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quinta-feira, outubro 08, 2009
EXPULSÃO COMPULSIVA DE ANGOLANOS:TRUNGUNGUISMO OU RECIPROCIDADE?
segunda-feira, outubro 05, 2009
É URGENTE HUMANIZAR O TRANSPORTE INTERPROVINCIAL
Quem assiste a saida dos autocarros, de manhã, pode parecer-lhe que o processo é normal, pacífico e sem constrangimentos para os viajantes. Quem viaja tem, porém, outras estórias por contar.A primeira tem a ver com as enchentes nas instalações das transportadoras e da ausência de condições de acomodação dos passageiros que aí pernoitam.
Quem for, por exemplo, a Viana, pode, com os seus próprios olhos, ver e perguntar: o porquê daquela situação; por que ficam amontoados homens e cargas à espera da voz de comando para a tomada dos assentos nos autocarros; por que razão dormem as pessoas num apertado espaço da transportadora; por que não se marcam viagens com antecipação e certeza da hora e data da partida, etc.
O que assiti na SGO foram situações desumanas neste tempo em que o homem deve ser o mais precisoso tesouro. Outro aspecto tem a ver com a imperícia de alguns motoristas destas transportadoras, inúmeros têm sido os acidentes ao longo das estradas, muitos por imprudência e outros tantos por imperícia. Com ou sem vítimas, há sempre danos morais e até financeiros. É preciso mais atenção na admissão dos homens que têm por missão transportar vidas humanas. Julgo que tem de haver mais respeito por queles que fazem os nossos salários dos funcionários e os lucros dos patrões. Tem de haver um tratamento mais digno...
As empresas transportadoras deviam afixar horários de partida e o número de autocarros para cada rota (província). Deviam também proporcionar um serviço de reservas com o respectivo lugar no machimbombo.
Se assim fosse, sabendo de antemão a que hora parte o autocarro, poucos teriam a necessidade de dormitar nas instalações destas empresas, tão pouco ver-se na obrigação de partilhar o parco espaço com as diversas Imbambas.
Luciano Canhanga
Foto: G. Patissa
quinta-feira, outubro 01, 2009
MAGISTER DIXIT
Está aberto o debate sobre a forma da próxima eleição do Presidente angolano. À mesa vários argumentos e ORIENTAÇÕES...Luciano Canhanga
domingo, setembro 27, 2009
FAIR PLAY
Fair Play é fácil de aconselhar mas difícil de observar. Porém, tenho hoje de me submeter ao rigor, pois em jogos de futebol, onde haja observação de fair play, não deve haver combinação de resultados. Eles fazem-se em campo.sábado, setembro 26, 2009
A QUESTÃO DO "BOLO" NA GESTÃO PROVINCIAL
Angola, o meu país, tem dezoito desiguais províncias. Moxico (223.023km2; 240.000hab) e Kuando-Kubango são as mais extensas e por sua vez as que registam menor densidade populacional. Luanda a menor, concentra, porém, mais de 1/3 da população nacional, ou mesmo a caminho de acolher metade dos aproximados 15 milhões de habitantes.Por outro lado, hoje, quando se fala da repartição do bolo entre Luanda e as demais províncias, algo me ocorre: Enquanto mais pessoas houver, pressuponho haver também maiores problemas por se resolver. E Luanda passa por isso. Um hospital em Luanda é frequentado por mais pacientes, a sua degradação também é mais rápida do que numa outra circunscrição menos habitada.
A Cidade do Maputo, capital de Moçambique, tem o estatuto de província, para além da própria provincia do Maputo. Se para lá evoluirmos não seria pecado algum, desde que a proporção das bem-feitorias fosse de acordo à população administrada. Seria como no tempo da planificação alimentar: quem mais filhos tivesse mais pães levava para casa.
