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quinta-feira, setembro 29, 2011

OS 4 B´S DO "MANDA-CHUVA"E OS "GEORGE WASHINGTON´S" DO POVO

Sem demérito ao trabalho alheio e a benevolência ou espírito beneficente que possa assistir entre os "papões grandes" da nossa "política activa", gostaria de entender e saber: onde os 4 B´$* do M retiram o dinheiro com que se fazem "passear" a arregimentar aduladores?

É "tanta parra para tão pouca uva", ou seja, é tanta oferta/esbanjamento para tão inexistentes/desconhecidas empresas geradoras de tais dinheiros.

Não andarão por aí alguns Chico-Espertos a buscarem deificações a custa de dinheoro das contribuições sociais dos funcionários e trabalhadores honestos desta terra?

Por favor, gostaria de receber, aqui, apenas contribuições e relatórios gerenciais com os lucros das empresas dos 4 B´$ do Manda-Chuva que pasasam a vida a distribuir George Washington´s em tudo quanto seja acto público/político passivel de conter possiveis eleitores ou desertores do lado oposto.

Alguém mostra a "mutondo wa falanga"* desses camaradas?

*- árvore de dinheiro, em Cokwe.

sábado, setembro 24, 2011

Quem fez, Quem impediu fazer e Quem deixou de fazer?

O que se reproduz nas linhas que se seguem são vozes que ecoam por tudo quanto é submundo. Lá onde a miséria abunda. Nos kandongueiros e no comboio rafeiro, nos autocarros da Tcul, nos komba-ditôkwa, nas casas de kimbombo e kapuka, nas casas de prazer que deixaram de existir apenas no famoso B.Ô., nos corredores ministeriais (à surdina), nas praças do povo (que saudades do Tira Bikini, Ajuda-Marido, Cala-a-Boca, Corridas e mais tarde o falecido Roque Santeiro), nos comícios (onde uns levantam o braço na hora do viva mas baixinho dizem abaixo), nos debates universitários onde a verdade impera sobre o “politicamente correcto”, no enfim, etc.

O resumo dos últimos debates e reportagens trazidos pela media (privada angolana) pode ser sintetizado nas perguntas e respostas que se seguem:

- Quem trouxe a corrupção em Angola, foi Agostinho Neto?
- Nãããooo!

- Foram os seus sucessores?
- Nim! (quando não é silêncio).

- Quem destruiu o país, foi a oposição?
- Nim! (e perguntam-se qual, como, porquê e com quem)

- Quem deixou de governar para as próximas gerações?
- O Governo!

- E para quem Governa a liderança do país?
- Para as próximas eleições!

- Qual é o discurso mais vezeiro?
- Nós fizemos… Na medida do possível, vamos/estamos a fazer… Eles só criticam e nada fazem para além de terem destruído o País…

- De que mais se queixa a oposição?
- Houve roubo de votos… Estão a perpetrar uma nova fraude…

- Que mais os angolanos vêm dia após dia?
- Uns (poucos) cada vez mais ricos e outros (muitos) cada vez mais indigentes.

- Que faz a oposição?
- Finge que não vê e reboca-se às manifestações dos miúdos descontentes.

- Que país tem o Banco Central mais aberto do mundo?
- Angola!

- Que país tem uma Alta Autoridade Contra a Corrupção, Lei da Probidade Administrativa, Tribunal de (faz) de Contas e outros diplomas que nunca foram aplicados?
- Angola!

Porquê?
- Porque o legislador é adulador do ladrão. Serve-se da ladroagem e a aplicação da lei pode significar fim dos dois!

- Qual é o tempo de trabalho para que se atinja a reforma?
- 35anos de efectividade!

- E porquê que os primeiros dirigentes do Pais, que já tem 36 anos de independência, ainda estão no Governo?
- Porque estar no Governo é estar de bem com a vida!

- E o que é estar de bem com a vida?
- É estar sempre a somar para o bolso, subtraindo do povo!

- O que dizia Agostinho Neto a propósito do povo e do Partido?
- O MPLA é o povo e o Povo é o MPLA!

terça-feira, setembro 20, 2011

DIREITO À MANIFESTAÇÃO TRANSFERIDO PARA A "CASCA DA ROLHA"

As manifestações em Luanda, doravante, só em Cacuaco, Chicala, Ilha do Cabo, Cazenga, Zango, Benfica e etc. A decisão do Governo da Província foi ontem difundida pela media. 

