas lá está. Metade da empreitada está cumprida e o quintal está com o reboco completo, faltando apenas a pintura que dará outro ar. Continuo a acreditar que mesmo sem "empurrão" a casa própria é possível!

quarta-feira, março 16, 2011

CHUVA TRANSFORMA "ESTRADA DE CATETE" EM RIO

Foram três horas o tempo que perfiz entre a loja Shoprite à Vila de Viana (cerca de cinco km), esta quarta-feira, depois da chuva vespertina que inundou várias estradas, bairros, lojas, escolas, centros médicos, etc. e com danos ainda por calcular.

Muitas estradas recentemente repavimentadas ficaram sem o asfalto. Há locais em que se vê pouco de  "asfalto entre buracos", ao invés de buracos na estrada. A Avenida Deolinda Rodrigues (estrada de Catete) ficou transformada literalmente em rio. Muitos carros não aguentaram a corrente das águas pluviais e acabaram sendo arrastadas. Outros ficaram avariados no meio da via devido à água.

E, hoje voltou a chover durante toda manhã e princípio da tarde em Luanda, piorando ainda mais o cenário, de si já precário. Os relatos das rádios falam em mais desalojados, em função de casas inundadas em todo os musseques da capital angolana.
Fruto disso, muitas empresas ficaram com o pessoal drásticamente reduzido e as escolas sem professores e alunos. O mesmo cenário vive-se nos hospitais e centros médicos que viram faltar grande parte do seu pessoal médico e euxiliar por falta de transporte e por não terem alguns sequer sítio seco para poisar o pé. 
A imagem mostra quão coótico têm estado as estradas de Luanda, sobretudo a de Viana, sempre que São Pedro abre as "torneiras celestiais".

sábado, março 05, 2011

A MARCHA PROMOCIONAL DA PAZ E A MANIFESTAÇÃO ANÓNIMA DO AGOSTINHO JONAS R.SANTOS

Uma convocatória anónima de uma manifestação para sete de Março, assinada por um suposto Agostinho Jonas Roberto dos Santos, levou o MPLA a antecipar-se e realizar hoje em todo o país Marchas de Promoção da Paz.

Um milhão de cidadãos, de mais diversas convicções políticas e religiosas, marchou em Luanda a favor da paz e apoio ao presidente angolano JES, cenário idêntico vivido em todas as capitais de províncias e sedes de municípios, conforme relatos da emissora nacional de rádio e imprensa independente.

Depois desta marcha reactiva que dá uma vitória ao MPLA e seu líder, a população aguarda pela segunda-feira, sete de Março, e pelo que o dia trará de novo em relação à suposta manifestação “contra a intolerância”, entretanto já desautorizada pelas autoridades políticas de Luanda. Manuel Fernandes, Nsidiangani Mbimbi e David Mendes, políticos angolanos da oposição, foram os únicos que deram a cara, manifestando publicamente o desejo de nela pretender participar.

quinta-feira, fevereiro 24, 2011

O JORNALISTA, O ESCRITOR E O ASSESSOR DE IMPRENSA

ENTREVISTA AO SEMANÁRIO ECONÓMICO EXPANSÃO

1 – Jornalista. Escritor e Assessor de Imprensa? Onde se sente melhor?

