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| Imagem ilustrativa |
"De dia para noite", alguém decidiu colocar um sinal de proibição na esquina da Rua Hoji-ya-Henda. Um sinalzito, isolado, sem qualquer reforço informativo, como se bastasse para justificar a mudança e punir os desavisados.
É legítimo perguntar: basta um sinal vertical para reordenar o trânsito numa via de uso habitual?
Em outras paragens, quando se pretende alterar o fluxo viário por longo tempo ou limitar temporariamente o acesso, usam-se placas quadriculares de advertência, sinalização horizontal, outdoors e campanhas de informação pública. O objectivo é claro: informar antes de punir.
A maior injustiça não está apenas na multa aplicada ao cidadão desinformado, mas no silêncio dos que deviam evocar a sua voz firme. Como advertia Martin Luther King Jr., “o que mais preocupa não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons.”
A minha viatura estava devidamente estacionada, fora da área em litígio, com intermitentes ligados e todos os mecanismos de segurança accionados. Ao abordar o segundo sub-oficial, este recusou-se a prestar qualquer esclarecimento. Já o agente de segunda, mais atento, concedeu-me o “meio minuto” solicitado, após uma chamada ao chefe, clamando com urgência a remessa de blocos de multas.
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| É nesse beco com 2,3m que os carros passam |
Cobrei-lhe, com firmeza, a obrigatoriedade legal de os automobilistas se terem de informar pelos meios que citou. Sem argumentos, o agente olhou-me e perguntou qual era o meu carro. Mostrada a viatura, fora da "zona de conflito", compadeceu-se e passou para uma conversa mais saudável.
Os munícipes são a razão da edilidade. Devem ser respeitados, informados e protegidos. Quem não ouve nem respeita o cidadão, arrisca-se a perder a confiança e ser apeado. Estamos a caminhar para a renovação do ciclo. Nem alguns agentes da Administração nem a Polícia devem prejudicar a imagem do MPLA em Viana.
(O autor é munícipe de Viana, há 20 anos)


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