O 1º de Maio fica reservado a "sei lá quem é".

Aguardemos pelo 24 de Setembro, data da grande manifestação prometida pelo Comité Provincial do MPLA de Luanda e lá se saberá se quem tem, doravante, direito a manifestar-se no 1º de Maio e noutros locais da cidade capital.

sexta-feira, setembro 16, 2011

COMO DAR A VOLTA AO LÁPIS AZUL

Na constância de um forte “lápis azul” a inteligência e astúcia jornalística acabam sempre por encontrar uma brecha. É que nem o temível António de Oliveira Salazar e a sua temível PIDE/DGS foram capazes de travar o vento com as mãos, impondo uma forte censura nas artes e no pensamento.

Cá, entre nós, há bons exemplos como o que se segue:

ANGOP, 04-09-2011 14:58, Luanda.
“TPA repudia tentativa de agressão de seus profissionais por manifestantes
Luanda - O conselho de administração da Televisão Pública de Angola (TPA) condenou hoje, em Luanda, a tentativa de agressão a que foram alvos, sábado, os seus profissionais por parte de jovens manifestantes no largo da independência.

Numa nota de repúdio, a TPA refere que esta atitude fere o princípio do livre exercício da actividade jornalística. "A TPA repudia a acção e lembra que ela fere o direito dos telespectadores de serem informados", sublinha o documento.

A direcção da TPA solidariza-se também com os profissionais da RTP que de igual modo foram vítimas desta acção.

A manifestação é da iniciativa de uma organização de cariz político, designada Movimento dos Jovens Estudantes Revolucionários”.

Afinal, embora se tenha explorado um dos piores ângulos, sempre se falou de uma manifestação ocorrida em Luanda, o que não deixa de pontuar na tabela daqueles que queriam tornar a marcha conhecida pelo mundo fora.

segunda-feira, setembro 12, 2011

UM MABOQUE AGRIDOCE

Não sou muito apreciador de Maboques, muito menos os que o grupo Cesar & Filhos atribui anualmente aos jornalitas.

As minhas razões para tal são simples e resumem-se no seguinte:
1- Por o prémio principal ser dedocrático e beneficiar, grande parte das vezes, pessoas que "servem/serviram a sala" como razão principal da escolha (salvaguardado o mérito de alguns).
2- Por se ignorarem sempre os homens e mulheres da Angop que "muito fazem e nada saboreiam"
3- Por se ignorar, de forma reiteirada, o jornalismo digital que já dá cartas e provas suficientes,
4- Por os demais maboquinhos (categorias) serem atribuídos com o simples sentimento de "distribuir o bem pelas aldeias", como que buscando um equilíbrio político.

Esta edição, de 9 de Setembro, teve, porém, um sabor diferente. Uma jovem a quem tive o privilégio de ensinar o Lead acabou agraciada com um maboquinho de 4 rodas (viatura), o que me agrada e incentiva a ensinar outros Leads.

Parabéns, Zenilda Volola, pelo maboquinho, embora agridoce pelos motivos acima enumerados.

sexta-feira, setembro 09, 2011

Os 2 Biliões de USD e a Locomotiva de 1972 do CFB

Quase morri de susto quando tomei conhecimento da "boa nova", que nos foi passada pelo meu confrade Alexandre Cose, via facebook, segundo a qual "a locomotiva que puxa as carruagens do CFB do Lobito ao Huambo é já  velhinha, comprada pelo governo colonial português à General Motors, em 1972".

A linha ferroviária entre o Lobito e Huambo foi inaugurada no dia 31.08.2011, pelo Presidente angolano (JES), depois de reabilitada, tendo as carruagens sido adquiridas na África do Sul.

Tão linda como parecia na foto, fruto de uma pinturazita, e tão velhos que eram os seus componentes, só me deu mesmo vontade de pensar em Kristo (músico angolano) e na sua querida Ngaxy (cuja chaparia por fora está bala, mas o motor está a babar óleo).

Retruquei: "Cose, não pode ser. Como é que inauguram uma linha ferroviária novinha em folha, compram novas carruagens à África do Sul e usam uma locomotiva de 1972"?

