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domingo, fevereiro 14, 2016

POR QUE NÃO NO DIA DOS NAMORADOS?

Dois casais amigos decidem ser inovadores nas célebres trocas de presentes que se verifica no dia dos namorados.
Luó e Mavoyo decidiram não cair nas extravagâncias doutros tempos e, vivendo um período de contenção, acordaram em fazer a troca de presentes na hora do pequeno-almoço. Na verdade, o presente seria um bem alimentar que normalmente se usa na refeição.
Maludi e Cácata, outro casal, sabendo do plano dos amigos pensaram numa maior ousadia: cada levaria ao local combinado para a troca de presentes uma ideia inovadora para gastar menos e arrecadar mais.
Chegados a 14 de Fevereiro, dia dos namorados, Luó, jovem funcionário público, levou à mesa um pão de leite forrado e decorado. Mavoyo, uma estudante de antropologia, abriu a gaveta da mesa e retirou, coincidentemente um pão que havia comprado e guardado de véspera. Era um casal recém-unido e que vivia ainda sem filhos. Ambos apreciaram a coincidência e a simplicidade dos presentes que, de tudo, foram inovadores na nova forma como abordavam a a gestão da economia doméstica e a poupança  que se impunha.
Do outro lado da Avenida, Maludi que ainda não se juntara a Cácata combinaram um encontro no jardim da cidade, meio caminho das casas de ambos. Sem dinheiro, Maludi leu um livro “Ideias que valem milhões” e compilou uma com que se decidiu em presentear a namorada.
- Ela estuda economia e sei que mais do que coisas ela vai gostara da ideia que pode dar-lhe variadíssimas coisas no futuro. – Disse para si mesmo.
Cácata tinha participado de uma formação sobre Micro Finanças e Economia doméstica e não teria outro presente a dar ao namorado senão “Como gerir o pouco e fazê-lo crescer”.
Como é próprio de namorados, o encontro, no jardim, foi regado de beijos e abraços. Falaram sobre o presente e sobre o seu futuro. Na hora da despedida que corresponderia a troca de ideias, Cácata, a jovem, pegou num envelope em que estava a sua sugestão para que Maludi gerisse melhor o seu ordenado e o fizesse crescer. Maludi fez o mesmo. Sugeriu que a sua amada “ressuscitasse as valências adormecidas e abrisse um centro de superação de dúvidas já que tinha o sonho de ser professora e já o fazia de graça”.
Luó e Mavoyo trocaram pães e cada ficou com um pão. Maludi e Cácata trocaram ideias e cada ficou com duas ideias. A que preparou para oferecer e a que recebeu de presente. Em tempo de crise é importante trocar ideias.
 Essa nota introdutória remete-me ao meu bloco de notas para rebuscar as principais ideias trocadas na palestra sobre Gestão de Economia Doméstica, realizada no Ministério da Geologia e Minas e que foram oradores os economistas António Kibonda e Lourenço Kibonda. Eis algumas ideias:
A)     CRISE:  para os japoneses e chineses significa PERIGO e OPORTUNIDADE. Logo deve ser aproveitada como oportunidade para fazem melhor.
B)      Fazer a coisa da mesma forma não produz resultados melhores. Hoje, a mesmice produz já resultados menores.   
C)      Ao gastar é preciso definir prioridades.
D)     Para definir prioridades é importante Planificar, Disciplina no cumprimento do planificado e Determinação que se pode traduzir em resiliência ante a tentações de adquirir o que não esteja no plano.
E)      É importante ir às compras com uma lista de necessidades e valores para cada item, resistindo à compra de produtos periféricos que podem desestruturar o plano de compras.
F)      O crédito e o parcelamento são as melhores formas de pagamento numa economia devidamente estruturada.
G)     Antes de comprar deve colocar-se as perguntas: (i) - preciso realmente disso? (ii) - posso comprar? (iii) - tem de ser agora? (iv) – a compra tem de ser agora? (v) – existe um produto alternativo mais barato?, (vi) – a despesa está planificada?
H)     Em tempo de crise, CRIE. Altere as prioridades e mantenha os valores (princípios). Priorize as aptidões adormecidas. Saia da área de conforto, pois,
I)        Quem não estabelece prioridades desperdiça oportunidades.
J)       Para medir o grau de prioridade, avalie o grau de Importância e de Urgência.

Faça como Maludi e Cácata. trocaram ideias e cada ficou com duas ideias em vez de um presente apenas. Cultive-se e circule informação.

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