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sexta-feira, agosto 15, 2008

FORTALEZA DE CALULO


Palco de violentos e encarniçados combates, primeiro entre Forças de Ocupação Colonial e os nossos heróis da resistência (nos Sec. XIX e XX), depois entre as Forças Armadas Portuguesas e os Movimentos de Libertação Nacional (1961-1975), e mais tarde ainda entre as FAPLA/FAA e Forças da rebelião (1975-2002), a fortaleza de Calulo foi sempre o último bastião, a cair, das forças que a detinham.
Fruto dos inúmeros golpes que sofreu ao longo da sua existência, ela foi sendo beliscada nas sua estrutura pela acção da guerra e do desgaste natural, visto nunca ter beneficiado de obras de restauro.

Para perpetuar este importante monumento histórico dos libolenses e do país em geral, a Fortaleza de Calulo recebe já obras de beneficiação que consistem na colocação de uma cintura em pedras ao longo da sua extensão, (trabalhos já concluídos), a que se seguirão outros trabalhos de reabilitação de partes do muro em Pedras.
Dados disponíveis apontam que a Fortaleza de Calulo, ou do Libolo, foi mandada construir em finais do séc. XIX, tendo em 1917 a população se levantado contra as forças coloniais portuguesas.
Fortaleza de Calulo foi até perto do ano de 2000 um reduto militar, por isso, com entradas restritas. Bem à direita da sua entrada está o Palácio Municipal.

Hoje, a Fortaleza está aberta ao público e sobretudo aos estudantes que vão aprendendo um pouco mais sobre a história dos “Akua Lubolo”. O forte, acolhe no seu interior as antenas e cabines repetidoras da TPA e RNA.

Depois de concluídas as obras de que beneficia, e para um melhor serviço aos estudantes e turistas, ela carecerá de um guia bem treinado que passará a traduzir aos visitantes a grandeza, importância e história do Libolo e seus povos.

Mociano Canhanga, Argentina Matos, Rosa Cristina, Paula Maria e Deodato Muhongo são o exemplo de muitos estudantes e turistas que idos de Luanda, confirmam no terreno as histórias aprendidas na escola e ou contadas pelos pais, naturais do Libolo.

Luciano Canhanga

3 comentários:

Gociante Patissa disse...

Mano, a correspondência através do Lilas chegou?
Abraços

Anónimo disse...

Lembro-me de muita coisa sobre essa fortaleza que o meu falecido avô e o meu também falecido pai ajudaram a eregir! Calulo de facto teve um lugar na história! Mas do que eu me lembro de Calulo, foi ter visto brancos, pretos e mestiços a asssitirem a jogos de futebol, touradas e a gozarem as tardes junto ao local onde é ainda a fortaleza! Da minha antiga casa via-se muito bem a fotaleza! e as árvores "gigantes" que havia ali! Mesmo de frente à minha antiga casa e passando por duas casas do outro lado da rua ia-se até à missão antiga! Onde eu estudei! Onde apanhei as primeiras réguadas! Depois dessas réguadas as seguintes foram bem piores! Expoliado! Atirado aos leões! Sem saber porquê vi-me num país que continua a rejeitar a diferença. Lembro-me que tenho saudades! Saudades dos meus amigos de infância. Daqueles miúdos da minha rua com quem eu passava horas a brincar! Se hoje passasse por eles... não nos iriamos reconhecer! Paguei pelas atrocidades do colunialismo sem ser colono! Nasci em Angola - Calulo e fui empurrado como um cão! Espero pela mudança de mentalidades! Pela diferença do olhar! Espero que quem ai esteja seja para sempre filho de Deus e feliz! Bem hajam

Manuel Kituxe disse...

Mano tambem sou de calulo mbanza dos dambos Kiulo/katequele, como dissestes o problema daquela terra e a ignorancia e o analfabetismo. o q nal qual os estrangeiros soberao aproveitar bem pra beneficio proprio. mudancas de mentalidade.