Muitos vieram dizer (comentaram no facebook) que "o mais importante é a linha férrea e a sua inauguração". Discordei e continuo a discordar. Não pode ser.

E, no calor do debate, um outro confrade, o Teixeira Cândido, colocou uma pergunta subreptícia a que ninguém repsondeu. Dizia ele: "que tal se lhe chegsse à mão um jornal escrito em 1972, diríamos que tem notícias"?

Mas, mais do que o comboio velho que, com certeza, terá de parar muitas vezes pelo caminho, o que me chamou a atenção foi a afirmação do Ministro Augusto Tomás, quanto aos gastos da empreitada de reabilitação e apetrechamento. Disse ele que foram 2 biliões de dólares gastos. E me pergunto, nestes dois bis também inclui o custo do comboio que os tugas deixaram ou o dinheiro das locomotivas que teriam de ser novas foi parar em uma quinta?

segunda-feira, setembro 05, 2011

"NOVAS MENTIRAS"

"O PAÍS ESTÁ CANSADO DE MENTIRAS"
  "PRECISAMOS DE MENTIRAS NOVAS"

São slogans Tugas que muito bem se podem aplicar à ex-colónia da África Austral (atlântica) que precisa de um Governo ao serviço das Próximas Gerações em vez das próximas eleições!

sexta-feira, setembro 02, 2011

O PATRIOTISMO E A PRESTAÇÃO ANGOLANA NO AFROBASKET

São inúmeras as vozes que se levantam e se dizem desagradadas com a prestação do nosso cinco nacional na camapanha basquetebolística "Madagáscar 2011". Tais vozes, algumas até dotadas de capacidade racional, vêm apregoando que "houve um fraco empenho dos rapazes em campo", quando não atribuem culpas à equipa técnica e federativa.

Daqui, da minha esquina, onde com olhos "jukulados" vejo o possível, enchergo que é preciso dividir as culpas. Ou melhor, desculpabilizar os jogadores que tudo fizeram para trazer a taça e até mesmo a federação. E argumento:

1- Chegar à segunda posição do afrobasquet, embora engatinhando, é obra.

2- Se Angola, enquanto detentor do ceptro, treinava 30 minutos por dia, para manter a forma e revalidar o título, convenhamos saber que os candidatos dobraram o tempo para aparecer em melhor forma do que os "ADVERSÁRIOS A ABATER".

3- Se os dirigentes/governantes angolanos se davam ao luxo de contrair uns "kilapis" aos jogadores, mesmo sabendo que isso podia criar algum descontentamento ou no mínimo esmorecimento, os candidatos ao trofeu fizeram o inverso: Pagaram e motivaram mais do que nós.

4- Se os nossos políticos interferiram nos assuntos técnicos para que os "refilões" ficassem de fora da convocatória, para não criarem um mau clima, os outros deixaram a política com os políticos e o basquete com os basketebolístas.

E há muito mais que se pode dizer. O que é mau, e sabe-se, é que na hora de interferir os políticos mandam recados sob a capa de "orientações superiores", puxam para si as vitórias quando acontecem e descartam-se das responsabilidades pelos recados emitidos quando a coisa vai para o torto. Seria bom que os homens dos recados aparecessem e mostrasem a cara assumindo também a co-responsabilidade no "descalabro".

Por fim, é preciso tambem notar que a perda de uma final não é o fim do poderio do nosso basquetebol. Para mim foi apenas uma batalha perdida. Não fica bem, nem é elegante, afirmarmos que o segundo lugar conseguido em Antananarivo significa o fm da nossa hegemonia continental. Ainda temos forças que chegam para outros voos bem.

Busquemos uma analogia com o rei-futebol: O Brasil, selecção mundial mais tutulada,  não ganha todos os mundiais, mas em todos os campeonatos o Brasil é sempre Brasil e penso que no basquetebol africano Angola será sempre Angola.

Que assim seja!

domingo, agosto 28, 2011

VIV´ANGOLA: QUE VENHA A TUNÍSIA!

Desta vez sim: VIV´ANGOLA!
Os ninís (nigerianos) foram, ontem, bem despachados. O cinco nacional convenceu em Madagáscar onde defende o cetro continetal. Hoje estaremos todos, sem incredulidades, a torcer para o 11º título africano de basquetebol sénior masculino.