– Digamos que o que faço de momento é a assessoria de imprensa na qual me sinto bem. Sinto valorizado e respeitado o meu trabalho e ali encontro equilíbrio emocional. "Quem corre por gosto não se cansa"- Diz o velho adágio. Apesar de haver muito quem tenha a ideia de que os assessores não passam de "recadistas" das respectivas direcções. Confesso que antes também pensava que os assessores de imprensa, vulgarmente chamados de porta-vozes, se limitavam a redigir, ler e/ou enviar comunicados de imprensa. O trabalho é muito mais árduo do que se pensa. Mas quando as coisas correm bem, e o trabalho é valorizado, sinto-me satisfeito comigo mesmo.
– A literatura é algo que há bem pouco tempo saltou do permanente campo batalha que são os nossos sonhos para a vida real e que vou exercitando, procurando superar-me a cada momento, com a noção de que se é aprendiz até ao resto dos nossos dias.
– Quanto ao jornalismo, este é o meu vício. Repito e reforço, meu grande vício. Porém, a questão deontológica coloca-me fora do campo. Não posso ser árbitro e jogador, mas vou exercitando no meu blog (www.mesumajikuka.blogspot.com) e acedendo a pedidos de alguns amigos virtuais para o exercício gostoso e saudável de deixar ali meras opiniões. Nada de notícias ou género informativo, por enquanto, mas como dizem os crentes, e bem, o futuro a Deus pertence.
2 – Sei que, enquanto adolescente, desejou ser agrónomo. Alguma razão o atrapalhou?
– Nasci no campo, no Libolo, num mundo rodeado por campos "agricultados" e tinha uma ambição, enquanto filho de um camponês: sonhava ser como os senhores engenheiros que se deslocavam de vez em quando às fazendas para fazer a vistoria e dar conselhos. Depois quis ser engenheiro de minas, encantado pela imagem que via dos geólogos que faziam pesquisas por aquelas paragens, vestidos com calções de caqui e botas, empunhando martelos e outros instrumentos.
 Em 1992 cheguei mesmo a tentar o Instituto Nacional de Petróleos para o curso de Geologia e Minas mas aí foi a guerra a impedir-me de lá ficar, pois a mãe estava no Libolo e o lar de estudantes estava cheio.
– Tentei ainda ir ao Quéssua aonde o Instituto de Agronomia tinha sido aberto (e sem testes) mas a guerra, como sabemos, vai minando a vida de muitos e os sonhos de tantos. Aguardei pelo novo ano lectivo e acabei por entrar, através de testes, no IMEL onde vim a completar o curso de jornalismo.
3 - Em que circunstâncias aconteceu a mudança do jornalismo para a assessoria?
– Tive momentos felizes no jornalismo. Não teria sido o que sou se a LAC não me tivesse dado a oportunidade dos nove anos lá feitos. Depois chegaram de Portugal a Paula Símons e o Ismael Mateus que foram os meus padrinhos, profissionalmente falando. Estes apostaram em mim e penso que não os decepcionei. Porém, a renda, aquilo com que se mantém uma família, era verdadeiramente irrisória. O acidente que sofri em 2005 no qual pereceram dois colegas foi a gota que fez transbordar o copo do gosto pela profissão. Saído do hospital, senti imensas dificuldades financeiras o que me fez pensar noutro patrão, onde pudesse sentir um pouco mais de segurança. Quando surgiu a oportunidade para uma entrevista que me levaria a elaborar um projecto de gabinete de comunicação para a Catoca não hesitei e aqui estou há já cinco anos.
3 – Muitos jornalistas encaram a assessoria como uma meta, necessária, a alcançar. É assim que pensava enquanto esteve no jornalismo?
– Liminarmente não. Gosto de desafios. O que eu pensava da assessoria de imprensa era que ela fosse o "repouso dos cansados ou comodistas". Hoje tenho uma visão muito diferente. Fui à assessoria porque depois de experiências num curso que fiz em Lisboa e do curso de Comunicação Social que já frequentava no ISPRA dei-me conta que a assessoria era muito mais do que os leigos pensam. Assumi o desafio de começar algo do nada e montar uma máquina. Hoje dou palestras aos miúdos do IMEL, vou esclarecendo coisas e desmistificando mitos.
4 – E que análise faz desta forma de pensar?
– É verdade que há quem, depois de dar ao jornalismo o que devia, vai à procura de um trabalho mais brando. E também é verdade de aqueles que encontram na assessoria uma casa já arrumada e uma equipa competente, se calhar, se sintam mais à vontade.
– Mas não foi esse o meu caso, creio que felizmente, tendo em conta o meu modo de ser e de viver.
– Aqui, estou sempre ao serviço, 24 horas por dia. A pressão é tanta que há momentos em que sinto saudade do trabalho em turnos que é vulgar no jornalismo. Fazer uns "kadiengues" no turno de folga, também faz parte da nossa vida, não é verdade? Mas aqui não há horários, nem rotinas. Há sempre algo para fazer que não pode ser adiado. E a adrenalina acaba por ser um vício gostoso…
