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quarta-feira, junho 29, 2011
XÉ MOCIANO, JÁ SÃO 14 ANOS?
quinta-feira, junho 23, 2011
EVAPOROU-SE O "GASOLINA"
segunda-feira, junho 20, 2011
ACORDO ORTOGRÁFICO: QUE GANHA ANGOLA COM ADIAMENTO DA SUA ADOPÇÃO?
- O QUE É QUE ANGOLA GANHA?
sexta-feira, junho 17, 2011
OS MEUS VÁRIOS PSEUDÓNIMOS
segunda-feira, junho 13, 2011
ANGOLANOS "ESCRAVIZADOS" POR CHINESES
sexta-feira, junho 10, 2011
A SANTA DE KATETE!
Entre as muitas ideias preconcebidas que ouvi durante a infância, houve uma que encontrou eco na minha imaginação e demorou anos a ser desmontada da minha concepção do mundo: a de que "não havia sequer um katetense de bom coração".
Era uma crença repetida quase como verdade absoluta entre malanjinos, lubolenses e tantos outros povos que afluíram para Luanda nas décadas de 1960, 1970 e 1980. Dizia-se que os naturais de Katete, na região de Icolo e Bengo, alimentavam um sentimento de superioridade em relação aos demais povos, que consideravam menores ou menos importantes. Por essa razão, os mais velhos chegavam mesmo a desaconselhar qualquer enlace matrimonial com pessoas daquela região.
Lembro-me igualmente de certas provocações que, embora ditas em tom jocoso, revelavam preconceitos recíprocos. Uma vizinha oriunda de Icolo e Bengo costumava gracejar com a expressão: "Akwa Lubolu adya jinyoka" (os lubolenses comem cobras). A minha mãe, sem perder a serenidade nem o sentido de humor, respondia prontamente: "Makutu, kadyé jinyoka. Adya ngó jimoma" (é mentira, não comem cobras; comem apenas jibóias). Entre risos e trocas de palavras, reproduziam-se estereótipos que passavam de geração em geração como se fossem retratos fiéis da realidade.
Mas a vida, essa grande mestra das verdades, encarregou-se de desfazer perante os meus olhos aquilo que os preconceitos insistiam em construir.
Ainda menino, conheci uma mulher proveniente de Katete que, através dos seus gestos, da sua bondade e da sua capacidade de servir os outros, demonstrou que tudo quanto se dizia não passava de mera insinuação preconceituosa. Era a minha querida Tia Santa, esposa do meu finado tio António Infeliz dos Santos.
A sua generosidade era tão natural e tão abundante que dispensava proclamações. Fazia o bem sem esperar reconhecimento; ajudava sem medir sacrifícios; acolhia sem distinguir pessoas. A sua conduta era de tal forma exemplar que muitas religiosas poderiam encontrar nela uma referência de dedicação ao próximo. O nome assentava-lhe com rara perfeição: Santa.
Foi ela quem, sem discursos nem debates, derrubou uma das primeiras muralhas de preconceito que encontrei na vida. Ensinou-me, pela força do exemplo, que a bondade não tem origem geográfica, nem pertença étnica, nem fronteiras culturais. Os bons e os maus, os generosos e os egoístas, encontram-se em todos os povos.
Deus chamou-a na madrugada de hoje.
Partiu a minha Tia Santa de Katete, sem que eu pudesse retribuir plenamente o muito que fez por mim e por tantos outros. É uma das ingratidões da vida: por vezes, aqueles a quem mais devemos partem antes que tenhamos oportunidade de lhes expressar toda a nossa gratidão.
Fica, por isso, esta singela homenagem à mulher que honrou o seu nome e que, com a simplicidade dos justos, deixou marcas profundas na vida daqueles que tiveram o privilégio de a conhecer.
E se a morte é, de facto, o descanso dos que cumpriram dignamente a sua missão neste mundo, então descansa em paz merecida, minha Tia Santa.
quinta-feira, junho 09, 2011
DUAS NOITES EM CASA DE SONHOS

segunda-feira, junho 06, 2011
UMA CASA COM VISTA PARA O LAGO
quarta-feira, junho 01, 2011
ALGUÉM (OU)VIU POR AÍ A SENHORA NGWITYUKA JOSEFA MATIAS?
De um caso,embora familiar, de que se esperava mais debate e acompanhamento por parte da media que o trouxe a público, caiu-se num autêntico sistema polar (tudo gélido).
Afinal de contas quem faltou com a verdade?
É que nem a família do cidadão Eduardo dos Santos veio a público informar os passos jurídicos efectuados para levar a burladora a fazer contas com a justiça, nem Ngwityuka reapareceu para dizer que já está em família. E o tempo passa!