Agora sim: VIV´ANGOLA, VIV´A Selecção e Que Venha a tunísia!

sexta-feira, agosto 26, 2011

O ÓPIO DESPORTIVO E A (10)CRENÇA NOS RESULTADOS

Portanto, (entrada atípica no jornalismo) a nossa selecção de basquetebol, que defende o título continental em Madagáscar, teve ontem uma final atípica. Passou à fase seguinte (meias-finais) depois de estar a perder por cinco pontos quando faltavam apenas dez segundos. Conseguiu o empate, frente aos camaronoses, que lhe proporcionou um prolongamento vencido por um ponto de diferença.

Disseram os comentaristas e comentadores que foi, de facto, "uma final imprópria para cardíacos". E fez-se festa!

Como sempre, embriagados pelo "ópío" do desporto, estamos hoje a falar somente do basquetebol, das lágrimas do Armando Costa nos derradeiros lances da vitória e do facto inédito duma qualificação conseguida à "ferro e fogo", inteligência e paciência, deixando ao esquecimento todas as demais "malambas da vida". Hoje, todos nós, negros e brancos, vermelhinhos e verdinhos (principais cores partidárias), somos todos angolanos e apoiantes do Jaime Covilhã e seus "muchachos".

Mas é preciso ter em conta que traga ou não a nossa selecção o 11º título continental, as nossas diferenças, as nossas alegrias, as nossas tristezas, os nossos sofrimentos, os nossos amores e desamores, continuam à espera do esfumar da embriaguês.

Bem haja basquetebol.

domingo, agosto 21, 2011

"ISTO ALEGRA-NOS E INSPIRA-NOS"

Marketing político ou não, foram as palavras expressas pelo Presidente moçambicano após visita à cidade do Kilamba.

Armando Guebuza, que cumpre o seu segundo mandato constitucional, depois de ter substituído a Joaquim Chissano, participou, em Luanda, na Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da SADC que o nosso país acolheu a semana finda.

"Isto alegra--nos e inspira-nos", disse, argumentando que "só a paz permite tão elevadas realizações".

Se a cidade do Kilamba inspira Moçambique, seria bom que os nossos governantes buscassem também inspiração nalguns êxitos conseguidos e já consagrados pelos "irmãos do Índico"  que em termos de rotatividade já têm os "motores em alta rotação".

quarta-feira, agosto 17, 2011

KANDONGUEIROS INSPIRAM ARTISTAS

Autocarros públicos, óbitos, kandongueiros, igrejas e outros locais de grande concentração, onde o povo se mistura e fala de "boca aberta", inspiram artistas de Banda Desenhada.

A afirmação é dos autores das séries "Ti Chico" (Pululu) e "Kabetula" (Olímpio), em conversa na ZTV desta terça-feira.
Já há alguns anos, o autor desta página tinha contado a sua experiência em kandongueiros e autocarros públicos que serviam de fonte de inspiração e barómetro da sociedade (o quanto vai a nossa coisa comum), trazendo para os leitores o muito que se pensa e se diz naqueles lugares/transportes.

Para quem não sabia e àqueles que colocaram em dúvida o que leram em "Cantos anónimos" aqui fica a apreciação de quem vive e retransmite o que se vive. "É nos kandongueiros, nos óbitos, nos autcarros, nas igrejas e nos comboios rafeiros que se fala sem temor e se contam as melhores piadas".

sábado, agosto 13, 2011

VIR DE LONGE E VER A MUDAR: A DOCE SENSAÇÃO

É indiscritível a doce sensação de voltar à casa e ver tudo mudado:
- A árvore que cresceu, o cachorro que já ladra, o "mubingano" (filho) que já pronuncia palavras que a uma semana não balbuciava, o maracujaeiro que floriu, a casa que ganhou fissuras, a filha que já menstrua, etc., diferenças que só quem vem de fora nota, já que, para os de casa, tudo contiua igual, ou pelo menos as coisas se passam de forma despercebida.

Essa elegria permite até descontar, com maior naturalidade, a traquinice do "caçula"  que quebrou a tela de 50 polegadas.

terça-feira, agosto 09, 2011

ATRASO NA ALOCAÇÃO DE VERBAS PODE COMPROMETER ELEIÇÕES

O recado foi transmitido ao EXECUTIVO Central pela presidente da CNE, em entrevista a TPA, do dia 07 de Agosto. Suzana Inglês, que se apresentou bastante comedida nas afirmações, fez um apelo viemente ao Executivo para que não se vivam os constrangimentos de 2008. E, no seu entender, tudo passa pelo desbloqueio antecipado de verbas para a preparação de questões pré-eleitorais.

