ENQUANTO MAIS ADULTOS NOS TORNAMOS, MAIS “INÚTEIS” NOS SENTIMOS A ideia de que se pode viver sozinho ou com base em nossas convicções se esvai. A cada ano que passa conclui-se que precisamos sempre de uma “muleta” que pode nem ser a desejável, mas apenas a aceitável.
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Na foto: Émile Durkheim, pai da sociologia contemporânea
O universo de votantes é desconhecido, mas sei que o inquérito mora na página on line da Angop há já muitos meses.
E os números são esclarecedores. Um ponto percentual a separar os arqui-rivais. Se no voto popular a votação podia ser vista doutra maneira, aqui na net, onde mandam os alfabytezados é o Petro de Luanda quem manda. E o inquérito só peca por não ter o Recreativo do Libolo e o Kabuscorp do Palanca que têm arcaboiços para “surrar” o Inter ou mesmo o ASA. Quem vai aos campos de futebol vê isso. As enchentes falam tudo, ou não?
"KUMBI LYUTUNGA ZEMBA LYU XIKA MUIXI" (o dia de construir o palácio é o de tocar assobio). Assim dita a sabedoria Ngoya*.
Como descendente de família real do Kuteca (só quem é do Libolo terá ideia disso) sempre tive essa lição na mente sem a ter vivido de facto. E aconteceu agora, longe do "meu palácio" mas diante de um Palácio real lunda-cokue.
A maior diamantífera angolana decidiu construir, de raiz, uma residência oficial para o rei lunda-cokwe, Mwene Mwatxissengue Wa Tembo cuja entrega aconteceu a 18.12.08. Políticos, empresários, súbditos e jornalistas fizeram-se presentes ao acto. E de repente lembrei-me do dito popular lá da minha terra. "KUMBI LYUTUNGA ZEMBA LYU XIKA MUIXI".
Liguei a lâmpada p'ra ver se acendia e acendeu. Visitei os quartos que serão os aposentos da realeza. Experimentei a torneira do WC., etc.
Será que terá um súbdito desligado da realeza uma semelhante oportunidade naquele palácio?
"KUMBI LYUTUNGA ZEMBA LYU XIKA MUIXI". E assim puxei das cordas "o assobio meu" (sic Teta Landu).
* Há vozes discordantes quanto ao nome da língua que se fala em grande parte do Kuanza Sul.
Depois da queda acentuada da cotação internacional do preço do petróleo e do d(e)i(à)amante e todo o arrasto e arraso que isso provoca, muitos vociferam agora para "um olhar mais atento à agricultura".
Com certeza que podem baixar de valor o ouro negro e as pedras preciosas(?), mas os seres viventes sempre precisarão de comer.
Assisto também muitos idosos, reformados, rumarem para os campos de onde partiram há décadas, para em vez de usufruírem da pensão de reforma, aplicarem os míseros em compra de terrenos, lavoura e criação de instalações habitacionais.
Eu, desde 1984 em Luanda, procedente da aldeia de Pedra Escrita, Libolo (Kuanza-Sul), nunca me desliguei, na verdade, do campo. Lá está a mãe, os amigos de infância, das caçadas, das pescarias nos rios, das surras dadas pelos irmãos mais velhos e das incompreensões dos pais, quando mais atrevidos ou "olhudos" nos tornássemos. Que saudades do Faria esse meu grand'amigo!
Assim, de tempo em tempo e de prosa em prosa, tenho aos poucos investido no campo. Uma terra virgem com um pequeno ribeiro a cortá-la, umas mandioqueiras para começar e umas frutícolas para o médio prazo, é o que faço de momento.
Pena é que faltam tractores para alugar e dinheiro para os comprar... E se a Mecanagro tivesse olhos para negócios dar-nos-ia muito jeito, já que os muitos moradores que se dedicam exclusivamente à agricultura de subsistência, muito precisam de abrir novas picadas e novos campos que podem inundar de produtos agropecuários as cidades e vilas improdutivas.