5 – Pensa um dia voltar a dedicar-se 100% ao jornalismo?
– Se for empurrado para estas circunstâncias volto a 100/%. Tenho pensado que podia fazer uma espécie de part-time. Mas admito que possa um dia trabalhar apenas para não ter filhos a morrer de fome. Acho que o nosso jornalismo, o generalista, se depreciou um pouco. Se calhar os escribas que já foram muito activos, em dizer as coisas tal qual elas são, ficaram sem espaço de manobra. Compreendo que têm filhos e a dor do estômago vazio é maior do que qualquer outra do fórum deontológico ou ético. Basta estar atento ao que se veicula hoje em muitos dos nossos medias e logo se vê que até os destemidos jovens d'outrora perderam a coragem de dizer que "é aquilo que é e não é aquilo que não é".
6 – Que análise faz do estado actual do jornalismo angolano?
– É um jornalismo que se pauta por alguns excessos: de conservadorismo por um lado e também de especulação por outro lado. O ideal seria o centro, um jornalismo virtuoso. Mas pode ser que eu seja apenas um utópico. Estou fora do campo e desconheço como se vive lá dentro. Um jogador diria que sou uma carta fora do baralho…
7 – Em que circunstâncias decidiu mostrar o seu lado de escritor?
– Comecei por escrever pequenos contos e algumas crónicas. Mas os meus colegas do IMEL já diziam que eu tinha queda para crónicas, embora a rádio me tivesse "cortado" a apetência para textos longos (risos). O blog foi o sítio dos meus ensaios, a rampa de lançamento, digamos assim. Os comentários e as críticas motivaram-me a melhorar e depois foi só encontrar quem me ajudasse a sair de uma escrita amadora para literária. Estes grandes kotas foram o José Caetano e o Armando Graça que ainda me apadrinham nesta caminhada. Está agora em fase de revisão "O Relógio do Velho Trinta" e já bato portas para publicar o poemário "10 Encantos" que agradeço, façam chegar o recado a quem quiser apostar em mim.
8 – Até que ponto é verdade a seguinte afirmação: o escrito Soberano Canhanga retrata no personagem Kaúia a pessoa do cidadão Luciano Canhanga.
(Risos)
– Vou re-explicar. O Sonho de Kaúia não é o sonho do Canhanga, nem o Kaúia é o Luciano. Optei por um estilo narrativo que herdei do jornalísmo. A certa altura um amigo meu dizia que "tinha que meter os personagens mais à vontade, a conversarem mais". Há situações narradas de forma pintada que vivi, assisti e outras de ouvir contar, mas narrados sempre na perspectiva de ficção. Nada do que vem narrado no livro é perfeitamente verdadeiro. Usei, com certeza, nomes de pessoas que me são próximas como personagens de factos que nunca viveram ou fizeram. Foi uma forma de as homenagear. Maria é minha mãe e Ferreira o irmão dela. Mas nada do que "lhes meti na boca" fizeram. E tive antes o cuidado de falar com a minha prima e a minha mãe para que não se sentissem mal quando saísse o livro que gostaram imenso.
9 – Depois do Kaúia. Quais os outros desafios no ramo literário?
– "10 Encantos" é um poemário que só precisa de uns USD 5000 para a editora Baixa Chiado de Lisboa poder disparar o tiro na gráfica.
– "O relógio do velho Trinta" está em fase de revisão. Este romance - ficção terá de sair bem maduro e melhor do que o "Sonho de Kaíua". Por isso não tenho pressa em que ele veja a luz.
10 - Jornalismo, Assessoria e Literatura. Quais das profissões melhor atende as suas necessidades socioeconómicas?
(Risos)
– A literatura não me deu sequer um tostão e não sei se algum dia dará. Imagine que até compro os meus próprios livros para oferecer a amigos que pedem encarecidamente.
– O jornalismo fez-me no pequeno homem que sou e sem ele nunca chegaria a candidato a escritor.
– A assessoria abriu-me outros horizontes. Hoje já me tratam por senhor Canhanga ou Dr. Canhanga, título que nego pois apenas sou licenciado. Consegui na assessoria o que nunca teria conseguido onde estava antes. Penso que a questão tenha a ver mais com o patrão do que com a profissão. Há gente da minha leva que vive cinco vezes melhor do que eu e nunca concluíram um curso superior, nem são dos melhores jornalistas da praça. Apenas uma questão de conveniências.
11 – "Casa Própria: Quase Lá". Que mensagem pretende passar?
– Apesar de nunca ter beneficiado de facilidades do patrão, do partido ou do Estado, estou a construir a minha toca.
– Quem frequenta o meu blog, acompanha o esforço que faço e as imagens vão falando por si: pedra sobre pedra até concluir a casa. É possível!
– Termino dizendo aos outros jovens que não adianta esperar pela sorte, que nem todos a têm, ou ficar-se pelos lamentos. É assumindo os desafios que lá se chega!