Disse que, na sua óptica, o pacote legislativo, em discussão no parlamento, não trará grandes mudanças do ponto de vista estrutural; assegura que a CNE é um órgão independente neste momento, desmentindo as alegações de partidos da oposição e argumenta que a suspeição, em relação a CNE, tem a ver com a fraca formação e informação dos políticos e populares.

“Os políticos também precisam de estar formados a respeitar e a não destratar as instituições. É preciso identificar fraquezas, mas fazer propostas utilitárias que propiciem a resolução de problemas e conferirem fortaleza às instituições do Estado. É preciso ver que as instituições sociais, como a família, tb precisam de ser reconstruídas, pois a guerra destruiu todos os valores.

Quanto à imagem da CNE, Suzana Inglês foi peremptória: “Desde que entrei para a instituição tem sido minha preocupação permanente conferir imagem mais credível à CNE. Não por causa das críticas que se colocam em relação à instituição, mas porque temos a noção do serviço e da confiança que nos foi depositada”, arguiu.

Sobre o desconhecimento da CNE por parte dos angolanos, a líder máxima da CNE diz: “Os angolanos conhecem mal a CNE por culpa de todos nós. Por culpa também da imprensa que, às vezes, não estuda bem as matérias e confunde as instituições, o que leva também a levar os angolanos a confundirem as instituições e por culpa de todos nós que, se calhar, temos de nos dar mais a conhecer”. Suzana Inglês foi mais adiante ao afirmar que “Há pessoas que confundem a CNE pelo MAT… não estamos a nos desculpar invocando os erros dos outros mas devo dizer que a questão da educação cívica é muito séria e precisamos de fazer uma educação cívica eleitoral muito forte”.

O modelo de organização de eleições também passou em revista e, sobre a questão, Suzana Inglês explicou que “Não há melhor nem pior modelo de organização eleitoral. Tudo depende do contexto e do país. Para nós, é este modelo híbrido em que concorre o governo no registo eleitoral e mapeamento que é aprovado pelo CNE. Todo o resto é da competência da CNE. O angolano modelo não subalterniza a CNE. Esse é um modelo como há”, afiançou.

À pergunta sobre se haá factores que possam pôr em causa a organização das próximas eleições a Jurista respondeu: “O apelo que faço ao Executivo é no sentido de colocarem ao nosso dispor os meios necessários como os orçamentos. Há meios que já estão obsoletos, como viaturas, temos que ver a questão da manutenção/restauro dos gabinetes municipais e melhorar o sistema de comunicação a nível nacional, etc., é por isso que apelamos que seja desbloqueado já o orçamento adicional para que possamos realizar actos pré-eleitorais para a garantia do sucesso do processo”, disse em entrevista conduzida por Manuel da Silva.

sexta-feira, agosto 05, 2011

ESTIVE LÁ: FINALMENTE O "CANUDO"

UPRA outorga diplomas a mais de mil estudantes
("Vocês foram julgados pelos professores que vos aribuiram o grau de licenciados, mas a nota deles será ditada pela vossa prestação e junto da sociedade que vos vai avaliar. Se tiverem boa avaliação essa será a dos professores. Se tiverem má prestação e má avaliação, esta também será a dos vossos mestres. Ide e estudai sempre" João Teta).

Mil e 509 estudantes finalistas da Universidade Privada de Angola (UPRA) receberam a 29 de Julho, em Luanda, os seus diplomas de fim de curso, depois de seis anos de formação.

A cerimónia foi orientada pelo secretário de Estado da Ciência e Tecnologia, João Teta.
Os finalistas foram formados nas áreas de Arquitectura e Urbanismo, Engenharia Civil, Engenharia Informática, Ciências Farmacêuticas, Enfermagem, Fisioterapia, Psicologia, Comunicação Social, Contabilidade e Gestão e Relações Internacionais.

Durante a cerimónia, o secretário de Estado da Ciência e Tecnologia disse ser importante que os jovens estudem, por forma a contribuírem para o engrandecimento do país.