Preciso apenas de fazer o inverso do que assisto. Preparar agora o meu ninho. Fazendo já a casa e a sombra que me há de acolher se lá chegar. À velhice, claro! Porém, uma pergunta me persegue: Sendo jornalista de formação e profissão, sem curso agrícola, mas com bastante conhecimento de senso comum e vivências agrícolas, devo continuar a "agriculturar"(?). Na foto: A obreira Maria Canhanga (esq.) e sua sobrinha Rosiana da Cruz.
ANGOLA produz(ia) 2 milhões de barris de petróleo ao dia que até Agosto eram comercializados ao preço MÉDIO de 147 dólares norte americanos. o barril de petróleo baixou para menos de usd 45 o que significa uma redução de usd 100 por unidade.
Multiplicando os 2 milhões de barris por usd 100, o paísperde diariamente 200.000.000(duzentos milhões de dólares. O mesmo se passa no ramo dia diamantes onde o valor do produto baixou um terço do seu valor.
A maior diamantífera angolana que produz(ia) 75% do total dos diamantes angolanos no mercado internacional e com cerca de 45% do total da facturação, perde UM TERÇO do valor total de receitas.
Se atendermos que a empresa tem cerca de 3 mil trabalhadores que mantêm todos os seus direitos adquiridos ( salários, subsídios e demais compensações pecuniárias) e se termos em conta que é fulcral a contribuição da Companhia no erário público, compromisso que não pode ser relegado para outro plano que não seja o primeiro, é caso para dizer. TEMOS DE POUPAR para não forçar a companhia a tomada de medidas como as que vêm sendo anunciadas por outras similares.
Lembro, por exemplo, que a VALE (Brasil) mandou p’ra casa mais de 1800 funcionários ao passo que outros 5500 viram-se “forçados”a gozar férias colectivas.
E para aqueles que diziam que a crise financeira internacional passaria ao largo de Angola, estão aí as contas, ainda que num ensaio menos profundo.
Ninguém está imune e a salvação depende do esforço colectivo e de cada um. Em casa, no serviço e nos serviços públicos. POUPAR E DIMINUIR CUSTOS EM TODAS AS VERTENTES!
Já muito se escreveu neste semanário sobre o Libolo e os passos dados no desenvolvimento do município. No artigo que assinei em Agosto, edição de 27 a 03 de Setembro, foquei por exemplo da falta de uma escola e de um Posto médico na localidade de Pedra Escrita que conta com mais de 2 mil almas.
A fazer fé nas preces daqueles petizes que apenas queriam sentar-se diante de um mestre e dele “beberem” conhecimentos, o executivo de Serafim do Prado, o governador do Kuanza-Sul, tomou como preocupação atender a sscola e prom,eter para breve o posto médico. E é verdade que a escola aguarda apenas pela inauguração que pode acontecer antes do início do próximo ano lectivo.
“Disseram-nos que será em Janeiro ou no 4 de Fevereiro”, confidenciou Cornélio Njamba, o secretário da aldeia.
Construída raiz, a escola possui 6 salas de aulas, gabinetes para o director e para os professores, casas de banho para alunos e alunas e uma arrecadação, sendo mesmo a primeira escola do género construída na localidade desde a independência nacional.
Para Maria Massaca que pela primeira vez vai ver os seus netos a frequentarem a escola, depois de 1983, a satisfação é incontida. “Sempre pedimos nas reuniões e hoje Deus nos abriu a porta, com essa escola já não precisam de ir a Luanda ou ao Dondo para estudar”, disse a septuagenária.
A aldeia de Pedra Escrita fica a meio caminho entre o desvio de Calulo e a ponte do rio Longa, no sentido Dondo/Kibala.
… me desculpa só ué. Eu só a otra. Também mereço ser feliz…
A música alta, tocada num Toyota Hiace empanturrado de gente, transborda cá fora, cuspindo ritmos dançantes e reflexivos, enquanto no apertado recinto senhoras puritanas e libertárias se flagelam com farpas que se esticam ao autor material da proeza.