Luciano Canhanga
segunda-feira, setembro 21, 2009
O BIFE E O PEIXE FRITO (CONTO)
Man Xaxo virou guarda depois de desmobilizado do braço armado do povo, as FAPLA. Em casa do ministro Kambondondo onde estava colocado, posto muito cobiçado por todos os companheiros da nova trincheira, assistia dias sim, dias sempre aos banquetes com que Kambondondo brindava os amigos, ex-companheiros de brigada, sócios empresariais, afilhados e até namoradas, sempre que a dona Kifunde se ausentasse para compras no estrangeiro.Farto da vida humana do cão e a vida de cão que lhe era brindada naquele rancho ministerial, Man Xaxo começou por dividir os bifes entre ele e o pitbull sem que os seus segurados o soubessem. Com o andar do tempo foi diminuindo a parte da carne destina ao cão mandando-a goela adentro, até que um dia pensou no que seria o seu golpe de artista: inverter os pratos. O peixe frito para o cão e o bife para si.
Qual o espanto?
_Repousava no canil intacta a marmita com arroz e peixe frito. Do bife nem cheiro!
quarta-feira, setembro 16, 2009
CATINTON: DEJECTOS QUE ALIMENTAM ESTÔMAGOS
À vala de drenagens do Catinton convergem outras linhas pluviais como a do Senado da Câmara, Palanca, Camama, Calemba II, etc. A estes canais de água são canalizados, ao longo dos seus percursos, lixos domésticos, esgotos caseiros com dejectos, e outros detritos humanos e animais, tornando as suas águas, em qualquer que seja a estação do ano, impróprias para qualquer utilidade humana.É com a água da vala de esgotos acima descrita que se fazem crecer as couves, cenouras, tomate, alface, gimboa e outros legumes com que muitos luandenses alimentam o estômago.
Sendo esta uma página de reflexão, que se empresta também à actualidade, e que deve contar com o os saberes e comentários de outros especialistas e leitores, deixo algumas questões que ajudarão os jornalistas a fazerem as questões pertinentes e as autoridades desempenharem os seus papéisl.
> Irrigados os legumes com água fétida, tornam-se ou não impróprios para o consumo humano, tendo em conta o contacto directo?
> A simples lavagem destes legumes anula as eventuais bactérias que contenham estas verduras?
Deixe o seu comentário, contribua para a melhoria da saúde pública.
Luciano Canhanga
segunda-feira, setembro 14, 2009
CHUVA SIM: ESTRAGOS POR DESLEIXO NÃO MAIS
Hoje começou, de facto, o período chuvoso em Luanda, embora oficialmente tenhamos entrado para a estação a 15 de Setembro. A capital angolana acordou molhada e até às oito horas o tempo apresentou-se com bastante nebulosidade e com invisibilidade para os automobilistas."CHOVEU EM LUANDA. HÁ ESTRAGOS CONSIDERÁVEIS.
Os especialistas em meteorologia já admitem que esta foi das piores chuvas dos últimos anos e atribuem a causa aos efeitos do fenômeno El niño que anos atrás fez inundar Moçambique.
A chuva desta madrugada teve início por volta da meia noite e continuou com intensidade até bem próximo do meio dia.
sexta-feira, setembro 11, 2009
MARKETING AMBULANTE
“com licença família, bom dia! Os estranhos pensam num fiscal da transportadora ou da autoridade de transportes de Luanda. Mas o intruso prossegue o discurso:
"Está aqui o menthol para combater a gripe, ciúme, irritação na garganta, cansaço e até engarrafamento (estress)”.
Só assim os passageiros do autocarro privado que faz a rota 1º de Maio/Rocha Pinto se apercebem tratar-se de um ambulante, bem-falante e marketizando o seu pequeno negócio que na brincadeira ganha cada vez mais adesão.
O pregão do ambulante que aproveita o congestionamento do transito automóvel nas imediações do hipermercado Jumbo, na Avenida Deolinda Rodrigues, ganha consistência e aos poucos “despacha” o negócio.
Este grande “marketeiro” que nem sequer a 4ª classe possui terá, na calada duma noite qualquer ou se calhar numa tarde de panelas vazias, estudado a melhor forma de angariar prosélitos para os seus reboçados . E é nos autocarros e taxis carregados de mulheres, no engarrafamento matinal ou vespertino, que encontra o seu nicho de vendas.