Para si, a formação nunca acaba, daí ser necessário que as pessoas aumentem os conhecimentos, para não serem ultrapassadas.

João Teta referiu igualmente que é importante investir-se na formação, pois garante o futuro de um ser humano.

"Todos os estudantes que neste momento estão a receber diplomas devem pôr em mente que ainda não são doutores. São apenas licenciados. Por isso, devem continuar a estudar para atingirem outros níveis académicos", referiu.

(Teta referiu-se ainda ao baixo número de formados em engenharias, apelando a um maior investimento nestas áreas do saber científico. "Um país como o nosso que está em construção precisa de muitos engenheiros", disse).

A Universidade Privada de Angola existe desde 2005 e realizou pela primeira vez a cerimónia de outorga de diplomas.

A cerimónia foi assistida pelo vice-ministro da Comunicação Social, Manuel Miguel de Carvalho “Wadijimbi”, representantes governamentais e docentes de universidades públicas e privadas.
 
NB: Texto da Angop com acréscimos meus.

sexta-feira, julho 15, 2011

LEI DA "ROLHA": Cód. Penal colide com exercício do Jornalismo

Alvo de uma contestação da classe jornalística nacional encabeçcada pelo Sindicato dos jornalistas angolanos a o projecto da chamada "Lei das TIC" que criminalizava vários aspectos da actividade jornalística rezava no seu artigo 17 o seguinte:

 "Quem, sem consentimento, oferecer, transmitir, disponibilizar ou difundir gravações, filmes e fotografias de outra pessoa, mesmo quando licitamente produzidos, através de um sistema de informação, é punido com pena de prisão de dois a oito anos ou com pena de multa correspondente".

Na aproximação de pontos de vista que se registou na sequência da reacção do SJA, o Ministério das Telecomunicações e Tecnologias de Informação, entidade proponente da Lei das TIC, aceitou introduzir no artigo 17 mais um ponto onde se adianta que "o disposto anteriormente não constitui qualquer impedimento nem agravo ao exercício legal da actividade de imprensa, especialmente, por parte de empresas jornalísticas que têm por objecto a recolha, tratamento e difusão de notícias, comentários ou imagens através da internet ou outros meios electrónicos, nos termos definidos por lei", uma aproximação que satisfez o SJA.

Agora que está em debate público o ante-projecto do código penal, a actividade jornalística vê-se novamente empurrada para um beco sem saída, ou seja, enconstada à parede.
no seu artigo 219, o documento supracitado ignora a especificidade da actividade jornalística que WD no seu Morrodamaianga considera de "forma bastante ambígua e mesmo ambivalente, como se tratasse de uma armadilha para apanhar incautos".

"CAPÍTULO VIII
OUTROS CRIMES CONTRA BENS JURÍDICOS PESSOAIS
Artigo.º 219.º
(Gravações, fotografias e filmes ilícitos)
1. Quem, sem consentimento:
a) gravar as palavras de outra pessoa não proferidas em público, mesmo que lhe sejam dirigidas;
b) utilizar ou permitir que se utilize a gravação, mesmo quando seja licitamente produzida é punido com pena de prisão até 1 ano ou com a de multa até 120 dias.

2. A mesma pena é aplicável àquele que, contra a vontade de outra pessoa:
a) a fotografar ou filmar, mesmo em reuniões ou eventos em que tenha legitimamente participado;
b) utilizar ou permitir que se utilizem as fotografias ou os filmes a que se refere a alínea anterior, mesmo quando licitamente obtidos.

3. É correspondentemente aplicável o artigo 217.º.
4. O procedimento criminal depende de queixa."
 
» Ao ser aprovado como está redigido este documento legal, será possivel fazer-se um jornalismo plural e diferente do discurso oficial?
 
Extractos "roubados" do morrodamaianga.blogspot.com

segunda-feira, julho 11, 2011

RELEMBRAR GABY ANTUNES: A "MÃE" DOS ATRASADOS MENTAIS

Por mais que os detractores (aqueles que nunca se deram bem com os estudos nem com as exigências) se esmerem em denegrir a sua obra, apontando questões descabidas como as raciais que muitas vezes se ouvem a trás da porta, a mulher da foto, Maria Gabriela da Silva Antunes, de seu nome, fez obra e fez homens.