-Mas esse moço foi criado então aonde, que está a trazer essas suas modas de segunda? Interrogou dona Mingas António, devota católica e frequentadora assídua do santuário da Muxima para a retenção do fraudulento Ti-Xico.
_Mana Domingas deixa só. Retorquiu sua comadre e companheira de rezas e viagens, Madalena José, também procedente do santuário além Kuanza, onde pretende a guarda dum sepulcral segredo.
Madó, como é conhecida na paróquia, é devota, muito dada à caridade e trabalhos sociais na comunidade. A sua elegância contrasta com a vida pacata que leva. Mãe de dois filhos, sem pai, apenas confiados à benevolência do Padre Jacinto que os tem como afiliados.
Enquanto as devotas tentam se acalmar, ou no mínimo procurar fôlego para engolir o “também mereço”do Damásio, uma jovem põe “lenha na fogueira” e desbota:
- Hoje em dia homem já não é empresa privada. Se você tá dormir ou mbora engordar com as regalias, as "outras" também querem…
Mal tinha terminado a exposição, do lado da cabine, desata Manuela, dirigindo-se às devotas e acrescenta:
_ Mamã, os tempos mudaram e os gostos também. Os tios agora gostam coisas que vocês nunca imaginaram fazer…
Domingas António meneou a cabeça e exclamou:
- Issungi! agora é assim? já não há mais respeito das mais velhas, até marido das vossas mães tão a receber e ainda vos acodem com música que as p… também merecem? Deus Nossa Senhora!
Entre o “conversa puxa conversa” uma autêntica confusão se instalou no Hiace perante a gratidão do cobrador que ia distribuindo odores fedorentos aos mais próximos.
_Esses jovens nem higiene laboral têm, possas! Mal o mecânico termina os trabalhos juro. Nunca mais essa merda! desabafa desgostoso, um quarentão.
A viagem prossegue. Com ela a “música do momento” que passa e repassa. Entre prós e contras se fomenta multi-logo e aumentam os volumes bocais. O que, cá fora, sai é já um turbilhão de vaias e elogios e palavras desencontradas. Sons paridos pelos altifalantes, gemidos do carro cansado e sufocado pelo excesso de peso e gritarias que procuram espaço num chilrear humano. Jovens atrevidos assobiam ao desgosto da senilidade ortodoxa.
À primeira paragem, Domingas António decide abandonar o carro e aliviar-se do sufoco. Junto à berma, uma orda de larápios a aguardavam com passos de fuga ensaiados. Mal dona Minga, com sacola a tiracolo, poisou o primeiro pé no chão, um atrevido espectou-lhe uma kibiona para a desconcentrar.
Aflita, entre resguardar a sanidade moral e a sacola, preferiu a primeira opção. Aliás nem tempo teve para pensar e a sacola com os haveres já repousava em mãos alheias.
-Socorro, é ngombiri!, socorro sô polícia! me levaram a pasta. Vociferava aflita.
A confusão reinante no interior do pseudotaxi estendeu-se à rua Revolução de Outubro, onde nem polícias, nem fiscais se aprontaram para o solicitado SOS. Os tempos estão mesmo mudados, atirou aos botões.
A sociedade impiedosa assistia impávida ao filme. O ladrão caminhava impune. E os carros se sucediam na paragem. Aos soluços ficou Domingas António, seguindo o rasto da música que rumava ao São Paulo, destino daquele Hiace. Sempre com a “queta do momento” num vai e vem sem fim. Me desculpa só ué. Eu só a otra. Também mereço ser feliz…
O tema levado à Capela, ai na Dona Amália, virou motivo de reflexão caseira para um debate de mulheres de idade a ser moderado por Madalena José.
_ Valerá apenas ceder ou vamos continuar a "muximar" para reter os nossos maridos? foi a pergunta da noite.
Dias passados a comadre Madó que ficoude animar o debate também surpreendeu o padre Jacinto com a sua melhor amiga, Maria, e a resposta tarda em chegar.