sábado, fevereiro 19, 2011

PALANCAS OMNÍVORAS DEVORAM LEÕES

Confesso que nunca acreditei na presente selecção angolana de futebol que disputa no Sudão o CHAN. Considerei um mero exercício de sorte os empates diante da Tunísia e Senegal que valeram dois pontos a que se acresceu a tangencial vitória de 2-1 diante do Ruanda. Nos quartos de final, diante dos Camarões, nem mesmo os mais optimistas acreditavam num "taco-a-taco" frente aos indomáveis leões que sempre fizeram dos nossos campos a sua coutada em reencontros passados.

Desta vez o registo que fica para a história é porém diferente. A selecção angolana, mesmo sem ter marcado qualquer golo nos 90 minutos do tempo regulamentar, domou completamente os leões. Passeou e morou na "toca do leão" sem que pagasse alguma renda ou coisa parecida. Foi pena que o golo não tenha acontecido enquanto fizemos dos “temíveis” leões gato e sapato, sendo o jogo levado até ao prolongamento de trinta minutos repartidos em duas metades de quinze.

Já sem força nos trinta minutos adicionais, Angola "abandonou a toca do leão" mas aguentou a perseguição do “felino” até ao fim do prolongamento. Na marcação de penalties, onde é a sorte e a confiança quem mais ordenam, Angola acreditou que podia virar o jogo. "Caiu por cima do leão" mesmo quando tudo apontava para uma passagem dos camoroneses à fase seguinte, dado a falha de um penalty por parte de um jogador angolano. Só que o camaronês que selaria o golo da consagraçào acabou atirando a bola por cima da baliza e da mesma forma como falharam o quinto penalty voltaram a falhar o oitavo quando os Palancas, autoconfiantes na segunda fase dos tiros à baliza, aguardavam apenas pelo insucesso do adversário. E não é que o leão "mordeu mal o osso"?

Oito bolas introduzidas na baliza dos camaroneses contra sete  que Lamá não pôde defender conferiram o Passa Porte para as meias finais do CHAN.

Que venha o Sudão!

terça-feira, fevereiro 15, 2011

A NOVA "ONDA" DOS LADRÕES

Danny, diz ao papá para tirar a arma. Há gatunos no quintal. - Disse a senhora aflita perante a presença de dois intrusos no quintal: um homem e uma mulher.

Era madrugada do dia dos namorados. Se não fosse a voz alta da mulher os larápios teriam conseguido os seus intentos: roubar qualquer coisa de valor no quintal ou memso forçar/arrombar a porta da casa e ... pilhar, matar, pintar o diabo... E quem os visse depois sairem de mãos dadas e imambas à cabeça ou às costas, pensaria tratar-se dos donos de casa. 

É essa a nova onda dos amigos do alheio andarem aos pares - homem e mulher- para confundirem a vizinhança e até mesmo a polícia.

Fique atento. Aconteceu comigo, o próximo pode ser você.

domingo, fevereiro 06, 2011

ACOLHIMENTO DE MENINAS: UM EXEMPLO QUE VEM DE SAURIMO

Nos dias que correm em que o apego material nos remete a pensar mais no EU do que nos outros, com gestos de solidariedade muito escassos, acolher em casa crianças desconhecidas é obra cada vez mais rara.

Mas há quem ainda conserve os "velhos" sentimentos de amor e sencibilidade em relação a dor e sofrimento do próximo. Uns apoiando as instituições vocacionadas para acolher os desfavorecidos, uns tomando, eles mesmos, as rédeas, fazendo de suas casas familiares autênticos lares de acolhimento de menores e outros lançando apelos e divulgando os bons exemplos para que outras pessoas os sigam.

Em Luanda, por exemplo, tornaram-se conhecidos os exemplos do Padre Horácio ao Palanca, o Centro de Acolhimento da Praia do Bispo, o CAMEHA- Centro de Acolhimento de Meninas Horizonte Azual, em Viana, entre outros que acolhiam/acolhem/ meninos de rua/na rua. Mas nas provincias do interior,  onde a guerra e os seus efeitos foram mais devastadores, onde as oportunidades financeiras das famílias são cada vez manores e insignificantes as possibilidades das autoridades governamentais e afins fazem face à demanda, quem cuida do apoio, sobretudo, as meninas desprotegidas e sem familias?

Da Lunda Sul (Saurimo) trazemos um exemplo que por ser pouco ou nunca divulgado pela media achamo-lo merecedor desta prosa. Natália Ikulo é uma senhora comprometida com o assistencialismo social. Trabalha na representação do MINARS e fez da sua residência privada um centro de acolhimento de meninas e meninos desprotegidos e renegados que sem a sua mão estariam ou sem vida ou em condições de vida deploráveis.

Conta que "existiu um ensaio de 'casa de meninas' em Saurimo (iniciativa da igreja Católica que possuia uma residência num dos bairros) que albergava cerca de trinta de meninas. A coisa evoluia com a inter-ajuda entre o MINARS e a Igreja", disse, mas um dia a madre responsável entendeu constituir família e depois adoeceu a senhora que cuidava das meninas. "Sem a madre e sem a velha que cuidava delas,  temendo-se que acontecesse o pior com as meninas,  a casa foi encerrada,". Aflita, a directora da Assistência e reinserção Social, só teve uma solução: levá-las (cerca de trinta) para a sua residência particular.