Homens como Wadijimbi (Vice-Ministro da Comunicação social e antigo homem forte do DIP-MPLA que numa homenagem feita pelos ex-alunos da finada professora declarou-se, ele também, um dos pupilos de Gaby), homens como eu e vários outros que são o que são graças à célebre estiga "Atrasados Mentais", algo que todos de bom senso procuraram deixar de ser. E era verdade que para o nível de evolução que o mundo já conhecia, quando colocados na balança os nossos parcos conhecimentos, prejudicados pela ausência de livros e bibliotecas, somado à inexistência de uma cultura que incentivasse a leitura, falta de informação plural e diversificada, não éramos outra coisa do que não fosse AM.

Estamos hoje nos ministérios, nos institutos públicos, na banca, nas empresas de comunicação social, na assessoria, na diplomacia e em outros campos de actuação, feitos homens e mulheres úteis, graças aos inputs recebidos de uma senhora que soube ser professora e simultâneamente mãe para muitos órfãos de mães vivas que éramos.

Aprender a escrever e a falar correctamente (Língua Portuguesa), conhecer as artes  e a cultura (ALA), e comunicar razoávelmente na língua inglesa foram imputs mais do que útes. E havia aulas em que confluiam as três cadeiras por ela ministradadas.

Ser bom ou razoável nas très disciplinas era o melhor que podia acontecer ao aluno da Gaby para que não fosse o pior dos AM( atrasados mentais). E esse epíteto era indistinto. Quer o AM fosse seu filho (que o diga o Jorge Antunes), miúdos de pão e leite do Alvalade, filhos de ministros e ou de embaixadores (oh Minguiedy estás aí)), miúdos do bombó com ginguba dos musseues de Luanda ou deslocados saidos  recentemente do interior... O tratamento era idêntico, diferenciando-se apenas aqueles que eram menos Atrassados Mentais do que os outros.

E lembro-me do dia em que estando no primeiro mês da nona classe (curso médio de jornalismo no IMEL, 1993), a coordenadora do curso (GA) pediu que me apresentasse ao seu gabinete.

- Então, Sr. Luciano, o senhor já tem a foto para o cartão de estudante?

Era o meu primeiro contacto frente-a-frente, fora da sala de aulas, onde os “estilhaços” eram para todos. Fiquei apavorado, tentando endireitar a resposta que até era fácil. Acabei trocando o “trago-a amanhã” por “ levo-a amanhã”.

- Oh, seu atrasado mental, quem vem traz, quem leva vai. O senhor tinha que dizer que a vai trazer amanhã. Se já a tens dá-ma então.

Aprendi para o susto e aprendi a lição. Passei a “professor" dos meus amigos do musseeque Rangel que na minha presença nunca mais ousaram em trocar o trazer por levar e vice-versa.

São episódios como estes, e muitos outros, que os ex-estudantes da Gaby, no IMEL, vão trocando e trazendo à memória no Facebook. Já que fomos muitos, contando com três novas turmas em cada ano.

Houve ao longo do percurso aqueles que, por demasia do seu Atraso Mental, ficaram mais do que os três anos do então curso médio de jornalismo (não foi o meu caso, pois dei uma de vini, vidi, vinci), estes tiveram de aturar a "mãe" por mais algum tempo. Outros desistiram do curso, procurando a conhecida facilidade do PUNIV e houve ainda os que só concluíram o curso depois da professora ter dado a sua última aula. Também não faltaram os que fugindo da Gaby compraram certificados doutros institutos e hoje são “doutores”. Cada teve a sua sorte e o seu apreço ou desapreço pela Gaby que, quanto a mim, foi, de facto, uma mãe na ausência da Dona Maria Canhanga

Gabriela Antunes nasceu a 8 de Julho de 1937 em Nova Lisboa (Huambo).

sexta-feira, julho 08, 2011

A BANANEIRA QUE VEIO DO LIBOLO

Há sensivelmente dois anos fui ao Bom Jesus falar com os meus primos que me deram algumas estacas de bananeiras (do tipo pão e de mesa). Levei-os ao Libolo e já dão frutos.

Um dia destes encontrei uma bananeira tombada devido ao peso do cacho. Com a catana cortei dois botões da base do caule e levei-os a Luanda. Em vasos diferentes os dois botões brotaram. Fizeram-se pequenas bananeiras.