ANGOLA deixou, definitivamente, de voa para o espaço europeu. Depois da "ïnsistente" TAAG é chegada a vez da SONAIR e demais companhias acreditadas pelo também "moribundo" INAVIC fazer parte da "lista negra" da UE.
A TAAG será, daqui há nada, coisa de museu. A "persistência" em manter-se na Lista Negra da União Europeia fê-la cair em desgraça contínua até o Tout Puissant Governo decidir “a refundação da TAAG-EP, processo que deve produzir “um redesenho de base zero” da empresa e conceber os planos de migração para uma Nova TAAG, financeiramente sustentável e assente num serviço de excelência aos passageiros”.
Os pássaros em concreto se manterão os mesmos. Podem ser reforçados com os pássaros e passarinhos da SONAIR e SAL, Empresas Públicas que o Executivo quer fundidas à Regenerante TAAG.
E o nome manter-se-á? Claro que não!
Para conseguir a ansiada e requerida certificação, a Nova companhia terá, com certeza de fazer a barba, o Cabelo e se calhar muitas operações de estética. Aviões, serviços, pessoal, etc., etc.
Com um país que cresce a olhos nus, com novos aviões de média e grande porte, tem toda razão o Governo em pensar numa companhia que efectivamente nos represente em excelência e qualidade, como disse e bem Augusto Tomás, o Ministro dos Transportes de Angola. “O país precisa de uma nova e forte companhia de bandeira, com um desempenho entre as melhores de África, contribuindo de forma decisiva para o desenvolvimento e a afirmação de Angola na região”.
Só para mostrar a profundidade do nosso buraco, a TAAG-EP perdeu cerca de USD 70 milhões nos últimos 14 meses e ocupa a 122ª posição do ranking mundial de 124 companhias aéreas.
Uma vez feito o trabalho de casa, só restará saber com que nome, cores e logotipo se vai apresentar a Nova TAAG.
E já agora, sabendo como andam desandadas as coisas cá, em casa, diremos que há inveja da UE ou há 10organnização crónica na nossa aviação?
14 DE NOVEMBRO, LISBOA, PORTUGAL. A festa comemorativa dos 33 anos de independência de Angola teve flores e espinhos. Lá dentro rosas. Muitas rosas, bem me queres, margaridas e bastante champagne.
Cá fora resmungos, empurrões e cacetetes da PSP (polícia de Segurança Pública) chamada a propósito para conter a euforia e impedir mais entradas que podiam "desabar a casa". O que a SIC (canal de televisão "tuga") conta é que terá havido bilhetes a mais para o recinto da festa. E enquanto uns comiam e bebiam, outros viram-se impedidos de entrar, dado o elevado número de convivas.
Quem viu as imagens da SIC, não só viu festa, mas também viu vergonha (vivida ou fabricada). 2500 convidados e ou com ingressos festejavam, enquanto outros 500 também com ingressos e convites da própria embaixada nem pelo "furuto" puderam ver a festa.
Relatou a televisão que houve convites e ingressos excedentários e para não estragar o que dentro corria a mil maravilhas, os organizadores da patuscada tiveram de chamar a PSP que se fez presente com cacetetes e outros utensílios. Não foram exibidas armas, não.
O LADO POSITIVO (Relatado por São Sabugueiro)
"Uma Festa à altura dos Angolanos e para os Angolanos que tiveram a sorte de conseguir o bilhete para a entrada (Bilhete Convite ). Os 2500 sortudos tiveram uma noite linda e maravilhosa! Uma noite de brindes, de Vivas, de Hino Nacional Angolano, de farra, de comes e bebes. Tudo numa linda e maravilhosa mistura de cores, de luzes e muita música . A forte presença de cantores Angolanos e danças da nossa terra! Por uma Noite senti-mo-nos em Casa! Obrigado a todos os que muito trabalharam para que tudo pudesse ser possível. Obrigado Sr. Embaixador! Obrigado Sra Cônsul Geral! Depois da festa o amanhecer Lisboeta... E os Angolanos ainda atordoados pela beleza da noite... Caminhamos à espera do próximo ano... da próxima (festa da) DIPANDA! Um abraço, Até breve! São Sabugueiro"
Termo inglês que quer dizer “jogo limpo”. Assim foi na final da Taça de Angola, ganha pelo Santos FC de Angola, equipa da samba, aí para os lados do Futungo de Belas e quem tem como presidente o também presidente da FESA.