“Vendedor como ele poucos haverá” desabafam satisfeitas as clientes à saída do “comerciante” levando consigo os últimos trocos: dez, cinquenta, cem ou duzentos kuanzas. O clima está mais ameno e com um novo motivo para comentários. Lá se foi o estress, pelo menos por alguns intantes.
Luciano Canhanga
domingo, setembro 06, 2009
SE PRESIDENCIAIS EM 2011: COM OU SEM SAMAKUVA?
O parlamento angolano aprovou a 28/07/2009 o projecto de alteração do período para a elaboração e conclusão dos trabalhos da Constituição angolana que passam de 120 para 180 dias, a partir de 23 de Maio último*.Primeiro:
Estando as eleições presidenciais dependentes da conclusão da Cosntituição que vai definir as competências e atribuições da Instituição Presidente da República,
Que será preciso ainda recolher as opiniões da sociedade civil, antes da aprovação final da Lei-mãe e em Maio estaremos numa estação imprópria para a realização de eleições no país devido ao fraco acesso aos aglomerados populacionais mais recônditos, devido à elevada pluviosidade,
Se analisarmos que para se realizarem eleições terá de haver dinheiro, entre outras condicionantes objectivas e subjectivas (o Governo saído das últimas eleições com 82% do eleitorado para o MPLA terá de governar antes da sua queda a ser motivada pela eleição de um presidente chefe do governo),
Fácilmente se poderá concluir que é para Setembro de 2010 ou mesmo de 2011 que tende o pleito para a escolha do Presidente da República.
Segundo:
Setembro de 2010 dá margem suficiente para que os “candidatos naturais” se alinhem para a corrida. Porém se o período de espera for dilatado para mais um ano, há que ter em conta os partidos que terão de eleger novas lideranças e que procurarão, numa fase imediata, a consolidação interna do processo. Aqui quero chamar a UNITA e o seu presidente, apenas como exemplo hipotético, já que Isaias Samakuva manifestou públicamente o desejo de não mais se candidatar, em 2011, à liderança do que é ainda hoje o maior partido da oposição angolana (16 assentos num parlamento de 220 deputados).
Que se criem delfins e que se conheçam aqueles que podem substituir os actuais líderes partidários para que os seus rostos não sejam desconhecidos dos eleitores no pleito em falta. Espero que as minhas contas não pequem por excesso.
*Artigo 2 da Lei 2/09 de 5 de Janeiro.
quinta-feira, setembro 03, 2009
RENDAS AO ESTADO CUSTAM 1/3 DO SALÁRIO MÍNIMO
Habitação, alimentação e vestuário são, segundo se aprende na primária, as necessidades básicas* do homem. Em Angola estas três e outras indispensáveis para se viver têm uma renda mensal mínima de aproximadamente USD 100 (salário mínimo da função pública).Dois mil e oitocentos kuanzas é, doravante, o valor mínimo da renda para os imóveis do Estado angolano. A medida, aprovada pelo Conselho de Ministros, visa, por um lado, aumentar as receitas fiscais do Estado e, por outro, fazer com que se pague um valor justo ao arrendamento de uma residência.
Convertidos em dólares americanos, Akz 2800 equivalem a USD 35 que por sua vez correspondem a 1/3 do que ganha quem está no grau mais baixo entre os funcionários públicos.
Segundo informações veiculadas (apenas ainda) por órgãos de informação públicos, o valor da renda dos imóveis do Estado será proporcional às condições de habitabilidade e à localização geográfica (zona urbana, periurbana ou rural). Ou seja, na cidade e com melhores condições de habitabilidade a renda torna-se mais cara do que no campo e com menores condições de comodidade.
Reajustada a renda das casas do Estado, só esperamos que os grandes devedores que são, no fundo, o próprio Estado ou aqueles que dele se servem não voltem a ser os caloteiros (devedores). Esperamos também que aqueles que realmente nada pagavam pela ocupação das casas que a todos pertencem (povo) e que não estejam entre os que menos ganham não venham com lamúrias pela actualização do valor.