"Atendendo que o lugar da criança é na família, com o tempo fui me informando de quais delas tinham familiares próximos com possibilidades financeiras e de acolhimento e iniciei a reunificação familiar daquelas que era possível. Mesmo assim fiquei com umas dez e o número se vai mantendo, atendendo as que se casam e as novas crianças que entram", explicou e vimos no terreno.

"A menina mais nova tem uns 4 anos e foi-lhe entregue com dias, estando o rapaz 'caçula', negado pelo pai depois da morte prematura da mãe, com já sete anos", contou orgulhosa.

Exemplos como esse, o da dona Natália Ikulo, merecem elogios, incentivos e divulgação. Para que mais pessoas sigam o seu caminho e se possa dar um sorriso a crianças que dele necessitam.

Façamos a nossa parte, apoiando instituições e famílias que albergam crianças em situação difícial, recolhendo, pelo menos, uma criança em nossa casa e contribuindo com o "nosso pouco".

Lembre-se que gestos simples produzem grandes obras: A comida que todos os dias deita ao lixo pode sustentar mais uma boca. A roupa que deita fora porque está fora de moda pode vestir uma criança carenciada... Há sempre uma formas de ajudar a tornar este mundo mais feliz.  

quarta-feira, fevereiro 02, 2011

CASA PRÓPRIA: QUASE LÁ

LENTOS, MAS SEGUROS.

Pedra sobre pedra, ou seja, bloco sobre bloco. Apenas interropidos pela ferragem que é imprescindível à resistência e solidez da moradia, vamos caminhando a caminho de 2 anos (Agosto) e a caminho da casa própria.
O que se vê por perto é o anexo que vai acolher um negócio qualquer. À direita a casa mãe, cuja primeira fase aguarda apenas pela colocação da lage.

Enquanto as estruturas vocacionadas para dar casa aos jovens vão titubiantes ou enchendo os discursos da praça pública com falsas promessas, cá vamos nós: Lentos, mas seguros... Olhando a meta.

sexta-feira, janeiro 28, 2011

ENFIM "O PAPEL"

Hoje, dia 28.01.2011, contra todos os maus ventos, materializei um dos meus sonhos: Obter o título de Licenciado em Comunicação Social. A instituição formadora foi a UPRA onde tinha já terminado o plano curricular desde 2007.


"A formação e distribuição dos medias em Angola", temas sobre os quais fui ao longo do tempo dissertando e opinando foi a proposta apresentada e eceite pelo juri. Inside pode-se ainda ler: As minhas "experiências e reflexões sobre a prática do jornalismo" em Angola e "experiências e reflexões no exercício da assessoria de imprensa", argumentos que levaram ao juri atribuir-me a nota 14 (entre 15 valores possíveis para um relatório final de curso). 


terça-feira, janeiro 25, 2011

O OLHAR "FUTURISTA" DE ZÉ MARIA DOS SANTOS

Nos 435 anos de Luanda José Maria dos Santos, governador de Luanda, ao contrário do que era prática dos seus antecessores, entendeu conceder apenas uma toleância de ponto parcial, a partir das 12 horas, no dia do aniversário da cidade capital (25 de Janeiro).

A meu ver, foi uma decisão bem pensada e tomada, porquanto o país e a capital precisam de se desenvolver com o trabalho de todos. Feriados só "empatam a vida das pessoas e das insttuições". É trabalho que fica pendente, por se fazer, (enquanto se paga o salário pelo dia não trabalhado).

José Maria fez uma boa leitura da nova lei dos feriados nacionais (ainda por promulgar) e começou já a agir de acordo como o futuro.

Será de todo bom se os seus 17 homólogos lhe seguirem as peugadas e deixarem de esbanjar dinheiro em maratonas, "infestarem" as cidades de álcool e música alta, entre outros vícios ociosos.

De José Maria dos Santos aguarda-se também uma mão pesada aos proliferadores de maratonas e festas em locais abertos, não autorizados, que tiram sossego a muito boa gente trabalhadora e merecedora de descanso. É duro quando o visado é parte da população, aquela que navega sem rumo, mas é preciso dar sentido à governação e à sociedade. 

Angola tem de crescer!
Angola tem de trabalhar!

sábado, janeiro 22, 2011

SONHANDO NO ZIMBANDO

Dia 19.01.2011 levamos  "O Sonho de Kaúia"ao zimbando. Uma conversa amenana sobre os feitos do personagem principal do livro, Kaúia, e as ideias do autor, Canhanga, sobre a Luanda de ontem, de hoje e de amanhã.

Laureano e Patrícia não decepcionaram