O Libolo, vencido na final (1-0 na segunda parte do prolongamento), teve a Taça aos pés ao longo dos 90 minutos regulamentares em que dominou a partida, mas a perdularidade dos seus atacantes fê-los receber apenas as medalhas de finalistas vencidos.
No próximo ano haverá mais Taça e o Libolo terá, com certeza, outras histórias para redigir no terreno do jogo. Ao Recreativo do Libolo, tal como ao Santos, que também se estreia nas competições sob a égide da CAF, caberá, e é a missão que a Nação lhe confere, elevar bem alto o nome de ANGOLA.
Quis o Santos não ir às AFROTAÇAS de boleia e conseguiu-o por mérito e Fair Play.
É hoje. Exactamente no dia em que se comemora o trigésimo terceiro aniversário da independência de Angola. Santos Futebol Clube e Recreativo do Libolo fecham a época futebolística 2008, quando se defrontarem às 15 horas no Estádio dos Coqueiros, em Luanda, para a final da Taça de Angola.
Quer os santistas, já no futebol angolano de primeira água há alguns anos, e os libolenses, primeiro ano no Girabola, nunca chegaram à final da Taça. Os libolenses por exemplo deixaram pelo caminho o d'Agosto e Petro de Luanda nos oitavos e quartos de final, respectivamente. ao passo que o Santos teve pela frente equipas do seu campeonato.
No recém-terminado Girabola 0s libolenses ocuparam a terceira posição (44 pontos) ao passo que os santistas ficaram na posição imediata (39 pontos), ou seja, a quarta.
Para chegarem à final os santistas derrotaram em casa o Primeiro de Maio de Benguela, com recurso à marcação de penalties, igual proeza conseguida pleos libolenses, no zseu reduto, frente ao Sagrada Esperança.
Para representar o país, Libolenses e satistas, já estão na Taça CAF (Também conhecida como Taça Nelson Mandela). Os libolenses por via da terceira posição do Girabola e os Santistas pelo facto de defrontarem na final da Taça de Angola o Libolo já apurado para a mesma competição.
Quanto ao represnetar Angola na arena desportiva africana, a coisa já está arrumada. A incógnita é mesmo saber quem levará a Taça à casa.
REFUGIO-ME NO FUTEBOL, OLVIDANDO A "PRETINHA” ROUBADA OU EXTRAVIADA
Libolo e Santos jogam para assumir em definitivo a terceira posição do Girabola 2008. Os libolenses têm 41 pontos, mais dois do que os santistas de Luanda.
Caso os Libolenses vençam o já despromovido Benfica do Lubango fazem 44 e ninguém os desaloja da terceira posição que dá acesso à Taça CAF.
Os santistas defrontam o Cabuscorp do Palanca sedento de ponto. Os "rapazes do Palanca precisam no mínimo de um ponto (já ganham por 1-0 ao intervalo) para se manter na primeira divisão do futebol angolano. Os santistas têm de vencer para conseguirem a terceira posição e aguardarem, por um deslize do Libolo (que já vence ao intervalo por 0-1).
Assim vai a luta pela terceira posição, entre duas equipas que têm ainda outra forma de irem às AFROTAÇAS, via Taça de Angola em que ambas são pré-finalistas.
E provocando agora o amigo Kashuna, o Sagrada Esperança joga cartada de "vida ou morte" no seu reduto, contra os Bravos do Maquis. Os Lundas precisam de vencer (1-0 ao intervalo) e esperar por descalabro de terceiros para se manter na fina-flor do futebol angolano.
