Dum lado uma televisão do povo, ou pelo menos ao serviço do cidadão (brasileiro e global). Doutro lado uma televisão ao serviço da Igreja universal.
Soube, através da própria
TV-IURD (Record), que 10 minutos de reportagens da Tv Globo sobre lavagem de dinheiro e associação criminosa na
Igreja do P'Edir Macedo (IURD), despolectada pala justiça brasileira e também reportadada por outros media, levantou a ira da
TV-IURD que aparece como guardiã do templo do seu patronato, a IURD. De lá pra cá tudo o que se vê na
TV-IURD não passa de uma campanha propangandística aberta contra a Globo pelo simples facto de ter levado aos quatro cantos do Globo uma verdade desvendada pela justiça.
Para mim, que nunca morri de amores por "Igrejas do Dinheiro", nem por colagens simamesas entre orgãos de informação e patronatos, assistir ao que a Record leva às nosssas casas, de forma desnivelada e pouco cordata, todos os dias, 24 sob 24 horas, é sintomático e chaga mesmo a ser cancerígeno.
Todos os consumidores das televisões brasileiras sabem que igreja tem senadores, deputados, partido político, aviões, iates, etc. Saberão também quem ensaca dinheiro por todos os pontos do universo em que se encontre (Angola incluída). Saberá também quem vende crucifixos feitos de "restos da madeira da cruz em que Cristo foi maltratado, há mais de 2000 anos".

Colocou-se (na TV da Universal) a questão de uma suposta
"inveja da Globo" dada a subida do share da TV-IURD que de 2004 a esta data passou de 9 para 16%, ao passo aque o da Globo baixou para 48%.
Insiste, nas suas homilias a TV-IURD, em apelar aos seus fiéis que se abstenham de ver a Globo. Será este um bom serviço? Ainda que ela a IURD tivesse razão suficiente para se sentir magoada com a Globo, devem os religiosos apregoar a vingança ou a morte de quem contra eles atente?
Pode considerar-se atentatória aos interesses da RECORD uma reportagem da Globo que é sobre a IURD e não sobre a Record?
Onde está o princípio da isenção ou da separação entre as instituições IURD e RECORD? Não haverá forte imiuscuissão duma em assuntos doutra?
E se a Globo fundasse também uma confissão global e em cujas homilias fosse apenas pregado o boicote às emissões da concorrente? E como ficam aqueles que não têm uma estação de Tv para se defenderem ou (contra) atacarem?
Para isso chamo os angolanos de bom senso para agir, não apenas como consumidores passivos mas também analisar com frieza necessária as "exportações televisivas" e os seus conteúdos e no fim decidir:
-Que devem os angolanos deixar de ver; a TV-IURD (Record) ou a TV Globo?
Luciano Canhanga