Por fim: que o milhão de casas prometidas pelo Governo até 2012 seja um facto na construção e na distribuição pelos que delas realmente precisam.
* Abraham Maslow enumera necessidades fisiológicas, de segurança, de amor/relacionamento, de estima e de realização pessoal.
Luciano Canhanga
terça-feira, setembro 01, 2009
ÉTICA PUBLICITÁRIA: VALE APENAS?
Se bem vejo numa das publicidades da Movicel "espalhadas" pela net (ver www.hi5.com) aparece um individuo fardado e com galões da Polícia Nacional(?)* angolana.* aconselho ver as imagens para melhor conferir o uniforme
Luciano Canhanga
quinta-feira, agosto 27, 2009
MONÓLOGO: A ANGOLANIDADE DO REI MANDUME
Ouvi, numa das televisões de Angola, um artista a dizer que tinha concebido uma obra em que pretendia demonstrar a angolanidade de Mandume Ya Ndemufayo, o rei dos Kuanyamas, tido por uns como “não angolano”.E falei horas a fio com os meus botões sobre a pertinência das atordoadas e da obra que as refuta. Questionei-me se tal acção se podia enquadrar num desmentido ao indesmentível ou simplesmente numa factomania (mania de fabricar factos).
O artista em causa lá teve as suas razões, mas para mim, desmentir que Mandume não era angolano, constitui perda de tempo e explico-me porquê.
Monólogo
1-Mandume estaria interessado em obter cidadania angolana?
Resposta: não havia cidadania angolana, mas sim portuguesa, no tempo em que viveu.
2-Mandume precisava de ir a um cartório e registar-se para ser rei dos Kuanyama?
Resposta: Não! O seu povo o conhecia e o reconhecia. Os próprios portugueses e alemães que cobiçavam as suas terras também o sabiam que ele era o rei dos Kuanyamas.
3- Dizia o artista que muitos dos detractores afirmam que Mandume era namibiano. Como assim se a Namíbia só existe desde 1990 e Mandume morreu em 1917?
Resposta: Andam noutro planeta.
4- Terá Mandume nascido no território que é hoje parte da Namíbia?
Resposta: Pouco iteressa! O espaço geográfico e sócio-cultural dos ovambo se estende do norte do que é hoje a Namibia e Sul do que é hoje Angola.
Resposta: Os reis raras vezes vêm de regiões que não seja a capital do reino. A capital do reino dos Kuanyamas esta/va no território do que é hoje Angola.
Resposta: Absolutamente NÃO! A sua africanidade e os seus feitos contra a presença colonial/europeia são tão puros e tão nobres que tolo se torna quem os discute.
Luciano Canhanga
sexta-feira, agosto 21, 2009
PRESIDENCIAIS EM ANGOLA: A FÓRMULA VEM DE ZUMA
“Angola sempre apoiou a África do Sul nos momentos mais difíceis, os angolanos consentiram muitos sacrifícios e apoiaram-nos muito na luta contra o regime do apartheid, daí que estamos aqui para dizer obrigado ao povo angolano e ao MPLA"(J.Z. 20/08/2009).Depois de Medvedev da Rússia, Castro de Cuba e da “Braço direito” de Obama, Hilary Clinton, eis chagada a hora do poderoso do Sul, Jacob Zuma.
Enquanto trabalhei como jornalista o meu primeiro contacto com JZ foi aquando da sua visita a Angola, no tempo em que este era vice de Mbeki. Foi numa altura em que pairavam informações sobre “uma crispação nas relações políticas e económicas entre os dois Estados”, motivado pela afirmação de Angola no constexto regional, fruto da conquista da paz e dizia-se que “Paz para Angola era sinal de incómodo para muitos”. Zuma e dos Santos juraram-me de pés juntos que “não havia e nunca houvera crispação nas relações” porém, cá fora dos palácios e da diplomacia oficial as coisas continuaram com o mesmo ciúme. Terá este incómodo passado estando Angola a estender a sua zona de influência além congos?