O cidadão perde os documentos pessoais. Todos. Para "refazer a vida" precisa de dinheiro. O cidadão vai ao banco e este exige a exibição de uma declaração policial que ateste a veracidade da perda de documentos. O cidadão vai, em seguida, à polícia e esta pede-lhe dinheiro (AKZ 3500) para passar a declaração. _ Como assim se o dinheiro está no banco e o banco precisa de documento da polícia para dar o dinheiro?
_ Pagar os AKz 3500 à polícia quando o valor para a renovação do Bilhete de Identidade é Akz 290?
As tantas o cidadão aborrecido olha à sua volta e exclama: _Temos um país do caraças.
Reproduzo aqui apenas as reacções ao telefone. Daqui se pode aferir quem são os meus amigos.
1- Toninho, meu amor! não te estresses. Com vida tudo se reconstrói. Olha que em 2000 também perdi tudo. Pensa em nós...
2- Senhor, o dinheiro da casa também roubaram? Olha que o miúdo já não tem leite!
3- Ai, meu Deis! Ti-Yano, como é que foi? Tens o comprovativo do despacho da bagagem?...
4- Luciano, Tens dinheiro para a família? Se precisares de algo para cobrir...
5- ... Amigo, vamos rezar para que apareça... Não desanimes...
6-Chefe, como é que foi? Já contactaste a companhia? Tens que apresentar reclamação...
Trabalha longe da família há mais de dois anos e meio. O seu posto de trabalho fica a 1000km de Luanda e são duas horas de avião. De tantas idas e retornos, umas em gozo de licença e outras em serviço, viu a mala de viagens cansada. Gasta pelo tempo e pelas cargas e descargas ao avião. Decidiu trocá-la por outra. Não que fosse de grande valor monetário, mas que aliviasse o sofrimento da antiga companheira que fica agora para o arquivo de livros ainda sem lugar certo.
O transito de Luanda e o trabalho vespertino/nocturno numa gráfica de Luanda fé-lo chegar tarde à casa. Pediu à mulher que todos os seus pertences imediatos fossem colocados na nova mala e atirou-se para o sono. Chegou a madrugada. Estava na caixa negra com 4 rodas e um cadeado ainda por ensaiar, tudo quanto tinha. Documentos pessoais, dinheiro (trocos), documentos de e do serviço, material de trabalho pessoal e material do serviço, roupas e inclusive a sua alegria de viajar com a nova mala empunhada na mão direita (como ele gosta de fazer referência).
Do Mártir ao Terminal da SAL fez-no num candongueiro (deixou o carro para não criar outros problemas). No terminal, onde colegas das R.P. aguardam os passageiros da companhia saudou e fez-se anunciar. É conhecido (nosso puto, isso dizem os cotas das R.P.) e nem precisou abrir a mala para nele retirar o crachá. Com o talão de embarque na mão, (ou no bolso da camisa amarela?) entregou a mala à pesagem e dirigiu-se seguidamente à sala de embarque (o rapaz do peso garantiu que se encarregaria de pôr a mala no embraier).
Ainda não refeito do sono e do cansaço da jornada anterior experimentou um curto sono sem sucesso (mosquitos famintos tentavam "bifá-lo") até que às 7h30 toca o "sino": Passageiros para... é chegada a hora. Nas duas horas, aproximadamente, de viagem nem sequer pensou na bagagem. Apenas no trabalho que o aguardava... Tricotavam ideias e prováveis soluções. Sorveu um sumo de maçã e depois pediu um café ao que lhe foi acrescentado um pão com queijo e fiambre.
Terminou a viagem. Está sol aberto, embora com algumas nuvens lá em cima ameaçando chuva em algum lugar qualquer, não muito distante. Descem os passageiros e abre-se o porão. Conta as malas e outras bagagens e o porão se esvazia sem que dela saia a sua "queridinha". _ "Algo algum" , exclama. A minha mala não veio. Fazem-se diligências, telefona-se para este e para aquele, sugerem-se pausas. _"Liga p'ra mim dentro de dez minutos", recomenda-se. Passam os dez e pedem-se outros trinta minutos. Passam os trinta e vem o "lamento não a vimos. Faz carta para a direcção da transportadora com cópia ao nosso chefe".