Uma dei ao meu sogro que a levou ao Bié e outra ficou comigo. Já fora do vaso ela vai crescendo prometendo brindar-me com um cacho nos próximos meses (ou ano que vem).

Alinhada com a bananeira (pão) estão os eucaliptos, ta,mbém levados da Lunda Sul  a acácia.

segunda-feira, julho 04, 2011

UM OLHAR À OPOSIÇÃO AO EXECUTIVO DO MPLA

O MPLA, partido que governa Angola desde 11 de Novembro de 1975, conta, para além dos conhecidos partidos da opisição, com uma outra oposição muito mais forte, que consegue desacreditar com maior facilidade nas políticas e promessas dos governantes. Tratam-se das empesas públicas que, por sinal, são geridas por pessoas de confiança e indicadas a dedo.

Quero, nesse apeontamento que não é o primeiro do género, ater-me à prestação da EPAL (empresa pública de distribição de água a Luanda e suas congéneres doutras províncias) e da EDEL (distribuidpora de electricidade de Luanda e também congéneres noutras províncias).

As notícias que nos chegaram à casa, na semana finda, versavam sobre o "garimpo" de água em Luanda que na verdade é sabotagem/desvio de condutas e não garimpo (que quer dizer extracção ilegal de um bem/mineral). Chamado a comentar João Paulo Ganga, sociólogo, disse à ZTV que "a questão devia ser analisada a partir da base". O que é que leva os cidadãos a violarem as condutas da EPAL? Simples prazer? Existência de mercado provocado pela carência e carestia do precioso líquido ou simples propensão pela desordem?

O certo é que esta "empresa opositora" perdeu a luta da distribuição da água a todas os pontos de Luanda e por mais que se esforce a publicitar  a "água para todos" o povo sabe que, sobretudo em Luanda, não passa de promessas irrealizáveis. E o descontentamento só aumenta. Os desvios de condutas, por mais que a polícia ajude a desencorajar, só aumentam porque há cada vez mais carência e carestia, há cada vez mais bocas sedentas e quem devia resolver não o está a fazer.

Hoje, quem tem água canalizada faz o máximo para que outros não cheguem a ela. Constroem-se tanques de armazenamento de grande capacidade que abastecem à calada da noite ou madrugada cisternas que a revendem em áreas onde a EPAL nunca pensou em chegar. Com acções como essas aqueles que têm água canalizada mantêm as torneiras sempre abertas, impossibilitando que ela chegue ao morador imediato.
- Que fazer?
- Denunciar?
- Onde?
- Que segurança e garantia se dá ao denunciante?
- Que garantias se dá àqueles que tendo contratos com a EPAl e EDEL nunca têm o produto?

Conhecendo-se o que passa o cidadão para ter água e energia eléctrica em Luanda e noutras cidades e vilas do país, uma pergunta urge necessária: Por que o governo não se encarrega apenas da produção, deixando a distribuição aos privados, mediante um regime de preços vigiados?

quarta-feira, junho 29, 2011

XÉ MOCIANO, JÁ SÃO 14 ANOS?

A 28 de Junho de 1997 tua mãe e eu estavamos, à tarde, de mãos dadas ajudando-a a caminhar. Vivíamos cada um em casa de seus pais.

À noite, um emissário bateu à minha porta: " A Mónica está com dores", disse. Fui ao encontro do meu tio que estava com uns amigos e um deles se prestou em levar a Mónica à maternidadfe Lucrécia Paim (Luanda).

No dia seguinte, quando eu e tua avó materna chegamos ao hospital materno-infantil, a primeira coisa que fiz foi ver as listas dos partos bem realizados e outros infelizes.

Quase dei um pulo. Tua avó estava tão preocupada devido a idade da tua mãe.
- Tia Catarina, ela já deu à luz, um rapaz. Disse-lhe.

A Senhora quase que chorava, mas de alegria, é claro. Eram agradecimentos a Deus e a todos. Com meus amigos da dolescência parti para uma bebedeira. Um manongo-nongo, como dizem os tucokwe.

Hoje, 29 de Junho de 2011, são já passados 14 anos e tu de bebé primogénito chorão passaste a um rapazola. Como o tempo passa rápido!

Parabéns!