Mas voltando à amizade que o animado Zuma tem por Angola, é de acreditar nele, tanto mais que os Camaradas de cá tudo fizeram para que superasse a ultrapassagem, pela esquerda, (o código automóvel da Africa do Sul admite pela direita) que Mbeki lhe havia feito desde os tempos do Velho Mandela. E cá esteve ele, esbanjando gratidão.
Aguardemos pelos comentários e desenvolvimentos.
quarta-feira, agosto 19, 2009
TV-IURD OU TV-GLOBO: QUE DEVEM OS ANGOLANOS DEIXAR DE VER?
Dum lado uma televisão do povo, ou pelo menos ao serviço do cidadão (brasileiro e global). Doutro lado uma televisão ao serviço da Igreja universal.Soube, através da própria TV-IURD (Record), que 10 minutos de reportagens da Tv Globo sobre lavagem de dinheiro e associação criminosa na Igreja do P'Edir Macedo (IURD), despolectada pala justiça brasileira e também reportadada por outros media, levantou a ira da TV-IURD que aparece como guardiã do templo do seu patronato, a IURD. De lá pra cá tudo o que se vê na TV-IURD não passa de uma campanha propangandística aberta contra a Globo pelo simples facto de ter levado aos quatro cantos do Globo uma verdade desvendada pela justiça.
Para mim, que nunca morri de amores por "Igrejas do Dinheiro", nem por colagens simamesas entre orgãos de informação e patronatos, assistir ao que a Record leva às nosssas casas, de forma desnivelada e pouco cordata, todos os dias, 24 sob 24 horas, é sintomático e chaga mesmo a ser cancerígeno.
Todos os consumidores das televisões brasileiras sabem que igreja tem senadores, deputados, partido político, aviões, iates, etc. Saberão também quem ensaca dinheiro por todos os pontos do universo em que se encontre (Angola incluída). Saberá também quem vende crucifixos feitos de "restos da madeira da cruz em que Cristo foi maltratado, há mais de 2000 anos".
Colocou-se (na TV da Universal) a questão de uma suposta "inveja da Globo" dada a subida do share da TV-IURD que de 2004 a esta data passou de 9 para 16%, ao passo aque o da Globo baixou para 48%.
Pode considerar-se atentatória aos interesses da RECORD uma reportagem da Globo que é sobre a IURD e não sobre a Record?
Onde está o princípio da isenção ou da separação entre as instituições IURD e RECORD? Não haverá forte imiuscuissão duma em assuntos doutra?
Para isso chamo os angolanos de bom senso para agir, não apenas como consumidores passivos mas também analisar com frieza necessária as "exportações televisivas" e os seus conteúdos e no fim decidir:
Luciano Canhanga
domingo, agosto 16, 2009
"MARIA VAI COM AS OUTRAS" MANCHA ANO PARLAMENTAR DA OPOSIÇÃO
Encerrou no dia 14 de Agosto de 2009 o primeiro ano lesgislativo do parlamento angolano saído das eleições de Setembro do ano passado. É bem verdade que a oposição não deve ver malícia em tudo o que seja proposta do governo, mas os líderes da oposição, até para melhor animarem a festa, têm de encontrar explicações mais rebuscadas ou mesmo refinadas para explicarem o seu sentido de voto.
Perante o discurso, por que não casa definitivamente, Kabango, com o MPLA onde o receberíamos com muita satisfação?
O argumento apresentado quanto ao voto de Kabango e companheiros foi, sem dúvida, uma cópia do que se chama na gíria de "Maria vai com as outras".
Luciano Canhanga
quarta-feira, agosto 12, 2009
QUEM ME DERA SER "PORCO"
Narra Manuel Rui, no seu livro “Quem me dera ser onda”, estórias ficcionadas de um porco “Carnaval da Vitória” que no fundo é o retrato dos primeiros anos da revolução angolana, que um determinado suino criado no sétimo andar de um prédio da baixa luandense “comia de um hotel de primeira; nos restos vinham panados, saladas mistas, camarões, maioneses, lagosta, bolo inglês, outras coisas sempre a variar” (RUI, 2000, p. 17), diferente do seu passado nas praias da Corimba onde a ração se resumia em espinhas de peixe...Numa aula de Arte e Literatura Angola, no IMEL, Luanda, 11ª classe, curso médio de Jornalismo, um dia a professora Gaby Antunes, depois de analisado o texto e o contexto, perguntou, irónicamente, a um dos alunos se com todas as mordomias dadas ao animal não achava que o bicho vivia melhor do que ele.