Pânico. Mas a calma regressa. Faz-se o rabisco para a direcção da transportadora aérea, com escritório ainda incógnito. Comunicam-se as chefias... Pede-se ao banco a movimentação de valores para contas de dependentes directos (é que até os códigos secretos do banconet, recebidos ontem, ainda nem foram abertos e estão na mala). "Quando não se conhece o autor pensar em gatuno não é pecado", conselho da tia Maria quibalista, ali no Rangel, nos tempos de undengue.
Diligências feitas, a carta vai dar entrada amanhã, talvez na tal direcção da transportadora e aguardar que encontrem a "querida pretinha de rodas ainda virgens" eventualmente numa paragem qualquer. Daqui em diante, localizar cópias do B.I. Passaporte e etc. e requerer segundas vias. E não é pouca a papelada extraviada, para não falar dos trapos de última geração. O personagem sou eu.
Assim se chama o principal campeonato angolano de futebol, inaugurado em 1979.
São 14 equipas que disputam a taça, estando à frente do campeonato os petrolíferos de Luanda que somam 52 pontos, seguidos pelo D’Agosto com menos seis. Nas posições imediatas estão o estreante Recreativo do Libolo com 41 pontos e o Santos FC com 38. Estas duas últimas equipas são ainda pré-finalistas da Taça de Angola, outra competição que habilita o vencedor às Afro-taças. Assim sendo, nas competições sob a égide da Confederação Africana de Futebol estarão o Petro de Luanda e 1º de D’Agosto (1º e 2º do Girabola) e ainda o Libolo e/ou o Santos Futebol Clube. Um pela terceira posição e outro eventualmente pela conquista da Taça de Angola em que ainda estão igualmente na disputa o 1º de Maio e o Sagrada Esperança.
O despique para a conquista do campeonato é seguido também emocionalmente pela conquista da bota de prata (troféu para o melhor marcador). Santana (na foto), jogador do Petro, soma 16 tentos secundado por Love, do D’Agosto, com menos 1 tento rubricado. Na terceira posição vem Reginaldo, do Recreativo do Libolo, equipa que ocupa igualmente a terceira posição no campeonato.
Olhando para as edições do GIRABOLA, já realizadas desde 1979, o troféu foi 13 vezes à casa dos petrolíferos de Luanda, 9 vezes ao rio seco, casa dos militares do 1º de Agosto, 3 vezes ao aeroporto, recinto do ASA, 2 vezes à rua Domingos do O, recinto do 1º de Maio e uma vez para o Inter e Sagrada Esperança, respectivamente.
Ascendentes e descendentes
Se a luta pela conquista do GIRABOLA está praticamente definida, pois ao Petro restará apenas um empate, diante do Desportivo da Huila, para abrir o champanhe, quando lhe restam ainda dois jogos, o mesmo não acontece na cauda onde pontificam para a descida de divisão equipas como o Benfica do Lubango (20 pontos em 24 partidas), Petro do Huambo, Bravos do Maquis, Kabscorp do Palanca, entre outras que ainda não têm a permanência definida como é o caso do Campeão em título, Inter e o Sagrada Esperança.
Definidos estão já aqueles que sobem à divisão maior do futebol angolano. A Académica do Lobito (Benguela), Académica do Soyo (Zaire) e o Desportivo da Caála (Huambo) confirmaram no fim-de-semana os respectivos passes que os habilita ao retorno ao GIRABOLA onde já militaram em tempos idos, com excepção da turma da cidade agrícola de Caála.
