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quarta-feira, julho 25, 2007

VIVER LUANDA




Em Luanda desde 2 de Julho vou assistindo a "cenas" que só a uma cidade como esta, a capital do país, se podem atribuir.

-Um candongueiro que ultrapassa à direita e mata um oficial da polícia sem que se tivesse dignado em socorrer o sinistrado. O assunto é tema diário da vox populi.

- Um congresso da UNITA em que a TPA e algumas rádios falham a cobertura do encerramento,passando, por isso, imagens de arquivo do congresso anterior. E pior:

Acordou-me no dia 21/07/07 uma chamada telefónica de um amigo que sabe que já não estou no jornalismo activo.

-Epá! vi-te no congresso da UNITA, mas parece que são imagens de 2003.

Ainda bem que legendaram. Porque eu não sou jornalista no activo e membro deste partido nem pensar...- desabafei.

-Assisto tb. a cenas de terrenos revendidos. Outra vez essa?

E desta vez a vítima, quase vítima fui eu mesmo. A minha possessão na Kamadeira II/Viana foi "invadida" por um suposto dono que afinal de contas nem sabia onde comprou... Coisas de Luanda.

Também nesse periodo. A Princesa que se tornou facto. Lá brilha no colo da Landinha desde 17 de Julho.

A completar a alegria de estar em Luanda as recepções calorosas que me foram brindadas nas redacções centrais da RNA, LAC, Jornal dos Desportos e Eclésia. Afinal de contas sou um jornalita que foi ver velhos e recentes amigos de caminhadas.


Muito agradecido, companheiros.

Luciano Canhanga

1 comentário:

Edson Macedo disse...

Meu caro. Luanda é a cidade que tem policias de transito que descriminam multas pela cor. Ou seja: carros com matrícula preta pagam e com azul ou amarela não pagam. Luanda é a cidade onde a polícia retirou e prendeu proprietários de clubes de video por terem nas suas casas filmes pornográficos e no entanto os filmes circulam pelas ruas e entram pelos nossos carros a dentro mesmo qdo acompanhados dos filhos nós estamos. Luanda é a cidade onde se prendem taxistas mas não se toca nas empresas de segurança q fazem igualç e algumas vezes pior q os taxistas. Ainda assim, e por muito mais, e parafraseando Teta Lando, "é como uma mãe já velha e acabada que deve ser mais amada".