E o colega:
- Sim Dra.!A professora:
- Ai é? Então por que não dizes “quem me dera ser porco”?E a turma:
Kia,kia,kia,kia,kia!Apenas risos e mais risos.
Luciano Canhanga
terça-feira, agosto 11, 2009
CONTRA NIGÉRIA MARCHAR, MARCAR!
Contra a Nigéria está direccionada a nossa marcha rumo ao décimo título continental. Contra a Nigéria Angola deve marcar, marcar e marcar!Angola e Nigéria co-lideram o grupo E com 10 pontos, seguidos do Mali, Cote d’Ivoire , Líbia e Egipto, com 8,7 e 6 pontos respectivamente. Os quatro primeiros apuram-se para os quartos de final, juntando-se com os quatro do grupo F.
quinta-feira, agosto 06, 2009
CALMANTISMO: UMA NOVA "CIÊNCIA" ANGOLANA
Calmante: é a expressão usada nas lides juvenis inistruídas para designar aldrabices ou inverdades. E quando os calmantes se tornam tantos, de uma só vez, a arte de os inventar ganha o nome de calmantismo.No nosso país, os estudiosos, sociologos e os psicólogos deviam ser chamados a desenvolver reflexões aprofundadas sobre as causas, consequências e implicações do calmantismo no esteio daquilo que é o país que se pretende.
Para tudo e nada há um calmante e vindo de onde jamais se esperava. Hoje, chega-se ao ponto de se condenar o realismo do que o calmantismo. Mentir passou a ser uma arte com direito ao cultivo e perpectuação. Vejamos:
Durante os mais de vinte anos da construção da barragem de Kapanda, em Malanje, sempre se disse, e bem alto, que o problema do fornecimento da energia eléctrica às cidades de Luanda, Ndalatando e Malanje seria resolvido tão logo fosse inaugurada a dita barragem. E os angolanos, pacientemente, de calmante em calmante, foram aguardando até ao dia do corte da fita. Fizeram-se festas, compraram-se electrodomésticos porque se julgava que o sofrimento tinha conhecido o seu fim. E o que se disse de novo, quando na verdade a energia nem chegou a Luanda nas quantidades e qualidade prometida anos a fio?
_”Faltam linhas de transportação”!*
Terá sido este o verdadeiro motivo ou foi mais um calmante?
Quiseram as empresas de telefonia correr mais para a quantidade do que a qualidade. O número de clientes sedentos de comunicar fez com que se acumulasse, em pouco tempo, avultados lucros. Porém o angolano começa a despertar e a pensar nos seus direitos não usufruidos, como o elementar direito de poder manter uma comunicação eficaz com quem se queira, o que não acontece nos últimos tempos. Vem daqui mais um calmante.
- “As telecomunicações em Angola só terão qualidade quando Angola dispor de um satélite próprio”, cujo lançamento está previsto para daqui a 3 ou 4 anos.
sábado, agosto 01, 2009
A MATURIDADE SOCIAL NA MÚSICAL DO YURI DA CUNHA
Emergiu com a sua música, ainda infantil, "você não é amigo". Na altura Yuri da Cunha descrevia o amigo interesseiro que só liga quando "a gente tem". Hoje são outras descrições, muito mais maduras e situações que a todos tocam, pelo menos os que vivem na capital angolana.outra verdade a que assistimos todos os dias:
O velho que na casa do filho p'ra nora não quer saber
Quando maka grossa surgir ao Beiral (lar de terceira idade) vai parar.
Eucaliptos no (bairro) indígena bondaram (mataram)
Agora São Paulo chegou
Nosso Rangel está a naufragar