Portanto, por definir, resta apenas as duas equipas que acompanham na despromoção o Benfica do Lubango, já que o topo está quase clarificado: O Petro de Luanda com certeza que conseguirá um ponto nos dois jogos em falta e será, por isso campeão, o segundo lugar é garantidamente do D’Agosto, ao passo que o Libolo e o Santos lutam pela terceira posição.
Eu estou contigo! (ao contrário da resposta que me darias na tua música: eu não vou nessa!) Estou contigo! foi a resposta dada pelo músico Maya Che (Maya Cool) e pelo empresário Bento Kangamba (em nome do MPLA).
O Primeiro prometeu e cumpriu dar metade do seu prémio de artista mais querido de 2008 (15mil usd= primeiro lugar). Kangamba pegou no "Cacho" e levou "pessoalmente". Há outros anónimos que também disseram Estou contigo, Mam-Borrô e com certeza outros ainda darão a mesmíssima resposta ao S.O.S.
Mam-Borrô enfrenta uma diabete na Namíbia, onde se encontra hospitalizado. A família e os amigos tiveram de anunciar o momento delicado que o artista enfrenta, há já algum tempo.
Digamos então, em uníssono:
- Mam-Borrô, ai,ai,ai... - Eu estou contigo Conta nº 28673753, no Banco BIC
Tido inicialmente como o boombo da festa, fruto da derrota frente ao D’Agosto, no no baptismo por 4-0, o Desportivo do Libolo é hoje quem mais “come” o calcanhar da equipa militar, separadas agora por apenas 4 pontos. Depois do empate na segunda volta do Girabola e afastamento dos militares da Taça de Angola, a equipa de Calulo, que aquando do apuramento foi tão somente o segundo da série B, é tão somente a surpresa deste campeonato.
Começando por conservar as honras de casa, em que perdeu apenas uma vez para o Petro de Luanda, o Desportivo foi, no escalão superior do nosso campeonato de futebol de “primeira água”, ganhando forma, corrigindo os erros e suplantando os seus adversários, incluindo os “papa títulos” a quem quando não vence, “rouba” pontos. Como suporte destes ganhos está o dinamismo da sua direcção, massa associativa e, sobretudo, dos patrocinadores.
Nesta 21ª jornada o Libolo foi ao terreno do Sagrada Esperança e apagou a luz de vitória dos diamantíferos, a quem derrotou por 0-1. Fruto desta “retumbante” vitória, os comandados de Luís Mariano não só consolidaram a terceira posição do campeonato, como 37 pontos, como também já acendem o piscas para encostar-se ao D’Agosto que, em caso de deslize, pode ver ameaçado o segundo lugar que ostenta.
A contar com a moral elevada dos libolenses, posso mesmo afirmar que é muita pena termos o campeonato já no fim e os pontos ainda em disputa isentarem confrontos directos entre o Libolo e os militares do D’Agosto e os petrolíferos de Luanda que seguem no comando na nau.
Com grandes possibilidades de vencer a Taça de Angola, segunda competição futebolística mais importante do país, onde já não se encontram nem os militares nem os petrolíferos, a equipa das terras do Café, o Libolo, rapidamente se desfez do casaco de dependente de pontos para se tornar no temível “tomba gigantes”, sobretudo nesta segunda volta do Girabola.
Quem se sente feliz em receber o Libolo, quer em sua casa, quer em casa alheia? Sedentos de pontos, os conjuntos da cauda jamais o desejariam. Temerosos em perder os lugares que ostentam, igualmente não o desejariam os “mandões” da fila. E assim o Libolo vai fazendo o seu campeonato perante 13 “aflitos”.
Para 22ª jornada do Girabola em que o Recreativo do Libolo recebe em sua casa o Santos FC com 34 pontos.
Apenas duas perguntas se colocam: Terá o Santos força para impor a segunda derrota caseira aos libolenses ou será desta que o Libolo atinge o quadragésimo ponto?
Sabendo que a equipa de Calulo vem moralizada da última jornada em que venceu fora de casa, igual proeza conseguida pelo Santos que venceu os petrolíferos do Huambo, adivinha-se um jogo de “roer e doer”.