Translate (tradução)

segunda-feira, setembro 14, 2009

CHUVA SIM: ESTRAGOS POR DESLEIXO NÃO MAIS

Hoje começou, de facto, o período chuvoso em Luanda, embora oficialmente tenhamos entrado para a estação a 15 de Setembro. A capital angolana acordou molhada e até às oito horas o tempo apresentou-se com bastante nebulosidade e com invisibilidade para os automobilistas.

Conhecendo os estragos que a chuva provoca em Luanda às infraestruturas básicas de saneamento, às casas, às estradas, etc., sabendo que muitas obras inadiáveis decorrem e decorrerão neste período de pluviosidade (tendo em conta a realização do CAN, em Janeiro próximo e não só) e que podem ser gravemente afectadas, trago, como tema para reflexão, um texto que radiodifundi, há aproximadamente dois anos na RDP-África, retratando conseqüências da chuva em Luanda que espero não mais voltem a acontecer.

"CHOVEU EM LUANDA. HÁ ESTRAGOS CONSIDERÁVEIS.
Os especialistas em meteorologia já admitem que esta foi das piores chuvas dos últimos anos e atribuem a causa aos efeitos do fenômeno El niño que anos atrás fez inundar Moçambique.

A chuva desta madrugada teve início por volta da meia noite e continuou com intensidade até bem próximo do meio dia.
Neste momento ainda goteja e, como conseqüências, grande parte dos serviços públicos estão com as portas fechadas. Muitos edifícios estão com as caves e os primeiros pisos inundados, os colectores de esgotos não suportaram a carga de água misturada com lixo e areias transformando as estradas em autênticos rios.

Quanto à circulação automóvel, apenas os veículos todo-terreno a efectuam, mas com grandes cautelas.
A periferia de Luanda está transformada em cacimbas. Muitas casas desabaram, há mortes registadas por electrocussão e afogamentos e vários pedidos de socorro continuam a chegar aos bombeiros, segundo o porta-voz da corporação.
Uma ronda aérea está a ser efectuada por membros da polícia, bombeiros e governo de Luanda, para constatar as zonas mais afectadas.
Quanto aos danos, o balanço não é para agora, tendo em conta as dificuldades de comunicação e de acesso criadas pela chuva. Tradicionalmente são zonas críticas a Samba* e Corimba; a Boa Vista, no Sambizanga, e Cacuaco".

* hoje a Samba já não é uma zona crítica quando chove, mas há outras várias.
Luciano Canhanga em Luanda

5 comentários:

Anónimo disse...

Viva o crescimento económico!

Angelino disse...

Vamos ter calma e esperar que as chuvas fortes cheguem um pouco mais tarde para se ver se vai haver tempo para se cumprir o prometido.
Um abraço.
Angelino.

Anónimo disse...

Oi, Luciano.

Hoje eu estava lendo em um de seus blogs a matéria sobre as chuvas que caíram em Angola.
Aqui no Brasil elas têm causado muitos problemas na região sul e sudeste do país.
Na verdade a chuva que é um bem natural muitas vezes se torna um transtorno, mas em geral causado pelo homem, com toda falta de cuidado e zelo pela Natureza.

Tenho lido os seus blogs com muita frequência. Gostei muito de ter encontrado teus escritos. Noto uma diferença na sua maneira de escrever, saiba que eu costumo ler muitos blogs de Angola, mas gostei de perceber em você um envolvimento com a tua terra, mas num tom equilibrado. Viva a diferença!

Vou parar por aqui, depois escrevo mais.

Até mais.

bjos
http://loucurasdeladylita.blogspot.com

Anónimo disse...

Olá Luciano
Mais uma vez, muito obrigado por nos manteres com alguma informação. Digo informação porque reconheço em ti um bom informador/Jornalista com bastante imparcialidade. ( Não digo total imparcialidade, porque em jogos do LIBOLO......) mas só aí, o que é legitimo.
Quantos às chuvas, lamento profundamente o que acontece, espero sinceramente que as próximas chuvas sejam mais amenas.
Um bem haja
São

MESU MA JIKUKA disse...

Risos para a São.
E confesso: Em jogos do libolo roço a imparcialidade... Sou ferenho embora me divida entre o Libolo e o Petro de LUANDA. Agradecimentos extensivos a todos os meus leitores e em especial àqueles que comentam, contribuindo para a melhoria destes escritos.