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sábado, fevereiro 17, 2007

SE ELES PUDESSEM VER E AGIR


QUANTA DOR me provocam as ravinas que comem Saurimo todos os dias a olho nu. Sou forasteiro e novato ainda nesta urbe, mas sinto como se ela fosse já minha.

Sei que bons trabalhos foram, em tempos, efectuados em parte da cidade, mas o mal ainda persiste noutras. À saída para Lucapa a estrada pode ser definitivamente cortada pela fúria da água da chuva. A imagem fala por si. E não fica muito longe da Cidade. São poucos metros do Txicumina, a primeira rotunda que d à cidade.

Entre a cidade e o rio Muangueji as manilhas que escoam as águas duma nascente próxima estão entorpecidas e a corrente passa por cima do já desaparecido asfalto, roendo a plataforma (estrada).

Contam-se estórias de trabalhadores de Catoca que ficaram dois dias sem trabalhar porque no mesmo sitio a chuva tinha sido mais forte do que a reacção dos homens do e com poder.

É certo que a natureza já foi, em tempos, mais forte do que os homens. Hoje, porém, o homem contorna quando quer. Se querer é poder que a canção se torne acção.

Soberano Canhanga

3 comentários:

Marta disse...

Olá . As chuvadas têem feito estragos impressionáveis! Muito grata pelas tuas fotos.Resta a beleza implacável das flores e promessas de frutos. Muito grata pelas tuas fotos. Espero que os meus queridos tchokwes não percam a luta contra as adversidades que às vezes a natureza nos oferece, lembro-me de como a chuva lavava e refrescava a face da cidade deixando um agradável cheiro a terra e madeira. Também me lembro de "tomar banho" á chuva e olhar o brilho esplendoroso das matas quando voltava o sol.
Marta

Marta disse...

Oi Soberano

Infelizmente nós não podemos agir.
Nós Angolanos e filhos e netos de Angolanos, que é o meu caso, fomos escorraçados da nossa Terra e da de nossos pais e avós, para dar-mos lugar a outros povos que em nada se identificavam com o nosso povo Angolano e assim nada fizeram por ele.
Chegaram, exploraram, pilharam e partiram sem nada de bom deixarem.
Meus antepassados e os antepassados europeus (maioritariamente portugueses) de muitos de nós, cometeram muitos erros contra o Povo Angolano. Mas, as gerações mais recentes, amaram o povo Angolano e contribuiram para o desenvolvimento da sua Pátria e, obrigados, partiram mas, deixaram uma Terra que fazia inveja à maioria das Pátrias europeias.
Digam o que disserem, a geração de nossos pais e a nossa geração (não olhemos a excepções pois essas existem em tudo) que viveu em Angola, amam aquela Terra e sentem-a como sua Pátria também.

Um abraço para todos os Angolanos com os votos de que Angola venha a ser uma próspera Nação.

Marta Miranda

A. Mendes disse...

Olá Soberano moiwé . De que parte de Angola és? Eu nasci no Quela (Malange)
e vivi no K.Sul e em Luanda.Desejo-te uma amena estadia em Saurimo onde vivi
parte da minha infância e a juventude e que sejas um soberano da informação.
Um kandando.
A.Mendes